30/04/2026

Movilización de emergencia a Plaza de Mayo por la libertad de los tripulantes de la flotilla Sumud

Reclamamos la libertad de los 175 compañerxs secuestrados por el Estado de Israel.

Foto: @ojoobrerofotografia

El Frente de Izquierda, el Comité Argentino de Solidaridad con el Pueblo Palestino y otras organizaciones se concentraron en el Obelisco este jueves 30 ante el secuestro de 175 tripulantes de la flotilla global Sumud por parte de Israel, incluyendo a seis argentinos (Pablo Giachello, Celeste Fierro, Mónica Schlotthauer, Ezequiel Peressini, Raúl Laguna y Cristina Agüero).

Desde el Obelisco se marchó a Plaza de Mayo, donde se realizó un acto en que hablaron Vanina Biasi (legisladora porteña del Partido Obrero-Frente de Izquierda), Guillermo Pacagnini (dirigente del MST), Juan Carlos Giordano (dirigente de Izquierda Socialista), Christian Castillo (dirigente del PTS), Abdallah El Tibi (del Comité Argentino de Solidaridad con el Pueblo Palestino), Tamara Tiseyra (Coordinadora de Derechos Humanos del Fútbol Argentino), Luciana Alter (Judíes por Palestina), Marina (Nuevo MAS) y Laura (PRML).

Vanina Biasi, quien tiene una causa abierta en la justicia federal por su apoyo a la causa palestina, inscribió el asalto de las fuerzas israelíes sobre la flotilla Sumud en aguas internacionales -cerca de Grecia- en un escenario marcado por la agresión contra Irán, la invasión del Líbano, el desarrollo de asentamientos en Cisjordania, la ocupación de los Altos del Golán y, por supuesto, el genocidio en la Franja de Gaza.

Vanina cuestionó la falta de respuestas de la Cancillería argentina ante el secuestro de los seis tripulantes argentinos y criticó el alineamiento del gobierno de Milei con Israel y la Casa Blanca.

"Se creen los dueños del Mediterráneo y de las aguas internacionales", dijo El Tibi, en referencia al Estado israelí, y explicó que eso se debe, en parte, a la complicidad de los Estados europeos.

La flotilla global Sumud zarpó desde Barcelona este mismo mes con el objetivo de romper el cerco del Estado genocida de Israel a la Franja de Gaza, llevando ayuda humanitaria. Lanchas israelíes fuertemente armadas la atacaron en la noche del miércoles 29.

En todo el mundo se están realizando movilizaciones y convocatorias para exigir la liberación de los secuestrados. En los casos de España, Italia y Grecia, países próximos a la zona de la intercepción, se reclama la intervención de los gobiernos para lograr la libertad de los 175 tripulantes.

No al genocidio del pueblo palestino. Todo el apoyo a la flotilla global Sumud. Libertad a los compañerxs secuestrados por el Estado de Israel. Palestina libre del río al mar.

Movilizaciones en el mundo contra el secuestro de activistas de la Flotilla Global Sumud
22 embarcaciones fueron interceptadas por lanchas israelíes cerca de Grecia. -
prensaobrera.com
La Cancillería tiene que intervenir por la liberación inmediata de los argentinos secuestrados por Israel
Son parte de los 175 tripulantes de la flotilla global Sumud interceptados para impedir el arribo de ayuda humanitaria a Gaza. -
prensaobrera.com

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29/04/2026

Unamo-nos na luta mundial para derrotar a ofensiva imperialista de Trump!

Declaração Conjunta do 1º de maio até a Conferência Internacionalista de Atenas

Protesta en Estados Unidos

Derrotemos os governos que perpetuam a pobreza e a guerra

A ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irã saiu pela culatra.Fissuras se multiplicam nas fileiras dos invasores. Por mais que tentem esconder, Trump sofreu um sério revés político. Netanyahu tenta avançar com as anexações territoriais na Palestina, na Síria e no Líbano, mas sua posição, tanto nacional quanto internacional, está cada vez mais comprometida. O impasse enfrentado pelo imperialismo estadunidense e pelo regime sionista é a prova prática de que os EUA e Israel não são uma máquina invencível. O revés que estão vivenciando no conflito com o Irã é uma fonte de encorajamento para os povos explorados que confrontam o imperialismo estadunidense ao redor do mundo.

É um incentivo para os povos da América Latina que têm sofrido com a crescente agressão dos EUA na região. É um incentivo para Cuba, que está ameaçada e enfrenta um bloqueio que se intensificou a níveis de desastre humanitário. Questiona a vergonhosa colaboração do governo venezuelano com o invasor americano e encoraja a mobilização independente de sua classe trabalhadora. É um incentivo à luta travada por trabalhadores e jovens americanos que confrontam Trump com crescente participação em massa e radicalização. Os 8 milhões que se mobilizaram em 28 de março demonstram a existência de uma oposição massiva à guerra, enquanto o governo discute publicamente o lançamento de uma invasão terrestre, que exigiria uma mobilização em massa da população como soldados e prenuncia uma derrota eleitoral nas eleições de meio de mandato marcadas para novembro deste ano. É um incentivo à luta contra os planos de rearme e austeridade que os trabalhadores travam contra governos capitalistas de todos os tipos em todo o continente europeu, com seus orçamentos de guerra votados pela extrema direita, conservadores, liberais, os chamados esquerdistas e social-democratas.

E, claro, isso impulsiona a luta anti-imperialista e anti-sionista em todo o Oriente Médio: na Palestina e no Líbano, e também no Irã. O povo iraniano ignorou o apelo de Trump para se levantar em uníssono com os bombardeios. Estamos bem cientes da natureza opressiva, reacionária e repressiva do regime capitalista iraniano. Mas uma solução progressista para as massas exploradas e oprimidas do Irã não virá do sionismo ou do imperialismo estadunidense. O acerto de contas com o regime de Teerã deve partir do povo explorado do Irã, que deve ser o arquiteto de seu próprio destino, e temos o dever de apoiar as forças socialistas e anticapitalistas que lutam contra o regime, bem como contra a agressão imperialista.

Saudamos as manifestações anti-imperialistas no Irã, que desafiam os bombardeios; as manifestações em massa na Cidade de Gaza contra a lei da pena de morte, criminosa e racista, que visa os palestinos; a resistência contra a ocupação terrestre no Líbano; e os protestos que ocorrem em todo o mundo contra a agressão em curso — incluindo a nova e gigantesca Flotilha Global Sumud, que se dirige para desafiar o bloqueio genocida ainda imposto ao povo palestino. Saudamos as lutas da classe trabalhadora contra as reformas reacionárias, da Grécia à Índia, e da Argentina a Portugal. Saudamos as greves por salários e condições de vida, dos mineiros na África do Sul às greves contra o aumento do preço dos combustíveis na Bolívia e no Equador. A campanha de guerra imperialista está fomentando o chauvinismo burguês e o nacionalismo em todos os lugares, aos quais opomos o internacionalismo militante da classe trabalhadora. O caráter revolucionário desse internacionalismo se expressa ao se colocar na vanguarda da luta contra os ataques do imperialismo às nações oprimidas.

A postura da China e da Rússia tem sido de flagrante duplicidade diante de um novo ataque contra um país com o qual se declararam parceiras no projeto BRICS. Chegaram ao ponto de permitir que o Conselho de Segurança da ONU aprovasse uma resolução condenando os ataques lançados pelo Irã contra bases americanas em países árabes vizinhos, em resposta aos graves ataques que sofreram. Anteriormente, nesse mesmo fórum, a China e a Rússia endossaram o plano de paz neocolonialista de fachada de Washington para Gaza. Isso não é anti-imperialismo nem uma busca por melhorias para o "Sul Global", mas sim depredação capitalista-imperialista e uma luta por esferas de influência.

Os governos europeus estão gerindo a sua crise com os EUA tentando forjar o seu próprio bloco imperialista, após décadas de integração com o bloco americano. Os seus conflitos decorrem da utilização dos seus recursos militares — que estão reforçando com orçamentos de rearmamento e preparando o terreno para o serviço militar obrigatório — onde quer que possam promover os seus próprios interesses e dar continuidade aos seus planos de expansão da UE para a Europa do Leste, planos esses agora postos em causa pela guerra na Ucrânia, que estagnou completamente após mais de quatro anos. Não são guiados pelo "humanismo", mas sim pela procura de satisfazer os seus próprios apetites imperialistas.

Na América Latina, a luta contra a agressão sionista e imperialista está intrinsecamente ligada à luta contra os agentes e cúmplices de Trump no continente. Denunciamos os governos que agem em conluio com o magnata republicano, como Milei na Argentina. Denunciamos os governos que se disfarçam de progressistas, como Sheinbaum no México e Lula no Brasil, que se adaptaram à pressão dos EUA e participam do bloqueio que Washington intensifica contra Cuba, cujo objetivo é provocar um colapso na ilha para facilitar sua tomada pelos Estados Unidos. Exigimos que ambos os governos rejeitem este ultimato e forneçam o petróleo e a ajuda humanitária de que Cuba necessita desesperadamente.

A escalada da guerra é uma expressão do esgotamento histórico e do declínio da atual ordem social capitalista. Uma de suas manifestações, dada a sua posição como principal potência mundial, é o declínio dos Estados Unidos, um dos principais impulsionadores das tendências rumo a uma guerra mundial. O atual cessar-fogo está sendo constantemente violado pelos Estados Unidos e por Israel. Eles foram forçados a recuar, mas a necessidade de os Estados Unidos avançarem militarmente contra seus inimigos ou reconhecerem seu declínio é muito forte.

A crise de superprodução e a queda nas margens de lucro capitalistas estão na base da escalada rumo à guerra e da desestabilização da ordem imperialista vigente. Todos os governos capitalistas, sejam liberais, “progressistas” ou “socialistas”, buscam reacender sua rivalidade com base em altos níveis de exploração e austeridade, enquanto simultaneamente perseguem a repressão e a disciplina social que lhes permitam mobilizar seus trabalhadores como soldados nos conflitos vindouros. A própria guerra no Irã, longe de resolver a crise capitalista, a exacerbou, uma vez que os preços do petróleo estão impactando as condições de vida em todo o mundo e aumentando a probabilidade de uma profunda depressão econômica.

A luta contra a ameaça e o avanço de formações fascistas e de extrema-direita não virá da formação de "frentes populares" de conciliação de classes, mas da organização e mobilização independentes das massas trabalhadoras e exploradas, de uma frente única de ação contra a guerra imperialista. Essa luta independente está intrinsecamente ligada à tarefa de expulsar a burocracia sindical do movimento operário e de reivindicar os sindicatos como instrumentos da luta de classes. A trégua da AFL-CIO com Trump, em meio a manifestações em massa onde milhares debatem a necessidade de uma greve geral, exemplifica a tendência mundial de integração dessas burocracias ao Estado e sua traição aos interesses de classe. Observa-se um ressurgimento das ações da classe trabalhadora contra a máquina de guerra, bloqueando a produção e distribuição de armas e opondo-se à operação das bases dos EUA e da OTAN. Exigimos o fechamento das 800 bases militares que os EUA operam em 80 países para sua máquina de guerra imperialista!

É urgente construir uma internacional proletária e uma frente internacionalista contra todos os Estados capitalistas e todos os blocos capitalistas. Enquanto as forças que se autodenominam de esquerda votam a favor dos orçamentos militares de suas burguesias, nós, os internacionalistas, temos a obrigação de erguer uma bandeira de classe, lutar por nossas condições de vida e confrontar as crescentes ofensivas imperialistas, opondo-nos firmemente ao rearmamento capitalista e às guerras.

Propomos a realização de uma nova conferência internacionalista contra a guerra imperialista em Atenas, em julho, para erguer uma bandeira de desafio da classe trabalhadora contra a barbárie e a exploração militaristas. Para que uma frente operária internacional se levante contra a guerra imperialista. Promovamos a formação de partidos operários e de uma internacional revolucionária.

Tirem as mãos do Irã!

Fora Israel e os sionistas do Oriente Médio!

Pela derrota da coalizão genocida EUA-Israel!

Parem imediatamente os bombardeios ao Líbano! Fora as tropas israelenses do Líbano, da Síria, de Gaza e da Cisjordânia!

Acabemos com o bloqueio criminoso a Cuba e Gaza!

Pela unidade revolucionária dos povos do Oriente Médio, livres da dominação capitalista e imperialista!

Por uma frente de classe internacionalista e internacionalista contra os governos capitalistas e as guerras do capital!

Trabalhadores e povos oprimidos do mundo, uni-vos!

Primeras assinaturas:

KA – Liberación Comunista (Grecia)

PO – Partido Obrero (Argentina)

SEP – Partido Socialista de los Trabajadores (Turquía)

SWP – Partido Socialista de los Trabajadores (Gran Bretaña)

TIR – Tendencia Internacionalista Revolucionaria (Italia)

Fuerza 18 de octubre (Chile)

GAR – Grupo Acción Revolucionaria (México)

UFCLP – Comité de Frente Único por un Partido Laborista (EEUU)

O Agrupamento Tribuna Classista, desde o Brasil, apoia e reivindica esta Declaração Internacionalista para o 1º de maio

Traducción: Tribuna Classita

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29/04/2026

"La pelota no se mancha": campaña contra Israel y Estados Unidos en vísperas del mundial de fútbol

Organizaciones solidarias con el pueblo palestino reclaman la separación de Israel de la Fifa y que Estados Unidos no sea sede mundialista.

Conferencia de prensa en la sede de Madres de Plaza de Mayo

Organizaciones solidarias con el pueblo palestino realizaron este miércoles 29 una conferencia de prensa en la sede de Madres de Plaza de Mayo, en el barrio de Congreso, para presentar la campaña “Nunca más mundial con genocidio. La pelota no se mancha”. A menos de dos meses del inicio del máximo torneo del fútbol en Estados Unidos, Canadá y México, la conferencia reclamó la cancelación del acuerdo de Israel -ejecutor del genocidio en la Franja de Gaza- con la Conmebol y su separación de la Fifa, y la exclusión de Estados Unidos –cómplice de Israel- como sede mundialista.

Un panel con referentes de la Coordinadora de Derechos Humanos del Fútbol Argentino, el Comité Argentino de Solidaridad con el Pueblo Palestino, la Asamblea Permanente por los Derechos Humanos (APDH), Madres de Plaza de Mayo y Sergio Maldonado (hermano de Santiago) presentó los ejes de la convocatoria y recordó algunos hitos previos, como la campaña “Argentina no vayas”, de 2018, que logró que la selección argentina no disputara un encuentro amistoso con Israel en Jerusalén, o la de “pelotas para Palestina”, en 2021.

Tilda Rabi, de la Federación de Entidades Argentino-Palestinas, llamó a sacarle “tarjeta roja” al régimen del apartheid y la ocupación israelí, y también al gobierno de Milei, que sostiene –según las propias palabras del presidente- una “alianza estratégica” con Israel y Estados Unidos.

Laura Marrone, miembro del Comité Argentino de Solidaridad con el Pueblo Palestino y de Izquierda Socialista, informó que, antes de la conferencia, se presentó una nota ante las autoridades de la Asociación del Fútbol Argentino (AFA) reclamando que intercedan ante la Conmebol para la cancelación del acuerdo de cooperación con la federación israelí de fútbol. Además, expresó su apoyo a la flotilla global Sumud que se dirige a Gaza para tratar de quebrar el cerco al ingreso de ayuda humanitaria.

Paula Topasso, presidenta de la APDH, recordó la participación de ese organismo en otros espacios de solidaridad con Palestina, como la Campaña Fuera Mekorot, que lucha por el fin de los convenios de varias provincias argentinas con la firma estatal de aguas israelí. Reclamó, además, el fin del genocidio en Gaza y de la guerra imperialista.

A su turno, Sergio Maldonado, vestido con la casaca de San Lorenzo, leyó una adhesión enviada desde Madrid por el reconocido entrenador Angel Cappa. Maldonado repudió el secuestro de Nicolás Maduro, durante la invasión yanqui de Venezuela, a comienzos de año.

Tamara Tiseyra, de la Coordinadora de Derechos Humanos del Fútbol Argentino, planteó que “el fútbol es el juego más hermoso, y es un terreno de disputa”, cuestionando en duros términos a las autoridades de las federaciones del fútbol (Fifa, Uefa, Conmebol) que transan con Israel.

Un representante de Madres de Plaza de Mayo recordó distintos pronunciamientos de Hebe de Bonafini, la fundadora de esa asociación, en apoyo del pueblo palestino.

Tras la conferencia, la campaña se acercó a la ronda de los jubilados frente a la Plaza de los dos Congresos, que se encontraba fuertemente vallada ante la presentación del cuestionado vocero presidencial, Manuel Adorni.

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29/04/2026

[URGENTE] La flotilla global Sumud denuncia intercepción en el Mar Mediterráneo

Lanchas militares identificadas como israelíes hostigan la misión que intenta romper el bloqueo a Gaza.

Captura de pantalla de transmisión de la Flotilla Sumud

La flotilla global Sumud, que lleva ayuda humanitaria a la Franja de Gaza, informó desde su cuenta en X este miércoles 29 que "nuestros barcos fueron abordados por lanchas rápidas militares, que se identificaron como 'Israel', apuntando láseres y armas de asalto semiautomáticas ordenando a los participantes que se dirigieran a la proa de los barcos y se pusieran de rodillas con las manos en la cabeza". Testimonios de distintos tripulantes en redes sociales confirmaron esta denuncia.

El hostigamiento contra la flotilla -que navega actualmente por el Mar Mediterráneo- se produjo en plena noche. Las comunicaciones de los barcos fueron dañadas en varios casos, con lo cual se ha perdido el contacto con los integrantes de varias embarcaciones. Se intenta en estos momentos recabar información sobre la situación de Pablo Giachello (diputado bonaerense electo y dirigente del Partido Obrero) y los demás compañeros de la Flotilla, en la que viajan médicos y abogados argentinos, y referentes del Frente de Izquierda, que emitió un comunicado sobre el tema.

En el pasado, Israel hostigó otras misiones de la flotilla y detuvo a sus tripulantes.

Todo el apoyo a la flotilla Sumud. Abajo el bloqueo genocida del Estado de Israel contra Gaza.

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28/04/2026

El atentado fallido en Estados Unidos y la “retórica de odio”

Artera campaña de la Casa Blanca y de Milei.

Trump es retirado del salón, tras un ataque fallido

La Casa Blanca se lanzó a una campaña de victimización y descrédito contra la oposición y “la izquierda” –que en Argentina secundó el presidente Javier Milei- tras la irrupción de un hombre armado en la cena anual de corresponsales de prensa, en Washington, el sábado último, donde, según funcionarios estadounidenses, habría intentado agredir al presidente Donald Trump y otros funcionarios del gobierno presentes.

El atacante, un profesor de 31 años, llamado Cole Tomas Allen, oriundo de Los Angeles, traspasó un cordón de seguridad en el hotel donde se desarrollaba el evento y se tiroteó con agentes del Servicio Secreto. Todd Blanche, el fiscal general adjunto de Estados Unidos, asegura que Allen fue reducido antes de ingresar al salón de actividades. Tras la activación de un protocolo de emergencia, Trump y otros funcionarios fueron retirados del lugar.

El gobierno estadounidense sostiene que el agresor –al que Trump calificó como un “loco” y un “lobo solitario”- tenía un plan para atacar a miembros del gobierno y que habría enviado, inclusive, un documento previo a su familia explicando los motivos. Dicho documento, difundido por el diario New York Post, señala entre sus objetivos a “funcionarios de la administración priorizados desde el rango más alto hasta el más bajo”. Contiene algunas críticas, aparentemente dirigidas contra Trump (“no estoy dispuesto a permitir que un pedófilo, violador y traidor manche mis manos con sus crímenes”), y detalla parte de la logística de su plan, como el alquiler previo de una habitación en el Hotel Hilton.

Este lunes 27, la vocera de la Casa Blanca, Karoline Leavitt, responsabilizó al “culto de odio de la izquierda” y la oposición por el fallido atentado. “Esta violencia política surge de una demonización sistémica por parte de comentaristas, y eso incluye a parte de los demócratas y ciertos medios. Esta retórica de odio, constante y violenta, dirigida contra el presidente Trump día tras día, durante 11 años, ha contribuido a legitimar esta violencia y nos ha conducido a este momento sombrío”. También dijo que “aquellos que, de manera constante y falsa, tildan al presidente —y lo calumnian— de fascista o de amenaza para la democracia, comparándolo con Hitler con el único fin de obtener réditos políticos, están alimentando este tipo de violencia" (citas de El País, 27/4). El comunicado de la Oficina del Presidente del gobierno argentino y los tuits de Milei van en el mismo sentido: aluden a “la retórica violenta de la izquierda en todas partes del mundo que promueven este tipo de ataques”, o a que “la izquierda nunca podrá debatir (…) son violentos y prefieren atentar contra las personas que piensan distinto”, etc.

La homologación que hace este discurso entre el autor del fallido atentado y la oposición estadounidense y la izquierda es completamente arbitraria y está en contradicción con las propias afirmaciones iniciales del magnate, quien habló de un “individuo perturbado”, de un “lobo solitario” y de “un creyente cristiano (que luego) se volvió anticristiano y experimentó un gran cambio”. No se conoce filiación política ni militancia alguna de Allen, más allá de un aporte de 25 dólares a la campaña de la demócrata Kamala Harris, en 2024.

¿Cuál es, entonces, el propósito de los ataques contra “la izquierda”? Como ya ocurrió tras el atentado de otro “lobo solitario” contra el referente de derecha, Charlie Kirk, se busca pavimentar el camino desde el Estado para un silenciamiento y represión de la oposición.

Por lo demás, la vocera de Trump presenta las cosas exactamente al revés, porque el responsable de la creciente violencia política y social en Estados Unidos es el Estado, y en particular el gobierno actual, empezando por el discurso deshumanizante del magnate, las redadas brutales del ICE (que dejaron dos muertos en Minneapolis), el abuso policial y la guerra imperialista.

El fallido atentado despertó muchas suspicacias. Pero, más allá de la naturaleza del hecho, está claro el uso que pretende darle la Casa Blanca, en momentos en que cae la imagen de Trump, enfrenta serios obstáculos en Irán, sube el precio de los combustibles y se acercan las elecciones de medio término.

Por todo esto, es necesario repudiar las acusaciones del gobierno estadounidense y su ataque a las libertades democráticas, que son parte de una ofensiva imperialista global. Y lo mismo cabe decir de la réplica de ese peligroso discurso por parte del gobierno de Milei.

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El gobierno de Milei firmó un nuevo acuerdo militar y colonial con Estados Unidos.
25/04/2026

Milei habilita el ingreso de tropas yanquis a Moreno para el operativo "Daga Atlántica"

No a las operaciones militares imperialistas en Argentina.

Milei y Trump

El Decreto 264/2026 de Milei autoriza el ingreso de medios y personal de las Fuerzas Armadas de los Estados Unidos de América, para la participación en el ejercicio "Daga atlántica", que pretende llevarse a cabo en territorio argentino, en la Base Naval Puerto Belgrano, en la Guarnición Militar Córdoba y la VII Brigada Aérea de la Fuerza Aérea Argentina en Moreno. Se trata de un decreto de extrema gravedad política, porque profundiza la orientación del gobierno nacional de subordinación a los intereses estratégicos y militares de los Estados Unidos.

El ingreso de tropas extranjeras y la realización de ejercicios militares son elementos de una política sistemática de alineamiento de nuestro país con el aparato militar de los Estados Unidos que interviene en conflictos en todo el mundo, promoviendo guerras, ocupaciones, genocidios, espionaje y desestabilización de gobiernos que no le son afines.

El contexto internacional en el que se dicta este decreto es el de un EEUU apoyando la matanza del pueblo palestino y profundizando su injerencia en Irán y el Líbano. Habilitar la presencia militar del ejército de Estados Unidos coloca a nuestro país como cómplice del imperialismo.

El diputado nacional del FIT-U, Nestor Pitrola, presentó un proyecto de ley en el Congreso Nacional planteando la “nulidad absoluta e insanable del Decreto 264/2026, así como de todos los actos que de él se deriven, y rechazar de manera categórica cualquier forma de injerencia militar extranjera en nuestro país”.

Para mostrar alineamiento con el imperialismo yanqui, a cambio de promesas de inversiones y endeudamientos, todos los gobiernos argentinos han permitido injerencias de este tipo. Durante el gobierno de Cristina Fernández (2011) se votó la Ley Antiterrorista (redactada por el Departamento de Estado norteamericano). Allí se definía el terrorismo como “actos que se hubieran cometido con el fin de atemorizar a la población u obligar a las autoridades públicas nacionales o gobiernos extranjeros o de alguna organización internacional a realizar un acto o abstenerse de hacerlo”. Con esta ley cualquier protesta de trabajadores contra el Estado capitalista, manifestación sobre alguna embajada o incluso una huelga en un sector “esencial” podría ser considerada como un acto de terrorismo. De hecho, ya se ha aplicado contra la población mapuche y contra los activistas antimegaminería.

Macri le hizo modificaciones para aplicarla y, por supuesto, Javier Milei puede hacer uso de la Ley Antiterrorista para “perseguir a la extrema izquierda” como es el objetivo internacional de Trump. Los nuevos lineamientos emitidos para la Side, el mayor financiamiento y el avance en su capacidad de espionaje y hasta de detención de personas sin orden judicial, parecen inspirados en estas órdenes emitidas por Estados Unidos. Es preciso recolectar el rechazo absoluto del pueblo argentino a esta nueva injerencia yanqui en la Argentina. Sólo la clase obrera, organizada políticamente de manera independiente, puede derrotar al imperialismo. En particular, los trabajadores de Moreno debemos alzar la voz contra los operativos militares imperialistas en nuestro distrito.

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24/04/2026

La razón de ser de la definicion de “antisemitismo” de IHRA, instrumentalizada por el sionismo en todo el mundo

Serie de notas a cargo de Vanina Biasi

A través del tiempo, la definición de IHRA se consolidó como un instrumento del Estado de Israel para acallar las voces contrarias a sus políticas

La Argentina ocupa la presidencia de IHRA (siglas en inglés para la Alianza Internacional para el Recuerdo del Holocausto) de la mano del empresario Marcelo Mindlin desde marzo de este año. IHRA es una organización intergubernamental integrada por 35 países, el único de América Latina es Argentina.  

En algunos medios esto fue destacado fuertemente. Sin embargo, pocos saben de qué se trata dicha organización. Se trata de una organización que Argentina integra desde el año 2002 bajo la gestión del presidente peronista designado por el parlamento en medio de la crisis del 2001, Eduardo Duhalde. 

IHRA surgió como grupo de trabajo, educación e investigación sobre el Holocausto en 1998. En el año 2000 se reunió en Suecia el Foro Internacional de Estocolmo sobre el Holocausto que constituyó un evento de referencia para avanzar hacia la definición de IHRA que conocemos hoy. A partir de esta iniciativa y bajo el impulso inicial del primer ministro sueco Göran Persson, el 26 de mayo de 2016 IHRA aprobó una definición internacional de “antisemitismo”.

La conformación de IHRA se dio en el contexto del primer gobierno de Benjamin Netanyahu entre 1996 y 1999 y del brutal fracaso de la farsa de los acuerdos de Oslo. En estos años Israel mantenía ocupado el sur del Líbano, como ocurre hoy. A finales de los 90, en Israel y el mundo crecieron las corrientes sionistas derechistas que no inauguraron un proceso sino que profundizaron el camino de la colonización territorial, el apartheid y el genodicio y la censura hacia la crítica al Estado de Israel y hacia el sionismo como corriente política. 

El sionismo es un movimiento político internacional con diferentes vertientes. La minoría es judía, la mayoría es cristiana y tiene como punto de partida una posición religiosa judeófoba. El cristianismo pentecostal con enorme auge en Estados Unidos y en América Latina, sostiene la interpretación literal de las profecías bíblicas por la cual los judíos deben ir a “tierra santa” y así se concretará “el fin de los tiempos” y el “retorno del mesías” y la conversión en masa de los judíos al cristianismo. Quienes hoy sostienen esta filosofía discriminatoria contra el judaísmo (buscan expulsar a los judíos de sus sociedades) son los principales aliados del sionismo judío. 

A través del tiempo, la definición de IHRA se consolidó como un instrumento del Estado de Israel para acallar las voces contrarias a sus políticas. 

La definición elaborada por académicos y especialistas del holocausto sostiene que "El antisemitismo es una cierta percepción de los judíos, que puede expresarse como odio hacia ellos. Las manifestaciones físicas y retóricas del antisemitismo se dirigen a personas judías o no judías y/o a sus bienes, a instituciones comunitarias y lugares de culto judíos" y a continuación enumera 11 supuestos ilustrativos sobre la definición de los cuales 7 con más o menos contundencia entrelazan el destino de los judíos (religion milenaria) al del Estado de Israel (Estado colonial formado hace 78 años) y amonestan la crítica al Estado de Israel como una acción “antisemita” (supuesto que señala directamente que es “antisemita” indentificar las políticas del Estado de Israel con las políticas nazis). 

El punto de partida de esta definicion que fue criticada desde varios foros académicos, políticos y sociales judíos y no judíos, es revelador. En el texto de la Alianza se sostiene taxativamente que “31 países miembros de la IHRA adoptaron la definición práctica, jurídicamente no vinculante, de «antisemitismo»”. Mientras que el texto y sus autores resultan totalmente funcionales a los intereses del Estado de Israel, esa pequeña frase que la hace “no vinculante” resulta un escollo para la política punitivista que aplica el Estado de Israel en el mundo a través de estructuras estatales aliadas. 

En las próximas entregas de esta serie de notas que vamos a ir publicando sobre IHRA, haremos referencia más detallada al uso que se le da a la definición, sin embargo es importante que tengamos en cuenta que su condición “no vinculante jurídicamente” resulta un principio que aún hoy defienden algunos de los redactores de la definición que pocos años después de su lanzamiento en 2016, comenzaron a criticar la instrumentalización oportunista por parte de “sectores sionistas de derecha” para hacerla vinculante y utilizarla para aplicar mordazas a la crítica al Estado de Israel. Este es el caso de Kenneth S. Stern abogado y académico estadounidense y uno de los principales redactores de la definición que estamos analizando. 

Esto resulta un problema tan importante para los propagandistas del Estado colonial de Israel que han puesto en marcha desde hace años una campaña con el objetivo de hacer vinculante lo que no lo es. Más adelante nos vamos a abocar especialmente a esta campaña. 

Volviendo a la Argentina, Marcelo Mindlin realizó en el Museo del Holocausto del cual es también autoridad, la presentación de su condición de presidente de la alianza leyendo (mal) un pequeño texto en el que no faltan afirmaciones llamativas. Una de ellas refiere a su mención a los 50 años de la dictadura militar de Argentina sobre la que sostiene que se trató de una “dictadura cuya condición antisemita es indiscutible”. La mención contradice por el vértice lo que las autoridades de la Daia decían a las madres judías que iban a pedir por la aparición de sus hijos bajo la dictadura (usted no educó a su hijo como un buen sionista, le dijeron las autoridades de la Daia a Frida Rosenthal y a otras madres cuando fueron a pedir ayuda para encontrar a sus hijos secuestrados) y lo que el propio Jacobo Timerman afirmó en los juicios contra la dictadura cuando denunció que la Daia decía públicamente que la dictadura no tenía rasgos antisemitas. Es bueno que la gente se informe porque luego del holocausto fue justamente la dictadura militar argentina la que más judíos mató por su condición de tales, 2.000 de acuerdo a las cifras recolectadas por los organismos de derechos humanos. Y la Daia colaboró con el régimen que ejecutó un genocidio en nuestro país.

En su presentación como presidente, Mindlin también destaca que desde el 83 a esta parte “todos los gobiernos coincidieron en que había que ser parte de IHRA” y señala algo que lo autoinculpa cuando habla del éxito de la aplicación de la doctrina IHRA en nuestro país que, según sus palabras, habría tenido “éxito tanto en causas judiciales como en su implementación política”. Nuevamente aparece un integrante de las organizaciones sionistas argentinas mostrando su decisión de vulnerar el principio de que la declaración “no sea jurídicamente vinculante” como lo colocaron expresamente quienes la hicieron en 2016. 

En las próximas entregas analizaremos más a fondo este aspecto sobre la condición no vinculante. También mostraremos el recorrido que siguió la definición a través de las instituciones del Estado argentino y qué fuerzas políticas fueron protagonistas de su adopción por parte del Estado nacional, de los Estados provinciales y de universidades y otras instituciones. Un tema fundamental que abordaremos es la respuesta a IHRA por parte de la Declaración de Jerusalén y tambien veremos el perfil empresarial de Mindlin y su peso en el lobby sionista. Todos estos temas serán parte de entregas que iremos realizando desde Prensa Obrera para ilustrar el significado de la definición de antismeitismo de IHRA en nuestro país y en el mundo, su función política y cómo debemos combatir su instrumentalización por parte del poder.

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24/04/2026

La inauguración de la Feria del Libro 2026, un "cross" a la mandíbula de Milei

Abucheos y silbidos a los funcionarios del gobierno y críticas al ajuste.

La feria celebra su 50° edición

De principio a fin, la inauguración de la 50° edición de la Feria del Libro estuvo atravesada por fuertes cuestionamientos al gobierno de Javier Milei. El ajuste brutal sobre la cultura, los bajos salarios, la reforma de la Ley de Glaciares y la simpatía del oficialismo por la última dictadura militar fueron algunos de los tópicos de esas críticas.

Ya en el comienzo, durante el concierto de presentación que dio el músico rosarino Fito Páez, el público aplaudió, rabiosamente, la referencia a los “tiempos egoístas y mezquinos”, en su clásico “Al lado del camino”. Un indicio de lo que se venía. Páez interpretó algunos temas propios (como “11 y 6”, “Yo vengo a ofrecer mi corazón” y “Mariposa Tecknicolor”) y otros a modo de homenaje, incluyendo “Desarma y sangra” (de Charly García) y la zamba “Maturana” (de Manuel José Castilla y Gustavo “Cuchi” Leguizamón), la de aquel hachero desterrado que, si iba a voltear un quebracho, lloraba su sangre primero.

La cuestión se volvió mucho más directa en el comienzo de los discursos. Cuando el titular de la Fundación El Libro (FEL), Christian Rainone, anunció un acuerdo con el Ministerio de Capital Humano que conduce Sandra Pettovello (Chequelibro, un miserable plan de 60.000 bonos por 10.000 pesos cada uno, para alumnos de escuelas primarias, canjeables por algunos de los libros de la feria), estallaron los abucheos. No obstante, Rainone no pudo eludir una advertencia sobre la caída en las ventas, incluyendo las ventas estatales, que se desplomaron del 29% del total, en 2024, al 5% del año siguiente (citado por La Nación, 24/4). Una muestra más de la motosierra de un gobierno que se jacta de haber hecho el “ajuste más grande de la historia de la humanidad” (Milei sic).

El discurso del secretario de Cultura, Leonardo Cifelli, concentró los mayores silbidos y críticas. En actitud provocadora, con barra propia, el funcionario intentó desmentir que la cultura no sea una prioridad para el gobierno, y agradeció a Milei y a su hermana, Karina. Cifelli exigió a los presentes que bajaran sus carteles, algunos de los cuales cuestionaban la realización de la feria en el predio de la Sociedad Rural y repudiaban la complicidad con la última dictadura militar.

Tan tenso estaba todo que el jefe de gobierno porteño, Jorge Macri, dijo, antes de seguir a Cifelli en el uso de la palabra, que “otra vez me dejaron el ambiente caldeado”. La intervención de Macri también fue seguida por cuestionamientos, que apenas se calmaron cuando el funcionario recordó a dos referentes del cine argentino recientemente fallecidos, Luis Brandoni y Luis Puenzo.

En contraste con los silbidos y abucheos que se llevaron los funcionarios, los cronistas de la feria coinciden en destacar la empatía y aplausos que cosechó la mesa con las escritoras Gabriela Cabezón Cámara, Selva Almada y Leila Guerriero, coordinada por la periodista María O’Donnell.

Cabezón Cámara leyó un texto contra la reforma de la ley de glaciares, hecha a medida de los pulpos mineros, y se refirió también al cuadro de deterioro salarial. “¿Cómo podríamos defender las librerías más que comprando libros o encontrándonos en las librerías? Es precioso, pero si los salarios promedio de los argentinos son de 800 mil pesos, entonces los libros resultan caros. Elevar los salarios sería una buena idea”, redondeó la autora de Las aventuras de la China Iron.

Por su parte, Almada indicó que “estamos en un tiempo en que la escuela pública está desmantelada, los sueldos de los docentes son miserables y todo eso vulnera el derecho a la lectura de niñas y niños”.

Es conocida la expresión de Roberto Arlt, en el prólogo de Los lanzallamas, donde planteaba que la literatura debe encerrar la furia de un “cross” a la mandíbula. La inauguración de la Feria tuvo algo de eso. Fue un golpe al gobierno de Milei.

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23/04/2026

Reunión internacionalista votó una declaración contra la guerra imperialista y la realización de una conferencia en Atenas

Protesta en Estados Unidos

Una reunión internacional virtual con organizaciones de Argentina, México, Estados Unidos, Italia, Grecia, Turquía e Irán discutió este sábado 18 los últimos acontecimientos de la situación mundial (guerra de Estados Unidos e Israel contra Irán y Líbano, ofensiva imperialista sobre América Latina, movilizaciones populares en Estados Unidos) y aprobó un documento político hacia el 1° de Mayo que llama a derrotar la ofensiva imperialista de Trump y a luchar contra los gobiernos de la guerra y el hambre.

Los grupos participantes fueron el Partido Obrero (PO) de Argentina, Liberación Comunista (KA) de Grecia, la Tendencia Internacionalista Revolucionaria (TIR) de Italia, el Partido Socialista de los Trabajadores (SEP) de Turquía, el Comité de Frente Unico por un Partido Laborista (UFCLP) de Estados Unidos, el Grupo de Acción Revolucionaria (GAR) de México y el Partido Comunista de los Trabajadores (Hekmatista) de Irán. La Fuerza 18 de Octubre de Chile y el Partido Socialista de los Trabajadores (SWP) del Reino Unido, que no pudieron participar, sumaron su firma a la declaración del 1° de Mayo.

El documento aprobado destaca que “la guerra, que se está extendiendo, es una expresión del agotamiento histórico y la decadencia del actual orden social capitalista”. Asimismo, señala los obstáculos que enfrenta la agresión yanqui e israelí contra Irán. “El atolladero al que se enfrentan el imperialismo estadounidense y el régimen sionista es una prueba práctica de que Estados Unidos e Israel no son una máquina invencible”. Se pronuncia, asimismo, por la derrota de la coalición genocida estadounidense-israelí.

La declaración también denuncia que la Unión Europea, más allá de sus choques con Estados Unidos, desenvuelve su propia orientación militarista. Al mismo tiempo, critica a China y Rusia, que mantienen lazos con Israel y permitieron –con su abstención- la aprobación en el Consejo de Seguridad de la ONU del plan Trump para la Franja de Gaza y de una moción que condena a Irán por sus ataques a naciones vecinas -en las que hay bases yanquis.  En el caso de América Latina, el texto llama a enfrentar la ofensiva de Trump, apoyada por gobiernos derechistas como el de Milei, y cuestiona la actitud de los llamados gobiernos progresistas, que se adaptan a la presión estadounidense (como México, que cortó el suministro de petróleo a Cuba). También plantea que “es urgente construir una internacional proletaria y un frente internacionalista contra todos los Estados capitalistas y todos los bloques capitalistas”, y anticipa la celebración de una nueva conferencia internacionalista para julio en Atenas.

La cuestión de la guerra en Irán y el movimiento de masas en Estados Unidos suscitaron interesantes debates e intercambios políticos. El Partido Obrero planteó que una derrota de la agresión imperialista-sionista mejoraría las condiciones de lucha de los pueblos del mundo, y que la izquierda debe impulsar esa perspectiva. Aunque Irán cuenta con un régimen burgués, se trata de una nación oprimida, atacada por una coalición liderada por el imperialismo yanqui. Por tanto, no se puede asumir una posición neutral frente a la guerra, sino que corresponde posicionarse claramente por la derrota de Estados Unidos e Israel.

Con respecto a la situación en los Estados Unidos, se valoró en la reunión el golpe político que representan para Trump y sus políticas las últimas movilizaciones de millones de personas, más allá de los límites que pueda tener este movimiento, en que intervienen sectores del Partido Demócrata y de la burocracia sindical.

Además de la declaración por el 1° de Mayo, la reunión aprobó mociones específicas contra el bloqueo a Cuba, en apoyo a la flotilla global Sumud, a los obreros de Fate (en lucha contra el cierre de la fábrica de neumáticos) y el movimiento docente en lucha de Turquía. También, contra la persecución a la diputada argentina Vanina Biasi (Partido Obrero-Frente de Izquierda), procesada por solidarizarse con la causa palestina, y por la libertad de los presos políticos turcos y de Azerbaiyán.

Queda planteado, ahora, el desafío de lograr una conferencia exitosa en Grecia.

Documentos en inglés aquí y aquí.

23/04/2026

Resolutions of international meeting of April 18

Flotilla Sumud

Resolution on the new Global Sumud Flotilla

We salute the Global Sumud Flotilla initiative to organize a new international fleet to break the  blockade of the Gaza Strip, delivering humanitarian aid and a message of solidarity with the Palestinian people in their struggle against genocide and occupation.

As internationalist, revolutionary , anti-capitalist organizations and movements  across the world, we  join our voices with the millions of people  mobilizing in solidarity with Palestine. Thanks in part to the last  Global Sumud Flotilla, the pro-Palestine movement in some countries has grown, reaching a significant leap in both quality and scale.  General strikes in Italy, Greece, and Spain, blockades in ports and railways especially  in Italy, massive street demonstrations, student mobilizations against the warlike research in universities, protests in Greek resorts against IDF members,  illustrate the massiveness that this cause has attracted. 

We refuse to remain silent in the face of war, occupation, genocide,  imposed by the Israeli state. We condemn the hypocrisy of Western governments that proclaim humanitarian values while continuing to arm and finance genocide and occupation. The US,  NATO and the EU bear direct responsibility for every Palestinian life lost.

Together with the international solidarity movement, we must escalate our struggle through strikes, occupations, and collective action in workplaces and educational institutions. We demand an immediate end to all military and economic cooperation between the  governments and the Israeli state. The money spent on war preperation and  co-operation with the occupation army makes the governments partners in these crimes. Public resources must be directed toward schools, hospitals, and social needs — not toward armaments and war.

Break the siege of Gaza now.

The struggle continues until liberation

Immediate and unconditional withdrawal of the Zionist army from Gaza and of settlers from the West Bank!

Let’s block the supply of weapons and goods to Israel; let’s boycott Israeli businesses! Break all relations with the Zionist State!
Free Palestine from the river to the sea!

For the revolutionary unity of the peoples of the Middle East, free from capitalist and imperialist domination!

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Resolution on the continuing occupation of the Fate factory in Buenos Aires

No to the closure of FATE Argentina! For the reinstatement of the 920 dismissed workers

The 920 workers at the FATE tire factory in Argentina, owned by the national capital group Madanes Quintanilla, are resisting by remaining on the premises where the illegal and fraudulent decision by management to close the iconic 86-year-old industrial factory is being implemented.

FATE is one of the country's major industrial plants to close in the context of the industrial crisis caused by the ultra-liberal, pro-imperialist, and anti-worker economic policies of Javier Milei's government, which has already led to the closure of 22,000 companies.

The workers and the Sutna, their class-struggle oriented and combative union, denounce that the FATE warehouses have all the supplies needed to start production immediately. During the summer holidays (January to March), the technical shutdown and maintenance of the machinery was carried out. For the reasons stated, the closure of the plant is an act of employer abuse.

Sutna is engaged in a plan of action, remaining at the factory and demanding the reopening of the plant, the resumption of its production activity, and the reinstatement of all workers.

For all these reasons, we declare our solidarity with the struggle of the FATE workers and call on workers around the world to show their solidarity with their just struggle.

—--------

No to the US blockade of Cuba

Trump has set his sights on Cuba as part of his broader offensive to consolidate the White House’s dominance over Latin America. It is an attempt to break the Cuban people through economic suffocation. The measure is triggering a humanitarian crisis, with daily mass power cuts and a lack of access to energy and transport.

Regional governments, both right-wing and centre-left, such as Lula’s in Brazil or Sheinbaum’s in Mexico, have been complicit in this situation, bowing to the US fuel blockade and extortion.

The offensive against Cuba, Venezuela and the whole of Latin America must be confronted through the mobilisation of the workers and peoples of the region.

Down with imperialism. Down with the blockade against Cuba. For the socialist unity of Latin America.

—--

Acquittal for Vanina Biasi. No to the persecution of those who denounce the genocide in Gaza

Through a legal fraud and political persecution driven by Zionism, accompanied by a smear campaign in the media subservient to those in power, the Argentine state is persecuting and seeking to condemn Vanina Biasi’s criticism of the genocide of the Palestinian people committed by the State of Israel, classifying it as the discriminatory crime of anti-Semitism.

A few days ago, the Argentine Supreme Court dismissed an appeal lodged by Vanina Biasi in the case, at a time when Argentine President Milei is preparing to travel to Tel Aviv in a show of support for the imperialist war against Iran, the bombings of Lebanon and the genocide in Gaza.

The persecution of the Workers’ Party leader and Buenos Aires City Assembly member for the Left Front seeks to equate anti-Zionism with anti-Semitism. For stating on Twitter that “the Zionist state is Nazi in its practices and ideology”, or that “Zionism is genocide, Zionism is apartheid”, Judge Daniel Rafecas charged her with “inciting persecution or hatred against the Jewish community”.

Vanina submitted a list of 50 witnesses comprising nationally and internationally renowned figures, including historians, journalists, human rights lawyers and leading figures in the struggle against genocide, many of them, of course, from the Jewish community. An international anti-repression forum, held in April 2025, as well as numerous international and national deliberative bodies, spoke out in support of Vanina Biasi. We call on all workers across the world to raise their voices and unite their struggle with that of those who denounce and combat genocide worldwide.

Resolutions regarding Turkey and Azerbaijan

  • End the repression of socialists, environmental activists, militant trade unionists, and opposition journalists in Turkey! Freedom for all political prisoners!
  • We support the struggle of teachers who responded with a strike against the two consecutive mass murders in schools, defending education and the safety of children in Turkey!
  • We condemn the fabricated judicial file created to criminalize the Socialist Laborers’ Party in Turkey. End the repression!
  • Immediate freedom for all dissidents in Azerbaijan, especially Ahmad Mammadli and Afiaddin Mammadov, who were sentenced to brutal prison terms by the Aliyev regime for their trade unionism and journalism!
Let us unite in the global struggle to defeat Trump’s imperialist offensive
Joint May Day Statement towards the internationalist conference of Athens -
prensaobrera.com

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23/04/2026

Resoluciones de la reunión internacionalista del 18 de abril

El apoyo a la flotilla Sumud, una de las resoluciones

Las siguientes resoluciones fueron votadas por una reunión virtual de organizaciones de varios países realizada el sábado 18 de abril, que acordó también una declaración común hacia el 1° de Mayo y el impulso de una conferencia internacionalista en Atenas para el mes de julio.

Resolución sobre la nueva Flotilla Global Sumud

Aplaudimos la iniciativa de la Flotilla Global Sumud de organizar una nueva flota internacional para romper el  bloqueo de la Franja de Gaza, entregando ayuda humanitaria y un mensaje de solidaridad con el pueblo palestino en su lucha contra el genocidio y la ocupación.

Como organizaciones y movimientos internacionalistas, revolucionarios y anticapitalistas de todo el mundo, unimos nuestras voces a las de los millones de personas que se movilizan en solidaridad con Palestina. Gracias en parte a la última  Flotilla Global Sumud, el movimiento pro-Palestina ha crecido en algunos países, alcanzando un salto significativo tanto en calidad como en escala.  Las huelgas generales en Italia, Grecia y España, los bloqueos en puertos y ferrocarriles —especialmente en Italia—, las manifestaciones masivas en las calles, las movilizaciones estudiantiles contra la investigación bélica en las universidades y las protestas en los centros turísticos griegos contra miembros de las FDI ilustran la magnitud que ha alcanzado esta causa. 

Nos negamos a permanecer en silencio ante la guerra, la ocupación y el genocidio  impuestos por el Estado israelí. Condenamos la hipocresía de los gobiernos occidentales que proclaman valores humanitarios mientras siguen armando y financiando el genocidio y la ocupación. Estados Unidos,  la OTAN y la UE son directamente responsables de cada vida palestina perdida.

Junto con el movimiento de solidaridad internacional, debemos intensificar nuestra lucha mediante huelgas, ocupaciones y acciones colectivas en los lugares de trabajo y las instituciones educativas. Exigimos el fin inmediato de toda cooperación militar y económica entre los gobiernos y el Estado israelí. El dinero gastado en la preparación para la guerra y la cooperación con el ejército de ocupación convierte a los gobiernos en cómplices de estos crímenes. Los recursos públicos deben destinarse a escuelas, hospitales y necesidades sociales, no a armamento y guerra.

Rompamos el asedio de Gaza ahora.

La lucha continúa hasta la liberación

¡Retirada inmediata e incondicional del ejército sionista de Gaza y de los colonos de Cisjordania!

¡Bloqueemos el suministro de armas y mercancías a Israel; boicoteemos las empresas israelíes! ¡Rompamos todas las relaciones con el Estado sionista!
¡Liberad Palestina, desde el río hasta el mar!

¡Por la unidad revolucionaria de los pueblos de Oriente Medio, libres de la dominación capitalista e imperialista!

Resolución sobre la ocupación en curso de la fábrica FATE en Buenos Aires

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¡No al cierre de FATE Argentina! Por la reincorporación de los 920 trabajadores despedidos

Los 920 trabajadores de la fábrica de neumáticos FATE en Argentina, propiedad del grupo de capital nacional Madanes Quintanilla, están resistiendo permaneciendo en las instalaciones donde se está aplicando la decisión ilegal y fraudulenta de la dirección de cerrar esta emblemática fábrica industrial de 86 años de antigüedad.

FATE es una de las principales plantas industriales del país que cerrará en el contexto de la crisis industrial provocada por las políticas económicas ultraliberales, proimperialistas y antiobreras del gobierno de Javier Milei, que ya han llevado al cierre de 22 000 empresas.

Los trabajadores y Sutna, su sindicato combativo y orientado a la lucha de clases, denuncian que los almacenes de FATE cuentan con todos los suministros necesarios para iniciar la producción de inmediato. Durante las vacaciones de verano (de enero a marzo) se llevó a cabo la parada técnica y el mantenimiento de la maquinaria. Por las razones expuestas, el cierre de la planta es un acto de abuso por parte del empleador.

Sutna está llevando a cabo un plan de acción, permaneciendo en la fábrica y exigiendo la reapertura de la planta, la reanudación de su actividad productiva y la reincorporación de todos los trabajadores.

Por todas estas razones, declaramos nuestra solidaridad con la lucha de los trabajadores de FATE y hacemos un llamamiento a los trabajadores de todo el mundo para que muestren su solidaridad con su justa lucha.

—--------

No al bloqueo estadounidense contra Cuba

Trump ha puesto su mirada en Cuba como parte de su ofensiva más amplia para consolidar el dominio de la Casa Blanca sobre América Latina. Se trata de un intento de doblegar al pueblo cubano mediante el asfixiamiento económico. La medida está provocando una crisis humanitaria, con cortes masivos de electricidad a diario y falta de acceso a la energía y al transporte.

Los gobiernos regionales, tanto de derecha como de centroizquierda, como el de Lula en Brasil o el de Sheinbaum en México, han sido cómplices de esta situación, cediendo ante el bloqueo y la extorsión de EE. UU. en materia de combustible.

La ofensiva contra Cuba, Venezuela y toda América Latina debe ser combatida mediante la movilización de los trabajadores y los pueblos de la región.

Abajo el imperialismo. Abajo el bloqueo contra Cuba. Por la unidad socialista de América Latina.

—--

Absolución para Vanina Biasi. No a la persecución de quienes denuncian el genocidio en Gaza

A través de un fraude judicial y una persecución política impulsados por el sionismo, acompañados de una campaña de desprestigio en los medios de comunicación al servicio de los poderosos, el Estado argentino persigue y pretende condenar las críticas de Vanina Biasi al genocidio del pueblo palestino cometido por el Estado de Israel, calificándolas de delito discriminatorio de antisemitismo.

Hace unos días, la Corte Suprema de Justicia de Argentina desestimó un recurso presentado por Vanina Biasi en el caso, en un momento en que el presidente argentino Milei se prepara para viajar a Tel Aviv en una muestra de apoyo a la guerra imperialista contra Irán, los bombardeos del Líbano y el genocidio en Gaza.

La persecución de la líder del Partido de los Trabajadores y diputada de la Asamblea de la Ciudad de Buenos Aires por el Frente de Izquierda busca equiparar el antisionismo con el antisemitismo. Por afirmar en Twitter que «el Estado sionista es nazi en sus prácticas e ideología», o que «el sionismo es genocidio, el sionismo es apartheid», el juez Daniel Rafecas la acusó de «incitar a la persecución o al odio contra la comunidad judía».

Vanina presentó una lista de 50 testigos entre los que figuraban personalidades de renombre nacional e internacional, como historiadores, periodistas, abogados especializados en derechos humanos y figuras destacadas de la lucha contra el genocidio, muchos de ellos, por supuesto, pertenecientes a la comunidad judía. Un foro internacional contra la represión, celebrado en abril de 2025, así como numerosos órganos deliberativos internacionales y nacionales, se pronunciaron en apoyo de Vanina Biasi. Hacemos un llamamiento a todos los trabajadores y trabajadoras del mundo para que alcen la voz y unan su lucha a la de quienes denuncian y combaten el genocidio en todo el mundo.

------

Resoluciones relativas a Turquía y Azerbaiyán

  • ¡Acaben con la represión de socialistas, activistas medioambientales, sindicalistas militantes y periodistas de la oposición en Turquía! ¡Libertad para todos los presos políticos!
  • ¡Apoyamos la lucha de los docentes que respondieron con una huelga contra los dos asesinatos en masa consecutivos en escuelas, defendiendo la educación y la seguridad de los niños en Turquía!
  • Condenamos el expediente judicial amañado creado para criminalizar al Partido Socialista de los Trabajadores en Turquía. ¡Basta ya de represión!
  • ¡Libertad inmediata para todos los disidentes en Azerbaiyán, especialmente para Ahmad Mammadli y Afiaddin Mammadov, condenados a brutales penas de prisión por el régimen de Aliyev por su sindicalismo y periodismo!

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23/04/2026

Let us unite in the global struggle to defeat Trump’s imperialist offensive

Joint May Day Statement towards the internationalist conference of Athens

Protesta en Estados Unidos

Let us bring down the governments that perpetuate poverty and war

The offensive of the U.S. and Israel against Iran has backfired. Cracks are multiplying in the camp of the invaders. No matter how much they try to cover it up, Trump has suffered a severe political setback. Netanyahu is attempting to advance territorial annexations on Palestinian, Syrian, and Lebanese soil, but his domestic and international position is increasingly being called into question. The quagmire facing US imperialism and the Zionist regime is practical proof that the U.S. and Israel are not an unbeatable machine. The setback they are suffering in the conflict with Iran is a source of encouragement for the exploited peoples confronting US imperialism across the globe.

It is a boost for the peoples of Latin America who have been suffering from the US escalation in the region. It is a boost for Cuba, which is under threat and facing a blockade that has escalated to levels of humanitarian disaster. It calls into question the Venezuelan government’s shameful collaboration with the U.S. invader and encourages the independent mobilization of its working class. It is a stimulus for the struggle being waged by U.S. workers and youth who are confronting Trump with growing mass participation and radicalization. The 8 million who mobilized on March 28 show the existence of a mass opposition to the war as the government has been publicly discussing  the launch of a ground invasion, which would require a massive mobilization of the population as soldiers, and foreshadows an electoral defeat in the midterm elections scheduled for November of this year. It is a boost to the struggle against rearmament and austerity plans that workers are waging against capitalist governments of every stripe across the European continent, with their war budgets voted by the far right, conservatives, liberals, so-called leftists and social-democrats.

And, of course, it is a boost to the anti-imperialist and anti-Zionist struggle throughout the Middle East: in Palestine and Lebanon, and also in Iran. The Iranian people have not heeded Trump’s call to rise up in tandem with the bombings. We are well aware of the oppressive, reactionary, and repressive nature of the Iranian capitalist regime. But a progressive solution for Iran’s exploited and oppressed masses will not come from Zionism and US imperialism. The reckoning with the Tehran regime must come from the exploited people of Iran, who must be the architects of their own destiny, and we have the duty to support the socialist anti-capitalist forces struggling against the regime at the same time as against imperialist aggression.

We salute the anti-imperialist demonstrations in Iran defying the bombings, the mass demonstrations in the city of Gaza against the criminal and racist death penalty law targeting Palestinians, the resistance against the ground occupation in Lebanon, and the protests taking place across the globe against the ongoing aggression—including the new, massive Global Sumud Flotilla heading to challenge the genocidal blockade still imposed on the Palestinian people. We salute the struggles of the working class against reactionary reforms, from Greece to India, to Argentina, to Portugal. We salute the strikes for wages and living conditions, from the miners in South Africa, to the strikes for fuel prices in Bolivia and Ecuador. The imperialist drive for war promotes chauvinism and bourgeois nationalism everywhere, to which we oppose militant working-class internationalism. The revolutionary character of this internationalism is expressed by being at the forefront of the struggle against attacks of imperialism against oppressed nations.

The stance of China and Russia has been one of undisguised duplicity in the face of a new attack on a country with which they are declared partners in the BRICS project. They have even allowed the UN Security Council to pass a resolution condemning the attacks Iran launched against US bases in neighboring Arab countries in response to the extremely severe attacks it suffered. Previously, China and Russia endorsed Washington’s false, neo-colonialist peace plan for Gaza in that same forum. There is neither anti-imperialism nor a quest for improvement for the “Global South” here, but rather capitalist-imperialist depredation and a struggle for spheres of influence.

European governments are navigating their crisis with the US by attempting to improvise their own imperialist pole after decades of integration to it. Their clashes stem from deploying their military resources—which they are bolstering with rearmament budgets and preparing the ground for conscription—where they can advance their own interests and continue their plans for EU expansion into Eastern Europe, plans now called into question by the war in Ukraine having become completely bogged down after more than four years. They are not guided by “humanism,” but by the quest to satisfy their own imperialist appetites.

In Latin America, the struggle against Zionist and imperialist aggression is inextricably linked to the struggle against Trump’s agents and accomplices on the continent. We denounce the governments that act in concert with the Republican tycoon, such as Milei in Argentina. We denounce the governments that pose as progressives, such as Scheinbaum in Mexico or Lula in Brazil, who have adapted to U.S. pressure and participate in the blockade that Washington is stoking against Cuba, which aims to provoke an implosion on the island to facilitate a U.S. takeover of it. We demand that both governments reject this ultimatum and supply the oil and humanitarian aid that Cuba desperately needs.

The war, which is spreading, is an expression of the historical exhaustion and decay of the current capitalist social order. One of its manifestations, given its status as the world’s leading power, is the decline of the United States, which is one of the main engines fueling the trends toward a world war. The current ceasefire is violated permanently by the US and Israel. They have been forced to take a step back, but the US’s need to advance militarily against its enemies or confess its decline is very strong.

The crisis of overproduction and the fall in capitalist profit margins lie behind the drive toward war and the destabilization of the existing imperialist order. All capitalist governments, whether liberal or “progressive” or “socialist”, aim to reignite their rivalry on the basis of heightened levels of exploitation and austerity, while seeking to advance repression and social discipline that will allow them to deploy their workers as soldiers in the coming clashes. The war in Iran itself, far from solving the capitalist crisis, has aggravated it, with oil prices impacting living conditions all over the globe and increasing the prognosis of a profound economic depression.

The struggle against the threat and advance of fascist and far-right formations will not come from the formation of “Popular Fronts” of class conciliation, but from the independent organization and mobilization of the working and exploited masses, from a united front of action against imperialist war. This independent struggle is joined inextricably with the task of throwing the trade-union bureaucracy out of the labor movement and recovering unions as tools of the class struggle. The truce of the AFL-CIO with Trump, during acts of mass struggle where thousands discuss the need of a general strike, is an example of the global tendency of integration of these bureaucracies into the state and betraying the interests of their class. There has been an upsurge in working class actions against the war machine, blocking production and distribution of weapons and opposing the functioning of US and NATO bases. We demand the shutdown of the 800 military bases the US operates in 80 countries for its imperialist war machine!

It is urgent to build a proletarian international and internationalist front against all capitalist states and all capitalist blocks. While forces claiming to be of the left vote for their bourgeoisies’ military budgets, we internationalists have the obligation to raise a class banner, to fight for our living conditions, and to confront the spreading imperialist offensives and steadily oppose rearmament and capitalist wars.

We propose holding a new internationalist conference against imperialist war in July in Athens, to raise a banner of working-class defiance against militarist barbarism and exploitation. For an international workers’ front to rise up against imperialist war. Let us promote the formation of workers’ parties and a revolutionary international.

Hands off Iran!

Israel and the Zionists out of the Middle East!

For the defeat of the U.S.-Israeli genocidal coalition!

Stop the bombing of Lebanon immediately! Israeli troops out of Lebanon, Syria, Gaza, and the West Bank!

End the criminal blockade of Cuba and Gaza!

For the revolutionary unity of the peoples of the Middle East, free from capitalist and imperialist domination!

For an international and internationalist class front against capitalist governments and the wars of capital!

Workers and oppressed people of the world, unite!

First signatures:

 KA – Communist Liberation (Greece)

PO – Workers Party (Argentina)

SEP – Socialist Laborers Party (Turkey)

SWP – Socialist Workers Party (Great Britain)

TIR – Revolutionary Internationalist Tendency (Italy)

Fuerza 18 de octubre (Chile)

GAR – Grupo Acción Revolucionaria (Mexico)

UFCLP- United Front Committee for a Labor Party (US)

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Acto unitario del Frente de Izquierda en Plaza de Mayo en el Día Internacional del Trabajador.
23/04/2026

Unámonos en la lucha global para derrotar la ofensiva imperialista de Trump

Declaración conjunta del Primero de Mayo hacia la conferencia internacionalista de Atenas

Protesta en Estados Unidos

Derroquemos a los gobiernos que perpetúan la pobreza y la guerra

La ofensiva de EEUU e Israel contra Irán les ha salido por la culata. Las grietas se multiplican en el bando de los invasores. Por mucho que intenten ocultarlo, Trump ha sufrido un grave revés político. Netanyahu está intentando avanzar en las anexiones territoriales en suelo palestino, sirio y libanés, pero su posición nacional e internacional se ve cada vez más cuestionada. El atolladero al que se enfrentan el imperialismo estadounidense y el régimen sionista es una prueba práctica de que EEUU e Israel no son una máquina invencible. El revés que están sufriendo en el conflicto con Irán es una fuente de aliento para los pueblos explotados que se enfrentan al imperialismo estadounidense en todo el mundo.

Es un impulso para los pueblos de América Latina que han estado sufriendo la escalada estadounidense en la región. Es un impulso para Cuba, que se encuentra amenazada y enfrenta un bloqueo que se ha intensificado hasta alcanzar niveles de desastre humanitario. Pone en tela de juicio la vergonzosa colaboración del gobierno venezolano con el invasor estadounidense y alienta la movilización independiente de su clase trabajadora. Es un estímulo para la lucha que libran los trabajadores y la juventud estadounidenses que se enfrentan a Trump con una creciente participación de masas y radicalización. Los 8 millones que se movilizaron el 28 de marzo demuestran la existencia de una oposición masiva a la guerra, mientras el gobierno ha estado discutiendo públicamente el lanzamiento de una invasión terrestre, lo que requeriría una movilización masiva de la población como soldados, y presagia una derrota electoral en las elecciones de mitad de mandato previstas para noviembre de este año. Es un impulso a la lucha contra los planes de rearme y austeridad que los trabajadores están librando contra gobiernos capitalistas de todo tipo en todo el continente europeo, con sus presupuestos de guerra votados por la extrema derecha, los conservadores, los liberales, los llamados izquierdistas y los socialdemócratas.

Y, por supuesto, supone un impulso para la lucha antiimperialista y antisionista en todo Medio Oriente: en Palestina y el Líbano, y también en Irán. El pueblo iraní no ha hecho caso al llamamiento de Trump de levantarse al unísono con los bombardeos. Somos muy conscientes de la naturaleza opresiva, reaccionaria y represiva del régimen capitalista iraní. Pero una solución progresista para las masas explotadas y oprimidas de Irán no vendrá del sionismo ni del imperialismo estadounidense. El ajuste de cuentas con el régimen de Teherán debe venir del pueblo explotado de Irán, que debe ser el artífice de su propio destino, y tenemos el deber de apoyar a las fuerzas socialistas y anticapitalistas que luchan contra el régimen al mismo tiempo que contra la agresión imperialista.

Saludamos las manifestaciones antiimperialistas en Irán que desafían los bombardeos, las manifestaciones masivas en la ciudad de Gaza contra la ley criminal y racista de la pena de muerte dirigida contra los palestinos, la resistencia contra la ocupación terrestre en el Líbano y las protestas que tienen lugar en todo el mundo contra la agresión en curso —incluida la nueva y masiva Flotilla Global Sumud que se dirige a desafiar el bloqueo genocida que aún se impone al pueblo palestino. Saludamos las luchas de la clase trabajadora contra las reformas reaccionarias, desde Grecia hasta la India, pasando por Argentina y Portugal. Saludamos las huelgas por los salarios y las condiciones de vida, desde los mineros de Sudáfrica hasta las huelgas por los precios del combustible en Bolivia y Ecuador. La campaña imperialista a favor de la guerra fomenta el chovinismo y el nacionalismo burgués en todas partes, a lo que oponemos el internacionalismo militante de la clase obrera. El carácter revolucionario de este internacionalismo se expresa al situarse en la vanguardia de la lucha contra los ataques del imperialismo contra las naciones oprimidas.

La postura de China y Rusia ha sido de una duplicidad descarada ante un nuevo ataque contra un país con el que se han declarado socios en el proyecto BRICS. Incluso han permitido que el Consejo de Seguridad de la ONU aprobara una resolución condenando los ataques lanzados por Irán contra bases estadounidenses en países árabes vecinos, en respuesta a los ataques extremadamente graves que sufrió. Anteriormente, China y Rusia respaldaron en ese mismo foro el falso plan de paz neocolonialista de Washington para Gaza. Aquí no hay ni antiimperialismo ni búsqueda de mejoras para el «Sur Global», sino más bien depredación capitalista-imperialista y una lucha por esferas de influencia.

Los gobiernos europeos están gestionando su crisis con EEUU intentando improvisar su propio polo imperialista tras décadas de integración en el de este país. Sus enfrentamientos se derivan del despliegue de sus recursos militares —que están reforzando con presupuestos de rearme y preparando el terreno para el servicio militar obligatorio— allí donde puedan promover sus propios intereses y continuar con sus planes de expansión de la UE hacia Europa del Este, planes ahora puestos en tela de juicio por la guerra en Ucrania, que se ha estancado por completo tras más de cuatro años. No se guían por el «humanismo», sino por la búsqueda de satisfacer sus propios apetitos imperialistas.

En América Latina, la lucha contra la agresión sionista e imperialista está indisolublemente ligada a la lucha contra los agentes y cómplices de Trump en el continente. Denunciamos a los gobiernos que actúan en connivencia con el magnate republicano, como Milei en Argentina. Denunciamos a los gobiernos que se hacen pasar por progresistas, como Scheinbaum en México o Lula en Brasil, que se han adaptado a la presión estadounidense y participan en el bloqueo que Washington está avivando contra Cuba, cuyo objetivo es provocar una implosión en la isla para facilitar su toma de control por parte de Estados Unidos. Exigimos que ambos gobiernos rechacen este ultimátum y suministren el petróleo y la ayuda humanitaria que Cuba necesita desesperadamente.

La guerra, que se está extendiendo, es una expresión del agotamiento histórico y la decadencia del actual orden social capitalista. Una de sus manifestaciones, dada su condición de primera potencia mundial, es el declive de Estados Unidos, que es uno de los principales motores que alimentan las tendencias hacia una guerra mundial. El actual alto el fuego es violado permanentemente por Estados Unidos e Israel. Se han visto obligados a dar un paso atrás, pero la necesidad de Estados Unidos de avanzar militarmente contra sus enemigos o confesar su declive es muy fuerte.

La crisis de sobreproducción y la caída de los márgenes de beneficio capitalistas subyacen al impulso hacia la guerra y a la desestabilización del orden imperialista existente. Todos los gobiernos capitalistas, ya sean liberales, «progresistas» o «socialistas», pretenden reavivar su rivalidad sobre la base de niveles elevados de explotación y austeridad, al tiempo que buscan impulsar la represión y la disciplina social que les permita desplegar a sus trabajadores como soldados en los próximos enfrentamientos. La propia guerra en Irán, lejos de resolver la crisis capitalista, la ha agravado, ya que los precios del petróleo están afectando a las condiciones de vida en todo el mundo y aumentando el pronóstico de una profunda depresión económica.

La lucha contra la amenaza y el avance de las formaciones fascistas y de extrema derecha no vendrá de la formación de «frentes populares» de conciliación de clases, sino de la organización y movilización independientes de las masas trabajadoras y explotadas, de un frente único de acción contra la guerra imperialista. Esta lucha independiente está indisolublemente unida a la tarea de expulsar a la burocracia sindical del movimiento obrero y recuperar los sindicatos como herramientas de la lucha de clases. La tregua de la AFL-CIO con Trump, en medio de actos de lucha de masas donde miles de personas debaten la necesidad de una huelga general, es un ejemplo de la tendencia global de integración de estas burocracias en el Estado y de traición a los intereses de su clase. Se ha producido un recrudecimiento de las acciones de la clase trabajadora contra la maquinaria bélica, bloqueando la producción y distribución de armas y oponiéndose al funcionamiento de las bases de EEUU y la OTAN. ¡Exigimos el cierre de las 800 bases militares que EEUU opera en 80 países para su maquinaria bélica imperialista!

Es urgente construir una internacional proletaria y un frente internacionalista contra todos los Estados capitalistas y todos los bloques capitalistas. Mientras las fuerzas que se dicen de izquierda votan a favor de los presupuestos militares de sus burguesías, nosotros, los internacionalistas, tenemos la obligación de enarbolar una bandera de clase, de luchar por nuestras condiciones de vida y de hacer frente a las ofensivas imperialistas en expansión, oponiéndonos firmemente al rearme y a las guerras capitalistas.

Proponemos celebrar una nueva conferencia internacionalista contra la guerra imperialista en julio en Atenas, para izar una bandera de desafío de la clase trabajadora contra la barbarie militarista y la explotación. Por un frente internacional de trabajadores que se levante contra la guerra imperialista. Promovamos la formación de partidos obreros y una internacional revolucionaria.

¡Manos fuera de Irán!

¡Fuera Israel y los sionistas de Medio Oriente!

¡Por la derrota de la coalición genocida estadounidense-israelí!

¡Detengan inmediatamente el bombardeo del Líbano! ¡Fuera las tropas israelíes del Líbano, Siria, Gaza y Cisjordania!

¡Acabemos con el bloqueo criminal de Cuba y Gaza!

¡Por la unidad revolucionaria de los pueblos de Medio Oriente, libres de la dominación capitalista e imperialista!

¡Por un frente de clase internacional e internacionalista contra los gobiernos capitalistas y las guerras del capital!

¡Trabajadores y pueblos oprimidos del mundo, uníos!

Primeras firmas:

KA – Liberación Comunista (Grecia)

PO – Partido Obrero (Argentina)

SEP – Partido Socialista de los Trabajadores (Turquía)

SWP – Partido Socialista de los Trabajadores (Gran Bretaña)

TIR – Tendencia Internacionalista Revolucionaria (Italia)

Fuerza 18 de octubre (Chile)

GAR – Grupo Acción Revolucionaria (México)

UFCLP – Comité de Frente Único por un Partido Laborista (EEUU)

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22/04/2026

Tras amenazar a Irán, Trump reculó y extendió el cese al fuego

Una nueva tregua precaria

El cese al fuego conserva toda la precariedad que tuvo desde el día número uno

Horas después de amenazar con destruir “todas y cada una de las centrales eléctricas, y todos y cada uno de los puentes de Irán” si Teherán no aceptaba su propuesta para poner fin a la guerra, el presidente estadounidense Donald Trump anunció una prórroga indefinida del cese al fuego, a la espera –según dijo- de una propuesta del régimen persa.

Esta secuencia vuelve a mostrar los obstáculos con que se ha topado la Casa Blanca en su guerra de sometimiento. La resistencia de Irán, mucho mayor a la esperada, evitó la caída del gobierno y arrastró a Trump a una mesa de negociaciones en la que no logra imponer sus condiciones.

El cese al fuego conserva toda la precariedad que tuvo desde el día número uno. Estados Unidos impuso un bloqueo al Estrecho de Ormuz para perjudicar las exportaciones iraníes, y Teherán retomó el suyo, con lo cual, la arteria por la que transita un quinto de las exportaciones petroleras y gasíferas del mundo tiene ahora un doble cepo. El impacto internacional del cierre de Ormuz es enorme: el barril Brent de petróleo se cotiza ya un 30% por encima del comienzo de la guerra. La suba de precios de los combustibles tiene un impacto inflacionario general, y las dificultades en el tránsito de mercancías están llevando a una escasez de ciertas materias primas y a la reducción de la producción industrial, en especial en algunos países asiáticos. La guerra echa leña al fuego de la crisis capitalista.

La precariedad del cese al fuego se revela en el reciente secuestro de un buque en el Océano Indico por parte de los Estados Unidos. En teoría, dicha nave estaba previamente sancionada por “contrabando” de petróleo iraní. Trump aseguró que la barca en cuestión llevaba ahora “un regalo de China” a Irán, afirmación que hay que tomarla como de quien viene, dada la tendencia patológica a la mentira del magnate. Pero el régimen iraní, en todo caso, respondió este miércoles 22, según medios de ese país, con la captura de dos barcos en Ormuz, planteando el riesgo de una escalada.

“La continuación del bloqueo equivale a un bombardeo y debe ser respondida militarmente”, afirmó un asesor del presidente del parlamento persa, Mohammad Ghalibaf, que está al frente de los negociadores iraníes. Este asesor también advirtió sobre la posibilidad de que Trump esté preparando un “ataque sorpresa”.

Según los trascendidos mediáticos, el desacuerdo entre las partes, que negocian bajo la mediación de Pakistán, se extiende al programa de enriquecimiento de uranio iraní, al apoyo a Hezbollah y otros grupos políticos de la región por parte de Teherán, y al control del Estrecho de Ormuz, que son –junto al programa de misiles balísticos iraní y las sanciones al régimen- los puntos más importantes en discusión.

La tensión se extiende al Líbano, el otro frente de la guerra imperialista-sionista. El (tramposo) cese al fuego pautado entre el gobierno libanés e Israel, con la mediación estadounidense, vence el 26 o 27 de abril. Y fue, como de costumbre, sistemáticamente burlado por Israel, que siguió atacando aldeas y mantiene su ocupación territorial en el sur, al punto de haber presentado estos días un mapa con lo que considera las nuevas líneas fronterizas, que llegan hasta el río Litani, a unos 30 kilómetros de la frontera. Hezbollah sostuvo que, ante las infracciones a la tregua, atacó a un contingente de soldados israelíes.

A pesar de la agresión israelí, el gobierno libanés aceptó una nueva ronda de negociaciones con el Estado sionista en Estados Unidos, y se muestra proclive a uno de los principales reclamos de Israel, el desarme de Hezbollah, una posibilidad que la milicia chiíta rechaza enérgicamente.

Los ataques contra Irán dejaron más de 3 mil muertos, y los ataques contra el Líbano, más de mil muertos y un millón de desplazados. En paralelo, Israel mantiene su ocupación de la mitad de la Franja de Gaza y un bloqueo criminal al ingreso de productos de primera necesidad. Para los pueblos del mundo, reviste una gran importancia la derrota de la guerra imperialista-sionista contra Irán y Líbano, y la lucha del pueblo palestino.

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Un fallo judicial contra un gobierno miserable y hambreador

El próximo 7 de mayo vamos a las rutas y las calles a golpear con fuerza al gobierno hambreador

En las últimas horas se conoció un fallo del juzgado Federal de Campana, a cargo del Juez Dr Charbay que obliga al gobierno y en particular a la ministra Sandra Pettovello a NO discontinuar el pago del programa Volver al Trabajo (VAT), eliminado este mes por el ministerio de Desarrollo Social.

El juez hace lugar a un amparo colectivo de 5 compañeres que presentaron sus casos y mostraron en unas pocas líneas la barbarie de una sociedad destruida por las políticas económicas y sociales de los gobiernos de las últimas décadas y el ataque a más de 950.000 trabajadores que significa la baja del VAT.

En su sentencia el magistrado dice:

“En definitiva, la medida cautelar requerida no solo resulta compatible con el interés público, sino que se presenta como la única vía idónea para resguardarlo en su verdadera dimensión constitucional, asegurando la vigencia efectiva de los derechos fundamentales frente a una actuación estatal que los pondría en riesgo”.

“En consecuencia, requieren que se condene al Estado Nacional a garantizar, de manera efectiva, continua y no regresiva, el derecho de la población alcanzada a percibir un ingreso mínimo de subsistencia con carácter alimentario, en condiciones de suficiencia, accesibilidad y continuidad, a través de la implementación, sustitución o el mantenimiento, según corresponda, de programas o dispositivos de política pública que aseguren un nivel de protección equivalente o superior al vigente con anterioridad a la decisión impugnada (la finalización del Programa), incorporando además mecanismos reales y verificables de inclusión sociolaboral para todos aquellos beneficiarios para los cuales no se ha logrado su inclusión laboral”.

Además, reafirma la denuncia que venimos haciendo desde las organizaciones sobre el incumplimiento de los términos del decreto que el mismo gobierno se autoimpuso, de capacitar e incluir en el mercado laboral al casi millón de compañeros que perciben un monto, menor, pero imprescindible para economías de subsistencias, lo que significa que se trata de eliminar un ingreso elemental alimentario, lo cual, según el juez resulta inconstitucional y violatorio de pactos internacionales (Art. 14 bis de la Constitución Nacional y Arts. 6, 7 y 9 del Pacto Internacional de Derechos Económicos, Sociales y Culturales).

En definitiva, el juez le da 3 días al Ministerio para restablecer el programa y pagarle a la totalidad de los beneficiarios y multa, por día, al gobierno hasta que pague.

No pasaron ni 24 horas y ya el Ministerio ensayó una respuesta, pobre y miserable que no contesta ni un solo argumentos del juez ni de las organizaciones y dice que va a apelar.

Los límites del fallo

El juez no recoge en su fallo, ni el trabajo que realizan les compañeres, como cocinar, realizar tareas de limpieza, tareas productivas, apoyo y atención social en su ámbito de pertenencia ni tampoco el impacto económico que implica la trasferencia de 680 millones de dólares por año de los sectores más empobrecidos a las arcas del Estado, en beneficio del pago de la fraudulenta deuda externa y los subsidios a las patronales como las energéticas y al transporte. Esta motosierra significará, dicho  de otro modo, 78.000 millones menos por mes que afectará el consumo y a su turno a la producción, que impactará en las economías regionales y los comercios de cercanía.

Al no recoger las tareas que realizan les compañeres, el juez no avanza en la cuestión de trabajo en negro o no registrado, que también está condenado por la ley, porque eso lo llevaría a exigirle al gobierno el blanqueo o pase a planta de los compañeros y compañeras que TRABAJAN en funciones sociales que el Estado debería reconocer, ya que cumplen una función social, agregando valor mediante su trabajo, a la economía y la sociedad.

Nuestra consigna de “trabajo sin salario, es trabajo esclavo” golpea justamente en esa cuestión.      

El Polo Obrero inició una campaña hace más de un mes para difundir este ataque de Pettovello al VAT, impulsando un amparo que ya sumó más de 23.000 compañeros que se adhirieron desde Tierra del Fuego a La Quiaca, desarrollando una conciencia sobre la necesidad de luchar contra esta medida. Como resultado de esta campaña, miles de compañeros salimos a las calles el 7 de abril en más de 100 puntos de todo el país en unidad con todo el arco de organizaciones existentes.

Esta medida nacional conmovió públicamente e instaló en los medios el tema (en el Puente Pueyrredón estuvimos en cadena nacional) reafirmando una vez más que los métodos, piquetes y cortes, igual que las asambleas y las huelgas, sirven a los fines y objetivos de la lucha de los trabajadores, desmintiendo a todos los charlatanes que sostienen que esos métodos pasaron de moda.

Es muy probable que el gobierno desconozca el fallo mediante apelaciones y maniobras o -como en los casos de la ley universitaria o la de discapacidad- directamente no cumpla con la ley.

También apelaremos nosotros desde el punto de vista judicial el probable rechazo del gobierno a la resolución, lo haremos en conjunto con el equipo legal que conformamos con los abogados de varias organizaciones. 

Sin embargo, este fallo nos da la razón indudablemente y fortalece nuestra lucha, las batallas son también políticas, en este caso el gobierno recibió una derrota política.

Por otro lado, y siguiendo en el ámbito institucional, más de 15 concejos deliberantes de la provincia de Buenos Aires y del interior del país se pronunciaron contra el recorte. Se realizó una audiencia en la provincia de Buenos Aires donde los diputados del PJ plantearon que hay que unirse de cara al 2027. La bancada del Partido Obrero en el FIT-U y el partido Piquetero impulsaron una audiencia pública en el Parlamento, con la participación de varios diputados de UxP (Unión por la Patria), multitudinaria, con la participación de las organizaciones piqueteras y con testimonios en primera persona, de La Quiaca a Tierra del Fuego; surgió de allí la propuesta de Néstor Pitrola (diputado nacional del PO-Frente de Izquierda) de unificar un proyecto para tratar el rechazo de la medida del gobierno en el pleno del parlamento.

Pero desde luego la estrategia fundamental estará en las calles, en las rutas y en la lucha.

Las organizaciones delineamos un plan de lucha que continúa con asambleas el próximo 28 llevando a las provincias de Santiago del Estero, Tucumán, Salta y Jujuy las direcciones nacionales, que se reunirán con los compañeros y compañeras de esas provincias en asambleas unitarias para impulsar acciones en esas provincias, que están fuertemente afectadas por estos recortes.

El próximo 7 de mayo, dos días después de la fecha de cobro vamos a las rutas, a las calles, los puentes, a golpear con fuerza al gobierno hambreador, con lo que de verdad le duele: la acción directa en el marco de unificar las luchas para impulsar la huelga general y deshacernos de este gobierno enemigo de los trabajadores y de la vida del pueblo.

No al cierre del programa Volver al Trabajo. Trabajo sin salario es esclavitud.

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22/04/2026
CABA

La crisis y el impacto de la violencia social en las escuelas

No a la militarización de las escuelas. ¿Cómo organizamos una respuesta desde la comunidad educativa?

Secretaria gremial de Ademys - Tribuna Docente

Las escuelas están reflejando sin dudas una violencia social creciente

Mientras la comunidad educativa se organiza para enfrentar la ola de ataques, amenazas y denuncias, que tienen como eje la supuesta viralización de pintadas con amenazas en los establecimientos educativos, el gobierno de la ciudad de Buenos Aires, con Jorge Macri a la cabeza y su ministra de educación salieron a reforzar el protocolo para el ingreso directo de la polícia en las escuelas porteñas.

En la conferencia de prensa Macri dijo textualmente que “no hay chistes y que habrá represalias”, refiriéndose a quienes hacen este tipo de pintadas, amplificadas por las redes sociales y los medios de comunicación. Como se ve, en medio de una de las peores crisis sociales de la historia reciente, con aumento de pobreza, despidos, discursos de odio promovidos desde el Estado, recortes a programas sociales y educativos, la respuesta al reclamo de los estudiantes, docentes y familias, frente a este malestar educativo, es el ingreso de la policía armada a las escuelas ante denuncias de la institución, que ya está provocando la requisa de mochilas a los pibes como si fueran delincuentes.

El clima que se está viviendo es de intimidación, poniendo bajo sospecha a toda la comunidad educativa, que reclama recursos, presupuesto para profesionales, atención en salud mental y respuesta a los reclamos históricos del sector. 

No se puede estudiar ni trabajar con esta persecución, ni con la represión creciente, como ya lo expresó públicamente el sindicato Ademys rechazando todo tipo de intromisión de la policía. Necesitamos otro tipo de respuesta.

El síntoma del malestar educativo

Las escuelas están reflejando sin dudas una violencia social creciente que, en primer lugar, se promueve desde el Estado. Cuando el presidente Milei ataca a las personas con discapacidad, a las jubiladas, a los opositores políticos, a las mujeres y diversidades sexuales y de género, con insultos, agravios y, finalmente con represión, se promueven discursos de odio que habilitan distintas formas de discriminación y agresión en otros niveles de la sociedad. Si esto es acompañado por una política de ataque directo a las condiciones de vida de la mayoría de la población trabajadora y sus hijos, una respuesta punitiva sólo alimenta la persecución, la penalización de los menores, como ya avanzó la ley en el Congreso Nacional, y ninguna respuesta a los problemas psico-sociales que padecen las víctimas de estas políticas.

Y partimos de ahí, como lo ha denunciado Vanina Biasi en la Legislatura porteña, marcando las responsabilidades políticas del gobierno, porque de otro modo se le “carga” la responsabilidad a lxs trabajadores y lxs que estamos en las escuelas conocemos la falta de recursos que tenemos para atender las dificultades de lxs jóvenes y adolescentes que, a veces expresan sus problemáticas pero sin atención adecuada por la falta de recursos y profesionales. 

No minimizamos el efecto que provocaron los asesinatos en Santa Fe y la forma interesada que los gobiernos y los medios lo conectaron con acontecimientos en Estados Unidos, pero atendiendo justamente a lo que generan estos casos, nos preguntamos las raíces de estos episodios, que no se pueden generalizar y hay que atenderlos en su dimensión concreta. Lo que advertimos es que estamos viviendo una escalada de represión estatal, que se expresa como ya dijimos en cada protesta social, en la persecución a migrantes, entre otras, y que con estas medidas se extienden al ámbito educativo. 

La respuesta es de lxs trabajadores, lxs estudiantes y las familias 

Además de la organización del rechazo en cada escuela, para contrarrestar esta ola reaccionaria, es importante que articulemos una respuesta común.

La cantidad de profesionales del DOE (Departamento de Orientación Escolar) no alcanzan y éstos son llevados a establecer registros nominales sin que tengan garantizada una atención de ese estudiante para aquellos que necesiten un tratamiento particular por parte de los organismos oficiales como la defensoría del niño, niña y adolescentes o las guardias legales, para luego responsabilizarlos como trabajadores. Tampoco hay turnos para atención psicológica en los hospitales, por lo que uno de los reclamos más sentidos es el aumento de profesionales interdisciplinarios en cada establecimiento.

Además, lxs estudiantes que necesitan por alguna problemática o situación particular acompañantes y que asisten a las escuelas de nivel no son apoyados por profesionales, las aulas muchas veces se presentan como un “desborde” por lo que otro reclamo sería acompañantes para cada estudiante y, para quien lo necesite, educación de modalidad especial que hoy está vaciada.

Reconocimiento de los equipos ESI, académica y salarialmente, que hoy son sostenidos por la voluntad de la docencia.

La constitución de mesas de trabajo por la salud integral, para articular entre docentes, DOE, equipos directivos, centros de estudiantes, representantes sindicales, referentes ESI, acciones tendientes a elaborar censos sobre salud mental, jornadas de reflexión coordinadas por estudiantes y docentes, formación para la comunidad educativa incluyendo a las familias y elaboración común de las demandas hacia el Estado y los ministerios de educación. Esta propuesta, que ya tiene experiencia en algunos colegios, puede ser una forma que nos permita tomar en nuestras manos el tema, como parte de una planificación democrática de la acción educativa.

Por supuesto, la restitución de los programas socioeducativos como las orquestas infantiles que están siendo cerradas, los comedores escolares en escuelas medias, la mejora en la alimentación escolar, el boleto educativo y el aumento del presupuesto educativo.

Desde el Partido Obrero-Frente de Izquierda en colaboración con docentes, estudiantes y profesionales estamos elaborando un proyecto que recoge varias de estas medidas urgentes y que ponemos a disposición de toda la comunidad para luchar por nuestros derechos y frenar esta militarización en las escuelas.

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22/04/2026

La Unión Europea mantiene su asociación estratégica con Israel

Para derrotar al sionismo y al imperialismo necesitamos la sublevación de los pueblos de Europa y el mundo

Escrito a bordo del velero Kafr Bir'im (La Romántica) de la Flotilla Global Sumud

Ursula von der Leyen, titular de la Comisión Europea, junto a Netanyahu

En la reunión del Consejo de Asuntos Exteriores de la Unión Europea (UE) que tuvo lugar el martes pasado, Alemania e Italia se opusieron a la propuesta de algunos países de suspender temporalmente el Acuerdo de Asociación de la UE con Israel, por el incumplimiento del Estado sionista con sus “obligaciones en materia de derechos humanos” —a la luz del genocidio en Gaza, la aprobación de la pena de muerte contra los palestinos, su ofensiva en el sur de Líbano y la continuada violencia de los colonos sionistas en Cisjordania.

Hay que tener presente que la Unión Europea es el principal socio comercial de Israel. El Acuerdo de Asociación que pretendía ser suspendido es el marco jurídico principal que regula las relaciones políticas, económicas y comerciales entre la UE y el Estado sionista, vigente desde junio de 2000. Mientras una ruptura de ese acuerdo requiere el apoyo de todos los miembros de UE, para la suspensión es necesario el apoyo de 15 de los 27 gobiernos del bloque. Pero el rechazo cerrado de dos pesos pesados de la UE, Alemania e Italia, cortó de cuajo el tratamiento de la iniciativa.

Luego de que la primera ministra italiana, Giorgia Meloni, anunciara la suspensión de la renovación automática del Acuerdo de Defensa que Italia mantiene con Israel —por los disparos de fuerzas israelíes a un convoy de cascos azules italianos en el sur del Líbano— había tomado impulso la idea de que Meloni podía llegar a adherir a la suspensión parcial del Acuerdo de Asociación UE-Israel. Pero Meloni, como se sabe, carece de convicciones humanitarias.

Lo que por sobre todas las cosas determinó las declaraciones de Italia contra Israel, en torno al acuerdo de Defensa, fue el creciente rechazo de la opinión pública italiana a la política genocida del sionismo. Es evidente que Meloni pretende disimular su sostenimiento de lo que es una asociación estratégica en términos comerciales entre la burguesía italiana e Israel. Pero, al mismo tiempo, Meloni mira con recelo el proceso electoral del año próximo. Sucede que el referéndum judicial que tuvo lugar en Italia en marzo pasado se convirtió en un referéndum sobre toda la agenda del gobierno, incluida su complicidad con la guerra y el genocidio, la intensificación del militarismo y el recrudecimiento de los ataques contra la clase obrera. En definitiva, en el revés electoral que sufrió la fuerza de Meloni, pesó el alineamiento de la mandataria con Netanyahu y Trump.

Por eso Meloni intenta administrar su alineamiento: rechaza enviar buques italianos para abrir el estrecho de Ormuz, tal cual reclamaba Trump; pone en duda el acuerdo de Defensa con Israel; pero se mantiene firme en la defensa del Acuerdo de Asociación de la UE con el sionismo. 

Hay que tener en cuenta también que, después de Estados Unidos, Alemania e Italia son los mayores proveedores de armas a Israel. Ese es el otro gran factor que lleva a ambos países a defender el acuerdo comercial con el sionismo, por más que Meloni hable de la “no renovación automática” del acuerdo en materia de Defensa. En la última semana el ministro de Economía alemán debió reconocer, por un pedido de informes hecho por Die Linke, que en las primeras semanas de la agresión de Estados Unidos e Israel contra Irán Alemania vendió armas al Estado sionista por un monto de 7,8 millones de dólares, y que desde el 28 de febrero hasta el 27 de marzo se extendieron las autorizaciones. El Estado alemán está a la cabeza de la persecución de los movimientos de lucha en solidaridad con Palestina.

Francia y Suecia, para disimular su colaboracionismo con el sionismo genocida, han propuesto que la UE restrinja el comercio con los asentamientos ilegales de los colonos en Cisjordania, obviando que esos asentamientos son promovidos y sostenidos por el propio Estado de Israel. Es obvio que, de no romperse el comercio con Israel, los asentamientos seguirán siendo sostenidos indirectamente por los Estados europeos.

Quien protagonizó el reclamo de la suspensión del Acuerdo UE-Israel fue el gobierno de Pedro Sánchez. Indudablemente, condicionado por la enorme adhesión que tiene la causa del pueblo palestino entre las nacionalidades ibéricas. Pero el doble discurso de Sánchez quedó en evidencia cuando dijo “No a la guerra” el 4 de marzo, como posición oficial del gobierno de España ante la agresión de EEUU-Israel contra Irán, para terminar enviando a Chipre la fragata Cristóbal Colón, uno de los buques de combate más avanzados de la Armada española, tras el impacto de un dron atribuido a Hezbolá en la base británica de Akrotiri. En definitiva, los gobiernos de la Europa imperialista, con sus diferencias y matices, son todos guerreristas, pues es la única salida que encuentra el capital a su propia crisis.

La clave para derrotar al sionismo colonialista y al imperialismo, pasa por la movilización de los trabajadores y los pueblos de Europa y el mundo. Es necesario alcanzar y superar los niveles de movilización y huelgas logrados en septiembre y octubre de 2025. Es el objetivo fundamental que persigue la Flotilla Global Sumud con su marcha marítima hacia Gaza y el convoy terrestre. La interceptación del buque carguero de la empresa MSC, que transportaba insumos y materiales críticos hacia Palestina ocupada para sostener al Estado sionista, buscó despertar la conciencia en torno a la necesidad de multiplicar los bloqueos, las huelgas y los piquetes en boicot a Israel, y en solidaridad con la resistencia palestina, del Líbano e Irán. La parada que tendremos en Sicilia, desde el 22 al 25 de abril, será un factor clave de agitación y denuncia contra la complicidad de Meloni y los gobiernos europeos con el sionismo genocida.

22/04/2026

La cumbre mundial progresista no es una alternativa a Trump y la guerra imperialista

Sobre el encuentro en Barcelona

La cumbre en Barcelona

El pasado fin de semana sesionaron en Barcelona dos cumbres relacionadas del llamado progresismo internacional. La primera de ellas, la Movilización Global Progresista, es una iniciativa que surgió en el último congreso del Partido de los Socialistas Europeos (PES), avalada después por la Internacional Socialista y la Alianza Progresista. Participaron jefes de Estado, partidos políticos, economistas, etc. La segunda, llamada Cumbre por la Democracia, estuvo restringida a jefes de Estado, como el español Pedro Sánchez, Lula da Silva (Brasil), Gustavo Petro (Colombia), Claudia Sheinbaum (México) y Cyril Ramaphosa (Sudáfrica), entre otros. También estuvieron en Barcelona el gobernador de Minnesota, el demócrata Tim Walz, y el gobernador bonaerense, Axel Kicillof.

El sitio de la Movilización Global Progresista no ha colgado resoluciones específicas de estos encuentros, por lo que dependemos de la información difundida por los medios de comunicación.

En términos generales, el espacio se presenta como una referencia global alternativa a la ultraderecha. Sin embargo, lo primero que llama la atención es la cautela con que se trató al principal exponente de ella, es decir, a Donald Trump. Los cronistas de los medios coinciden en señalar que casi no hubo referencias explícitas al mandatario yanqui. Apenas Lula lo aludió tácitamente en su discurso cuando se refirió a gobernantes que declaran guerras por sus redes sociales. El presidente colombiano, Gustavo Petro, quien, en los últimos meses, buscó un canal de entendimiento con el magnate, ante las amenazas de un ataque militar, dijo a la prensa, en vísperas del encuentro, que el mismo no era en contra de nadie, sino a favor de una política más justa.

A la hora de referirse a las expresiones concretas de la ofensiva del imperialismo yanqui, en el encuentro de presidentes hubo algunas referencias a Cuba. La mexicana Claudia Sheinbaum propuso una resolución contra una intervención militar a la isla, y Lula condenó el bloqueo. Posteriormente, México, España y Brasil emitieron un comunicado conjunto en el que señalan que mantendrán su ayuda humanitaria. Sin embargo, se trata de una resolución pérfida, ya que México, cediendo a la campaña de Trump, cortó el suministro de petróleo a la isla, en el preciso momento en que Cuba más lo necesitaba. Y Brasil, que ha sobrepasado, en materia de exportación de petróleo, en este último año, a las exportaciones de soja, no dirige una solo gota de hidrocarburos a la isla asediada. Este solo ejemplo práctico muestra ya una cosa: los gobiernos progresistas y “nacionales y populares” no son una vía para derrotar la ofensiva imperialista y a la ultraderecha.

Fuera de esto, los discursos de la cumbre no fueron mucho más allá de una crítica al funcionamiento de las Naciones Unidas (en cuyo Consejo de Seguridad, cinco naciones disponen de poder de veto) y el reclamo de una ONU más activa y más democrática, preferentemente con una mujer a la cabeza, según la propuesta de Sánchez. Lo demás fueron referencias genéricas al multilateralismo, a la regulación de las empresas tecnológicas, de las redes sociales, a la justicia social y la igualdad de género. Puro palabrerío.

El talón de Aquiles de la cumbre, sin embargo, es que se dedicó a hablar sobre la paz y contra la guerra mientras su principal impulsor, la socialdemocracia europea, apoya a Ucrania en la guerra contra Rusia, así como el aumento de los presupuestos militares y la Otan. No plantean el cierre de las bases de la alianza militar imperialista, utilizadas para las aventuras guerreristas imperialistas contra los países semicoloniales. En este marco, todo lo que se pueda decir contra la guerra es una impostura.

En general, se trata de posturas electoralistas para constituir frentes de apoyo a los gobiernos que enfrentan oposiciones derechistas, como Brasil o España, que afrontan comicios presidenciales y autonómicos este año. Es un intento de subordinar a los trabajadores y sus organizaciones detrás de frentes populares de colaboración de clases, atándolos de manos para que no encaren luchas por sus reivindicaciones.

Una verdadera alternativa a la ultraderecha y la guerra imperialista sólo puede provenir de la organización y movilización mundial de los trabajadores. En esa perspectiva, una reciente reunión virtual de organizaciones de Argentina, México, Estados Unidos, Italia, Grecia, Turquía e Irán resolvió impulsar una conferencia internacionalista para el mes de julio en Atenas. Luchemos contra la ofensiva imperialista de Trump, contra el genocidio en Gaza, por la derrota de la agresión a Irán y Líbano, contra la guerra imperialista y los gobiernos del hambre, y por una internacional revolucionaria. En Latinoamérica sería fundamental -para romper el bloqueo sobre Cuba y la intervención militar yanqui, bajo la excusa de la lucha contra el “narcotráfico”- la realización de una conferencia antiimperialista latinoamericana de la izquierda, propuesta hecha por el Partido Obrero a la mesa del Frente de Izquierda Unidad.

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21/04/2026

Se presentó en Buenos Aires “Con viento y marea. Panorama teatral de la costa atlántica”

El nuevo libro del actor Julio Cortés

La presentación contó con un destacado panel

Este viernes 17 se presentó en el espacio Tole Tole, ubicado en el barrio de Once, el libro Con viento y marea. Panorama teatral de la costa atlántica, de Julio Cortés, editado por el sello Leviatán. Cortés, actualmente radicado en Villa Gesell, cuenta con una gran trayectoria actoral y milita en la agrupación Actuemos, que defiende las reivindicaciones de los trabajadores del sector.

La presentación se realizó a sala llena, con una gran presencia de público, y contó con un panel integrado por el autor y los directores teatrales Iván Mochner y Ernesto Michel, y fue moderado por la actriz Natalia Bagden.

Con viento y marea…, como explicó Michel en su intervención, tiene su origen en una serie de entrevistas a artistas de la costa atlántica a cargo de Cortés, como parte de una columna en el programa radial “El grito del teatro”, que Michel conduce por Radio Rebelde. Michel valoró el teatro como “trinchera de lucha ante los actuales avatares políticos y sociales”, en referencia a la dura situación que atraviesa el sector, en el marco de la crisis económica y el ajuste sobre la cultura.

Aunque el libro hace un recorte geográfico, los problemas que aborda son semejantes a los que atraviesa la escena porteña, según indicó, a su turno, Iván Mochner. El director, integrante del grupo Morena Cantero Jr., valoró también que el libro plantee un posible programa de reivindicaciones para el sector del teatro.

Cortés explicó que en su nuevo trabajo realiza un aporte que espera contribuya a sistematizar los relevamientos de salas y de grupos estables en la costa atlántica, tarea que exigió un paciente trabajo de reconstrucción.

Entre las mayores problemáticas del sector, en especial para el teatro independiente, figuran la estacionalidad y la falta de dinero, como fruto de las políticas de ajuste. El teatro se enfrenta, por un lado, al desafío de sobrevivir y reinventarse una vez que finaliza la temporada estival. Esto se vuelve aún más complejo en localidades como Villa Gesell o el Partido de la Costa que en una gran urbe como Mar del Plata, que viene a ser como el mastodonte teatral de la zona.

Por otro lado, el ajuste brutal del gobierno de Milei y la falta de políticas de apoyo a los teatristas hace muy difícil que los artistas puedan dedicarse plenamente a sus obras. No se trata solo de una cuestión corporativa: lo que está en juego es el derecho del pueblo trabajador al acceso a la cultura.

Emocionado, Cortés repasó el enorme esfuerzo cotidiano de muchos artistas para poder compartir su vocación con el público, y destacó el mérito de hacer teatro en un contexto de hambre, guerra imperialista y genocidios como el de la Franja de Gaza. También se refirió a los actores desaparecidos por la dictadura en la región: Gregorio Nachman, Luis Conti y Carlos Waits, por quienes se conmemora los 19 de junio -cuando desaparecieron a los dos primeros- el día del actor marplatense en aquella ciudad balnearia.

La presentación fue muy amena, de interés tanto para el mundo teatral como para los profanos, y el entusiasmo de los panelistas contagió al público su interés por las tablas. Michel planteó, en el final de la actividad: ir al teatro, apoyar al teatro independiente.

El libro de Julio Cortés hace un aporte a tan ardua actividad.

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20/04/2026

La flotilla global Sumud interceptó un barco que transportaba insumos para la industria militar israelí

Nuevo hito de la misión de solidaridad con el pueblo palestino.

Foto: El Salto Diario, España

La flotilla global Sumud alcanzó un nuevo hito en su travesía hacia la Franja de Gaza, tras localizar y desviar un buque que transportaba materias primas para abastecer a la industria militar israelí, según especificó la cuenta en X de la flotilla.

Las naves de Sumud, que zarparon desde Barcelona con el objetivo de romper el cerco israelí a la Franja de Gaza y llevar su solidaridad al pueblo palestino, se toparon en el Mar Mediterráneo -entre Sicilia y Túnez- con un barco de la Mediterranean Shipping Company (MSC) que tendría como destinos los puertos de Ashdod y Haifa, en Israel.

Desde su cuenta en X, Pablo Giachello (diputado bonaerense electo del Partido Obrero-Frente de Izquierda), integrante de la delegación argentina de la flotilla, señaló: “hicimos un piquete marítimo contra la empresa MSC, que lleva insumos para sostener a Israel. En tierra y en mar: los mejores, los únicos, los métodos piqueteros”, parafraseando la canción de Las Manos de Filippi.

La valiente acción de la flotilla contrasta con el comportamiento infame del presidente Javier Milei, que se encuentra de visita en Israel para ratificar su alianza con el Estado sionista, responsable del genocidio en Gaza, la invasión del Líbano y la agresión contra Irán.

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20/04/2026

¡Abajo al bloqueo criminal contra Cuba! ¡Solidaridad con el pueblo trabajador cubano!

Campaña Independiente de Solidaridad Obrera y Estudiantil con Cuba

Estados Unidos agudizó el bloqueo y busca recolonizar a Cuba

El bloqueo con el que desde hace décadas el imperialismo yanqui asfixia a Cuba se ha profundizado con las criminales medidas tomadas por el gobierno de Donald Trump prohibiendo bajo amenaza a terceros países el suministro de petróleo a la isla.

Como si el planeta fuera un dominio colonial yanqui, esta gangsteril imposición imperialista busca sitiar a Cuba para obligar al gobierno cubano a optar entre capitular o enfrentar un estallido desesperado que abra el camino de la contrarrevolución.

Los gobiernos “progresistas” de Sheinbaum, Lula y Petro se han sometido a las órdenes de Trump y Marco Rubio y han dejado de enviar petróleo, que es lo que realmente necesita Cuba en primer lugar para enfrentar la aguda crisis energética.

Desde hace meses Cuba no recibe una gota de petróleo.

Este sitio a Cuba, como la guerra genocida contra Palestina, el secuestro de Nicolás Maduro y su reemplazo por el gobierno títere de Delcy Rodríguez o la guerra contra Irán, forma parte de una ofensiva del imperialismo yanqui para intentar revertir la decadencia de su hegemonía a escala mundial.

En el contexto de esa ofensiva pretenden recolonizar Cuba como parte de una política para convertir a toda América Latina en un protectorado colonial yanqui.

Somos críticos del gobierno cubano, del programa de reformas de mercado y de promoción del turismo de lujo como salida para Cuba y de su impacto en el crecimiento de la desigualdad y el deterioro de los servicios sociales conquistados por el pueblo trabajador cubano.

Así como somos críticos de la gestión burocrática económica y política del país que ha venido deteriorando la situación de las mayorías trabajadoras y de su opresión burocrática en todos los terrenos.

Defendemos el derecho de los trabajadores y el pueblo cubano a manifestarse por sus derechos.

Pero no por eso perdemos de vista que la solución no es la recolonización yanqui de Cuba ni que se hagan del poder los gusanos de Miami que están apoyando el bloqueo criminal.

La solución no es volver a la Cuba del analfabetismo, de la tuberculosis y del latifundio.

La solución no es restituir los negocios del gusanaje de Miami cuyo principal lobbysta es el propio secretario de Estado Marco Rubio,

La solución no es volver a la condición de prostíbulo y casino del imperialismo yanqui.

La solución es defender la independencia de Cuba que solo puede garantizar un verdadero gobierno de la clase trabajadora que planifique la economía de manera democrática.

¡La recolonización yanqui de Cuba sólo agravará las penurias y las injusticias que sufre la clase trabajadora cubana!

Es el pueblo trabajador cubano el que debe decidir su propio destino.

¡Abajo el cerco imperialista yanqui contra Cuba!

¡Impongamos a los gobiernos latinoamericanos, en particular a Sheinbaum, Lula y Petro el envío de petróleo a Cuba contra las órdenes de Trump!

¡Sólo el pueblo trabajador cubano tiene derecho a decidir el destino de Cuba!

Organizaciones coordinadoras:

Partido Obrero
Partido de los Trabajadores Socialistas
Izquierda Socialista
Nuevo MAS
Corriente Obrera Revolucionaria
Autodeterminación y Libertad
Organización Socialista de los Trabajadores

Apoya desde la isla: Comunistas de Cuba

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20/04/2026

Milei se pavonea en el Estado genocida de Israel

En el comienzo de su gira, ratificó su apoyo a la guerra contra Irán y Líbano.

Otra puesta en escena musical de Milei, esta vez en Israel

El presidente argentino Javier Milei arribó este domingo 19 a Israel para ratificar su alianza con el Estado sionista. Allí recibió numerosas condecoraciones y hasta se dio el gusto de interpretar "Libre" -la canción popularizada por el tempranamente fallecido cantante español Nino Bravo- durante un ensayo preparativo de las celebraciones del aniversario de fundación del Estado de Israel (ver foto).

El mandatario participó el domingo de un encuentro junto al embajador estadounidense en Israel, Mike Huckabee, y el primer ministro israelí, Benjamin Netanyahu, sobre quien pesa una orden de captura de la Corte Internacional de Justicia por crímenes de lesa humanidad, debido al genocidio en la Franja de Gaza. Entre “flores, aplausos, abrazos y bromas”, según detalla la enviada del diario La Nación, Milei volvió a respaldar la guerra de Estados Unidos e Israel contra Irán y Líbano, que ya dejó miles de muertos y un millón de desplazados. También se entrevistó con el presidente Isaac Herzog.

Al día siguiente, en la recepción de un doctorado Honoris Causa en la Universidad de Bar-Ilan, el mandatario sostuvo que “con determinadas culturas no vamos a poder convivir. Porque nosotros defendemos la vida y ellos nos van a querer matar”. Con este planteo, el presidente dio un aval tácito al accionar de Israel en Gaza y sus agresiones en la región (Cisjordania, Líbano, Siria, Irán y Yemen). Ya en discursos anteriores, el presidente había apelado a esta misma línea discursiva maniquea, que ubica, por un lado, a la civilización occidental judeocristiana, con sus supuestos valores liberales y democráticos, y del otro al terrorismo, el mal, la dictadura, el desprecio por la vida, etc. Basta con decir que, en su discurso en la Universidad de Bar-Ilan, Milei llamó a Marx “satánico”.

En el mundo del revés del presidente, los “defensores de la vida” son los que defienden el genocidio del pueblo palestino y el régimen social capitalista, que conduce a la humanidad a la guerra, el hambre, la catástrofe ambiental, la desigualdad social creciente y el envilecimiento humano.

En términos más concretos, el afianzamiento de la relación incluyó hasta ahora los siguientes anuncios:

Un nuevo convenio “contra el terrorismo”, que reforzará la persecución contra los críticos del gobierno e Israel;

La promesa de trasladar la embajada argentina a Jerusalén “apenas las condiciones lo permitan”;

El establecimiento de un vuelo directo Buenos Aires-Tel Aviv, a cargo de la aerolínea estatal israelí El Al;

Créditos por 150 millones de dólares “para apoyar a las empresas israelíes que operan en Argentina” (textual del canciller Pablo Quirno);

Un memorándum de entendimiento en inteligencia artificial.

Milei volvió a insistir con los acuerdos de Isaac, una línea de alianza con Israel para Latinoamérica que copia el modelo de los acuerdos de Abraham, por medio de los cuales algunos Estados árabes (Marruecos, Emiratos y Bahréin) normalizaron vínculos con el Estado sionista.

Antes de volver a la Argentina, Milei participará de las celebraciones por un nuevo aniversario de la fundación del Estado de Israel, en 1948, que implicó el desplazamiento de 700 mil palestinos de sus hogares. A partir de ese momento, la colonización territorial y el desplazamiento de los palestinos continuaron de manera incesante.

Mientras Milei recibe toda clase de distinciones en Israel, la flotilla global Sumud continúa su travesía hacia Gaza por el Mar Mediterráneo. Está integrada por una delegación argentina, con referentes de la izquierda y organizaciones populares, que es la contracara del comportamiento infame del presidente argentino.

Como planteó el Comité Argentino de Solidaridad con el Pueblo Palestino en su última movilización a Plaza de Mayo, decimos: no al genocidio en Gaza. Abajo la agresión imperialista-sionista contra Irán y Líbano. No al alineamiento de Milei con Estados Unidos e Israel.

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18/04/2026

Israel-Líbano: un “cese al fuego” con trampa

Los ataques israelíes a Líbano dejaron más de mil muertos

El presidente estadounidense Donald Trump se jactó en sus redes sociales de ser el facilitador del cese al fuego entre Israel y Líbano, pactado este jueves 17. Funcionarios de ambos países se habían reunido a comienzos de esta semana en la Casa Blanca, y están pautados nuevos encuentros.

Al momento de entrar en vigor la tregua, eran más de mil los muertos por los bombardeos israelíes sobre Líbano y un millón los desplazados, lo que equivale a casi un quinto de la población libanesa. Funcionarios israelíes amenazaron con transformar los suburbios de Beirut en una nueva Gaza e Israel amplió su ocupación territorial en el sur, hasta el río Litani.

El frente libanés forma parte de la guerra de Estados Unidos e Israel contra Irán. Tras el asesinato del ayatollah Ali Khamenei, a fines de febrero, la organización chiíta libanesa Hezbollah retomó sus lanzamientos aéreos contra el norte israelí, y Tel Aviv lanzó su nueva cruzada contra el país vecino.

El cese al fuego es tramposo. Israel mantiene su ocupación en el sur y, según la agencia Reuters, se reserva el derecho a acciones de “autodefensa”, formulación en la que puede escudarse para emprender nuevas operaciones. De hecho, el ejército libanés denunció bombardeos israelíes con la tregua en vigencia. Además, Israel quiere impedir que los desplazados del sur vuelvan a sus hogares (a efectos de lo cual dinamitó los puentes sobre el Litani), lo cual plantea una incógnita sobre la tregua, ya que muchos están intentando regresar por estas horas.

Otra trampa es que el acuerdo fue suscripto por los gobiernos de Israel y Líbano, bajo mediación yanqui, excluyendo a Hezbollah, que es precisamente la organización que se enfrenta militarmente a Israel. La organización libanesa sostuvo en un comunicado que “mantiene el dedo en el gatillo” ante cualquier ataque israelí y cuestionó que Israel no se retire del sur. Las negociaciones entre los gobiernos de Israel y Líbano para un acuerdo más general tienen como punto central el desarme de Hezbollah. El gobierno libanés, a cargo de Joseph Aoun (un cristiano maronita), se comprometió a lograrlo desde que asumió el mando, lo que muestra su tendencia a contemporizar con el imperialismo y el sionismo.

El “cese al fuego” libanés recuerda a las treguas previas del Líbano (en 2024) y Gaza (octubre de 2025). En ambos casos, Israel incumplió compromisos básicos, mantuvo su ocupación territorial y asesinó a centenares de personas. A pesar de todo, algunos alcaldes del norte israelí cuestionaron a Netanyahu por firmar la tregua, lo que muestra el belicismo al que han llegado las autoridades israelíes.

La tregua libanesa se conecta con la “tregua principal”, la que suscribieron Estados Unidos e Irán. Teherán dejó en claro que el cese al fuego quedaba comprometido si persistían las agresiones contra Líbano. Por ello, el patrocinio yanqui del acuerdo Israel-Líbano apunta, seguramente, a despejar ese obstáculo. No obstante, mientras no se descartan nuevas negociaciones entre la Casa Blanca y Teherán en Pakistán, tras el fracaso de la primera ronda de conversaciones, Trump está enviando más militares a la zona y estableció su propio bloqueo al estrecho de Ormuz como factores de presión.

Estados Unidos se vio arrastrado a la mesa de negociaciones porque encontró una resistencia impensada a su guerra de sometimiento de Irán. El cierre del estrecho de Ormuz por parte de Teherán, en particular, se reveló como la llave del conflicto, con grandes repercusiones negativas para la economía mundial. El régimen iraní liberó la arteria marítima este viernes, pero retomó el bloqueo apenas horas más tarde ante la falta de reciprocidad de Trump, lo que volvió a mostrar la precariedad de la tregua en vigor y la inestabilidad que caracteriza la situación.

La derrota de la guerra imperialista-sionista contra Irán y Líbano sería una victoria de los pueblos del mundo.

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16/04/2026

Thiago Ávila: “nuestras embarcaciones tienen la tarea de ser útiles a la causa palestina”

El coordinador de la flotilla global Sumud habló con Prensa Obrera.

El gobierno de Milei impidió el ingreso de Avila a la Argentina

En diálogo con Prensa Obrera desde Barcelona, donde hace pocos días partió la flotilla global Sumud con destino a la Franja de Gaza, el brasileño Thiago Avila –uno de los coordinadores de la misión- se refirió a los objetivos del viaje y al gobierno de Javier Milei, que impidió su ingreso a la Argentina para participar de una actividad junto a argentinos que integran el contingente naval.

Avila calificó al gobierno de Milei como “un problema temporario” del pueblo argentino. “Tener un gobierno que se enorgullece de ser tratado como un perro de lujo de Trump es una vergüenza, pero no es culpa del pueblo argentino, que está en las calles luchando contra ese gobierno horrible, y ese problema temporario pasará”, desenvolvió.

Milei se proclamó en Nueva York como “el presidente más sionista del mundo” y prepara un nuevo viaje a Israel, donde podría anunciar el traslado de la embajada argentina a Jerusalén. Asimismo, respaldó la guerra de Estados Unidos e Israel contra Irán y Líbano.

Avila señaló que la flotilla, integrada por decenas de embarcaciones y referentes de decenas de países (incluyendo más de diez argentinos), atiende al llamado a la solidaridad del pueblo palestino, y que busca ser útil a esa causa. Israel bloquea el ingreso de productos esenciales a la Franja de Gaza, y la flotilla Sumud aspira a romper ese cerco genocida.

Avila señaló, por último, que “Gaza es del pueblo palestino”, y no de criminales de guerra como Donald Trump o el primer ministro israelí, Benjamin Netanyahu.

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15/04/2026

Estados Unidos flexibiliza sanciones a Venezuela, pero para asegurar sus negocios

La presidenta Delcy Rodríguez, junto a referentes de Chevron

A través de dos recientes resoluciones, la Oficina de Control de Activos en el Extranjero (Ofac, por sus siglas en inglés) de los Estados Unidos flexibilizó las sanciones que pesan sobre Venezuela. Una de dichas resoluciones habilita las transacciones con el Banco Central de Venezuela y otras entidades bancarias estatales. La otra, autoriza a empresas a negociar contratos comerciales y a participar en licitaciones abiertas por el gobierno venezolano.

Por medio de este esquema, la Casa Blanca busca incentivar y facilitar las inversiones extranjeras en Venezuela y afianzar su dominio económico sobre la nación caribeña, tras la invasión militar de enero en que fue secuestrado el presidente Nicolás Maduro. El presidente estadounidense, Donald Trump, señaló en más de una ocasión su intención de controlar el petróleo venezolano (las mayores reservas de crudo del mundo). Una de sus primeras decisiones, tras el derrocamiento de Maduro, fue suscribir un acuerdo con su sucesora, Delcy Rodríguez, para la compra de 50 millones de barriles de petróleo. Los fondos fueron a parar a una cuenta supervisada por la Casa Blanca. Poco después, Trump encabezó un encuentro con los principales referentes de la industria petrolera estadounidense, donde los instó a invertir 100 mil millones de dólares para reactivar la industria petrolera venezolana.

El gobierno de Rodríguez es una pieza de este operativo. La presidenta defiende públicamente la necesidad de reformas que lleven "seguridad jurídica" a los inversores. Su gobierno, además, impulsó una reforma de la ley de hidrocarburos que avanza en una reprivatización del sector, iniciada ya bajo el gobierno de Maduro. Dicha reforma modifica el artículo 22, que establecía que la exploración, extracción, recolección, transporte y almacenamiento eran actividades reservadas al Estado y las compañías con una participación estatal mayor al 50%. A partir de ahora, se habilita a las privadas a ejercer dichas actividades, e incluso a comercializar el crudo. A su vez, en el caso de las empresas mixtas, los socios privados podrán asumir un rol operativo mayor. Para mayor seguridad de las petroleras, inclusive, se habilitó la figura de un “arbitraje independiente” para la resolución de controversias, lo que sería una referencia velada a los tribunales internacionales.

Rodríguez participó este lunes de una reunión con referentes de Chevron (ver foto), que, tras la aprobación de la nueva ley de hidrocarburos, amplió su participación en algunos proyectos compartidos con el Estado venezolano. La reactivación de la industria petrolera venezolana tiene aún mayor interés para Estados Unidos ante la guerra en Medio Oriente. Sin embargo, exige enormes inversiones previas. El economista José Toro Hardy, dedicado a temas petroleros, calcula que son necesarios entre 100 y 150 mil millones de dólares para ello, ya que, entre otras cuestiones, se requeriría la reconstrucción de la infraestructura energética (Banca y Negocios, 14/4). Por el momento, las grandes petroleras exigen garantías y no se apuran en hacer grandes desembolsos.

En el caso de la minería, la Asamblea Nacional también aprobó por unanimidad -a comienzos de mes- una reforma que favorece el desembarco del capital extranjero en el sector. Se habilitan concesiones de hasta 30 años. Un mes antes de la votación, Rodríguez se había reunido con inversores mineros y funcionarios estadounidenses. No solo se trata del potencial aurífero de Venezuela, sino de sus tierras raras, que hoy son fuente de disputa a nivel mundial. Organizaciones ambientales advirtieron sobre el impacto negativo que podrían tener estas modificaciones en zonas hasta ahora protegidas de la selva amazónica y reservas indígenas.

En medio de todo este operativo, que incluye la posibilidad de un regreso de Venezuela al FMI, la oposición proimperialista capitaneada por María Corina Machado asegura que el interinato de Rodríguez quedó vencido y reclama la convocatoria a elecciones. Sin embargo, de momento, Trump no considera que Machado reúna las condiciones políticas para hacerse cargo del mando, por lo que trata de vehiculizar sus intereses a través de Rodríguez.

La ofensiva del imperialismo en América Latina, que tiene su expresión más aguda en Venezuela y Cuba, pero cuyo alcance es general, exige la movilización y la lucha de los trabajadores y los explotados de todo el continente.

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Resumen de las notas que publicamos desde el inicio de la huelga general adaptado por Tribuna Disca
15/04/2026

Las elecciones en Hungría, más allá del humo mediático

Peter Magyar, ganador de las elecciones húngaras

Las elecciones húngaras de este domingo 12 arrojaron una severa derrota del primer ministro ultraderechista Viktor Orban, en el cargo desde 2010. En una elección polarizada, su partido, el Fidesz, obtuvo casi el 40% de los votos y 56 escaños, casi 80 menos que en las elecciones anteriores. En cambio, su rival, Peter Magyar, otro conservador, exfuncionario de Orban hasta hace dos años, superó el 50% de los votos y consiguió 136 bancas (más de dos tercios del total) con su partido Tisza, lo que le asegura su coronación como jefe de Estado.

Los comicios estuvieron marcados por una fuerte disputa entre el gobierno húngaro y la Unión Europea (UE). A fines de enero, Ucrania cerró –alegando un ataque militar ruso- el oleoducto Druzhba, que transporta petróleo desde Rusia a Hungría. Como represalia, Budapest trabó en el Consejo Europeo la aprobación de un préstamo por 90 mil millones de euros en apoyo a Kiev.

Si bien Hungría integra el bloque europeo y la Otan, Orban evitó –debido a la dependencia húngara de los combustibles rusos- plegarse al apoyo militar a Ucrania contra Rusia. Desde entonces, los cruces entre Budapest y Bruselas, de un lado, y entre Orban y el presidente ucraniano, Volodomir Zelensky, del otro, no hicieron más que crecer. La UE retiene fondos comunitarios para Hungría por un total de 17 mil millones de euros, cuya ejecución condiciona al disciplinamiento húngaro, mientras Budapest saca provecho de su poder de veto como miembro del Consejo Europeo, lo que ya le trajo más de un dolor de cabeza a Bruselas.

La descarada intromisión de Estados Unidos, la Unión Europea y Rusia detrás de alguno de los dos principales candidatos revela los grandes intereses en juego en estas elecciones. El vice norteamericano J.D. Vance arribó a Hungría en la recta final de la campaña para apuntalar a Orban. Trump y el derrotado primer ministro húngaro no solo comparten una agenda política reaccionaria (cercenamiento de libertades democráticas, ataque a los migrantes y a las diversidades sexuales, apoyo al genocidio del pueblo palestino) y la Conferencia Política de Acción Conservadora (cuya última edición se celebró hace pocas semanas en Budapest, con la presencia de Milei), sino que, para la Casa Blanca, Orban era útil como cuña al interior de la UE, con la que el magnate viene protagonizando distintos enfrentamientos.

Por su parte, la UE, tan proclive a denunciar la injerencia rusa en otras elecciones continentales, no le fue en zaga a estadounidenses y rusos en su intervención. No solo por el apoyo directo a Magyar, sino por agitar durante la campaña electoral la remodelación del mecanismo de aprobación de iniciativas en los organismos europeos (para sortear el veto húngaro), la amenaza de un mayor congelamiento de fondos, y hasta la expulsión de Hungría del bloque si Orban era reelecto.

La victoria de Magyar, asimismo, refuerza el bando de los conservadores europeos que están en contra de pactar con formaciones de extrema derecha, un dilema que está presente en ese espacio político. El desenlace electoral de Hungría da aire a quienes rechazan a acuerdos con la ultraderecha. La discusión es esencial porque de esos pactos depende que esos partidos conservadores puedan, en algunos casos, formar gobierno o ser parte de coaliciones. Esta deliberación da cuenta de la profunda división que existe en este universo de fuerzas en Europa. Por ahora, los partidos conservadores que no pactan con la extrema derecha (Alemania, Polonia, Portugal) lideran sus gobiernos. Sus contendientes como Forzar Italia, (en el gobierno de Giorgia Meloni) no tienen la misma gravitación. De conjunto se puede señalar que la derrota de Orban es un golpe a la ultraderecha mundial, incluido EEUU, si tenemos en cuenta el apoyo que Orban recibió del propio Trump y de las fuerzas conservadores yanquis alineadas con el magnate republicano.

Magyar: no todo lo que reluce es oro

En una elección dominada por variantes de derecha (la tercera fuerza, el Movimiento Nuestra Patria, también pertenece a ese espectro político), Magyar logró capitalizar el descontento con quince años de gobierno de Orban, especialmente ante el alza en el costo de vida. Según Financial Times, Hungría acumula la inflación más alta del bloque desde 2020, con precios que subieron un 57%, casi el doble que el promedio del bloque.

Los grandes medios de comunicación presentaron a Magyar como el representante de los valores democráticos europeos frente al autoritarismo de Orban, haciendo caso omiso de la injerencia de la UE en el proceso electoral y el pasado del dirigente de Tisza como funcionario del primer ministro ultraderechista. No era esta, en realidad, una puja entre democracia y autoritarismo, sino entre los intereses cruzados de distintos sectores del imperialismo y el Kremlin.

Las elecciones húngaras implican un revés para Trump y Putin, pero Magyar no es exactamente un peón de Bruselas. La plataforma del candidato ganador promete mejorar las relaciones con la UE, pero no anticipa cambios en el posicionamiento de Hungría respecto a la guerra en Ucrania. Con respecto a la reducción de la dependencia de los combustibles rusos, traza metas lejanas en el tiempo, no antes de 2035.

Esta orientación ya se dejó ver en las primeras declaraciones del ganador posteriores a los comicios. Por un lado, Magyar anunció que levantará el veto húngaro al plan de apoyo a Ucrania. Pero, por otro, enfrió las expectativas de un divorcio con el Kremlin. “Rusia seguirá estando ahí y Hungría también. Tendremos que buscar la forma de convivir”, dijo.

En un cuadro internacional marcado por la profundización de las tendencias a la guerra, el equilibrio que promete Magyar es una ilusión.

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15/04/2026

Fraudes, crisis y descomposición en las elecciones peruanas

Organizarse para resistir la ofensiva antidemocrática y avanzar hacia la construcción de un partido independiente de las clases dominantes

Las elecciones peruanas se desarrollaron el 12 de abril

Tal como habíamos alertado la semana pasada, las elecciones de este pasado domingo 12 de abril evidenciaron un marcado proceso de descomposición del Estado peruano y de su clase dirigente.

La presentación de ¡36 listas! de candidatos a presidente -con sus respectivas listas para senadores y diputados nacionales y cargos provinciales- no era manifestación de un exceso de democracia, sino de un vergonzoso arribismo electoralista para usufructuar los dineros del presupuesto estatal. El pueblo peruano vio un proceso electoral de creación de listas y cambio de lugares de diputados que entraron al parlamento hace largos años por un partido y ahora iban nominados por otro o fundaban siglas nuevas para tratar de continuarse.

Antes de que termine la jornada electoral del domingo, ya Rafael López Aliaga (ultraderechista, Renovación Popular) denunciaba que había habido fraude en contra suya.

Las encuestas en boca de urna, se dice que bastante precisas, daban un triunfo con solo el 16% de los votos a Keiko Fujimori (la derechosa hija del dictador Alberto Fujimori, Poder Popular), mientras que Aliaga caía a menos del 11%. En toda la larga campaña electoral de varios meses, los encuestadores informaban que las preferencias se repartirían en una segunda vuelta entre Keiko Fujimori y López Aliaga: la derecha dominaba el panorama electoral. Las elecciones se realizaron bajo el Estado de Emergencia, que tenía militarizada la capital (Lima) y varias regiones del Perú; con el presidente constitucional elegido (Pedro Castillo) destituido por un golpe y preso; con la manipulación de los poderes estatales (justicia, parlamento, etc.) colocando en puestos clave a personeros derechistas, etc. Incluso con una “reforma constitucional” que no fue votada, ni aprobada, por una Asamblea Constituyente elegida por el sufragio popular, sino por el parlamento fantoche que destituyó a Pedro Castillo y que tuvo el tupé de imponer un nuevo poder: la formación de un Senado. Se pasó de un régimen Unicameral a uno Bicameral, con diversas prerrogativas antipopulares. Pasadas 48 horas de la finalización del proceso eleccionario recién se llevaban contabilizadas menos del 60% de las urnas y la justicia electoral habilitó la extensión de la votación -para el lunes 13- de más de 200 mesas en Lima porque miles de ciudadanos no pudieron ejercer su derecho al voto, por problemas “organizativas” en la constitución de las mismas. La Junta Electoral que habilitó este procedimiento para Lima, donde la derecha tiene más fuerza, no lo extendió al interior con peso decisivo de las comunidades indígenas.

Pero en la nota de la semana pasada, señalábamos que al finalizar la etapa de encuestas preelectorales “se destacaba Roberto Sánchez Palomino (Juntos Por el Perú, JPP) que había saltado del 3 a casi el 9%”. Este se presentó como continuador político del detenido Pedro Castillo. Había recibido el apoyo explícito del mismo, que le regaló el sombrero de ala ancha que lo caracterizó en la campaña electoral, donde ganó, en el 2021. En una audiencia judicial, realizada la semana previa a las elecciones, donde tuvo que asistir Castillo, para defenderse de las acusaciones que lo mantienen preso, usó el micrófono para llamar a votar de Roberto Sánchez (que fue inmediatamente cortado por las autoridades). Las encuestas en boca de urna, del domingo, colocaban a Sánchez Palomino en el segundo lugar con más del 12% de los votos. Pasando, por lo tanto, a segunda vuelta contra Keiko Fujimori. En muchas zonas de predominancia indígena (Amazonas, Ayacucho, Apurimac, etc.) estaba en primer lugar con el 29% de los votos.

Pero… el pataleo de López Aliaga ¿tuvo eco? Los datos parciales que fue lanzando la Junta Electoral lo colocaron nuevamente en la segunda posición con más del 13% de los votos. Bajándolo a Roberto Sánchez a menos del 9%. Sin embargo el diario El País de España (14/4) afirma que estos datos no son fiables. Explica “que el segundo puesto de Rafael López Aliaga no es aún definitivo”. De hecho, con cada actualización que van informando las autoridades electorales, esta preeminencia se achica: “Quienes creen que ya es una tendencia irreversible no consideran que en el caso de López Aliaga ya entraron sus bases más fuertes”, en los cómputos electorales. El analista “llama a prestar atención a Roberto Sánchez, el candidato de la izquierda. Su nombre está cuarto, con el 8,7% de los votos, pero su fortaleza está en las zonas rurales más rezagadas en el escrutinio, las mismas que en 2021 dieron el triunfo a Castillo”.

En la nota de la semana pasada habíamos hecho notar que “la emergencia de la lista de JPP (…) ha puesto nerviosos a varios centros de poder. Keiko Fujimori se había adelantado planteando la necesidad de combatir a la izquierda, promoviendo una segunda vuelta entre ella y López Aliaga”.

En esa nota hacíamos una semblanza de la trayectoria de Roberto Sánchez. Este que ahora se empoderó con el apoyo de Pedro Castillo, cuando se votó su destitución en la Unicameral, no se opuso: se abstuvo. Sus planteamientos son genéricos, bastante lejos de los que levantó Castillo en aquella oportunidad. Y ahora, frente a la potenciación de su candidatura y las maniobras que se vienen haciendo en su contra, ha puesto paños fríos. Afirma que frente a las agresiones y acusaciones se mantiene en calma: “Hoy, solo por usar este sombrero (el de ala ancha de Pedro Castillo) me han mentado la madre, me han dicho de todo, yo no he respondido. Pero eso debe acabarse. Nosotros queremos un Perú sin enemigos, sin discriminación, con reconocimiento a nuestra identidad plurinacional. Queremos una república que deje de ser fallida como dicen los académicos. Estamos contentos y serenos”. No se trata de estar sereno y calmado: la identidad de la mayoría del pueblo indígena y trabajador no necesita versos y declaraciones, sino la imposición de derechos. Reforma agraria integral; sistema previsional público a cargo de la clase patronal, eliminando las financieras que se roban los ahorros del pueblo; expropiación de la industria minera y puesta bajo gestión y control obrero; eliminar a los mercaderes de la salud y la educación, sistema estatal único, con presupuesto, hospitalario y educativo; nacionalización de la banca y el comercio exterior. Con estas medidas se podrá blanquear a todos los trabajadores hoy precarizados y sin elementales derechos.

Más allá de cómo continúe este recuento electoral, que tiene su segunda vuelta el próximo 7 de junio, ya los resultados legislativos, indican una gran dispersión de bancadas. Keiko Fujimori tendría solo unos 22 diputados, sobre 130 que se eligen. Si ella se termina imponiendo y llegara a la presidencia (es la cuarta vez que lo intenta y pierde en los ballotages) tendría una débil base parlamentaria.

Ante las versiones que circulan de manipulación del resultado, nos pronunciamos contra el fraude. Y, lo fundamental, es hora de agrupar a la vasta vanguardia de lucha de trabajadores, campesinos y estudiantes en la constitución de un partido revolucionario que tenga por objetivo estratégico la lucha por un gobierno obrero y campesino para el Perú. En las marchas, el pueblo canta la consigna: “Esta no es democracia”. Tiene razón, una auténtica democracia será impuesta solo por un gobierno obrero y campesino.

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14/04/2026

Fracaso del alto al fuego: y ahora, ¿qué se viene?

Las conversaciones entre Estados Unidos e Irán no arribaron a un acuerdo.

Estados Unidos anunció un bloqueo al Estrecho de Ormuz

Tras una maratónica sesión que duró prácticamente un día, las conversaciones directas entre Washington y Teherán fracasaron. Esto era de esperar. La delegación yanqui se retiró y volvió a amenazar con nuevas y crecientes represalias si Irán no se doblegaba. A nadie puede tomar por sorpresa este desenlace si partimos del carácter absolutamente precario de la tregua. Por lo pronto, estrictamente no podemos hablar de un cese al fuego desde el momento que Israel siguió bombardeando el Líbano en mayor magnitud y virulencia inclusive que en la etapa previa. Nunca se detuvo tampoco con la incursión terrestre. Este punto fue uno de los mayores focos de tensión. La delegación iraní planteó que el alto al fuego incluía también al Líbano. De este no había ninguna duda como se encargaron de corroborarlo los mediadores paquistaníes.

Los dos puntos de ruptura que se han publicitado fueron el programa nuclear iraní y el Estrecho de Ormuz. Washington exigió un compromiso vinculante de que Irán no desarrollará armas atómicas. “Teherán rechazó esa condición, reiterando que su programa es de uso civil, pese a que antes de la guerra enriquecía uranio a niveles muy por encima de cualquier aplicación pacífica y obstruía sistemáticamente la labor de los inspectores internacionales. Irán exigió además el reconocimiento de su control sobre el Estrecho de Ormuz —por el que transita el 20% del suministro mundial de crudo— y el fin de todos los combates en la región” (Innova, 12/4).

Estados Unidos dispuso una suerte de “segundo bloqueo”, en el estrecho de Ormuz. Las fuerzas militares norteamericanas, apostadas en la zona, impedirán la circulación fluvial a todos los barcos que tengan Irán como origen o destino, con la amenaza de interceptar aquellos que naveguen por el golfo Pérsico, el golfo de Omán y el mar Arábigo al este del corredor. En otras palabras, replicar, pero en sentido inverso a lo que viene haciendo Irán, procurando infligirle un golpe al régimen y jaquear su economía teniendo en cuenta que sus principales fuentes de recursos provienen de sus exportaciones de crudo y otros productos que se comercializan por esa vía de comunicación.

El primer ministro israelí, Benjamin Netanyahu, ha apoyado la decisión de Trump de imponer estas restricciones en el paso, destacando la “constante coordinación” entre ambos aliados. Irán ha respondido a esta provocación y ha señalado que “ningún puerto del golfo Pérsico o del golfo de Omán seguiría siendo seguro si los puertos iraníes se vieran amenazados. En paralelo, Hezbollah ha pedido al gobierno del Líbano que cancele la reunión de mañana con Israel para negociar un alto el fuego en el país” (El País, 13/4). El ejército israelí ha matado a 2.090 personas, y herido a 6.700 y ha ocupado gran parte del sur del país. Entre las víctimas se cuentan 166 menores fallecidos y 648 heridos.

La Unión Europea ha defendido “la necesidad de adaptar la cooperación internacional a nuevas amenazas” y “de reforzar los instrumentos multilaterales existentes” para proteger rutas comerciales globales, pero “ha comunicado que no se involucrarán en el bloqueo de Trump y ofrecen intervenir únicamente cuando acabe el conflicto” (ídem). Una decisión que aumentará las tensiones en la alianza y los choques y fisuras al interior de la Otan.

Estados Unidos en su laberinto

El colapso de las conversaciones obviamente abre las puertas a un agravamiento del conflicto bélico. Pero en este estadio, el mayor perdedor probablemente sea Estados Unidos. Por supuesto, sería un error subestimar el alcance de la represalia dispuesta por la Casa Blanca. Pero, contradictoriamente, las medidas dispuestas por Trump señalan el atolladero en que se encuentra Estados Unidos, pues en lugar de abrir, acentúa el cierre del estrecho de Ormuz y amenaza prolongarlo en el tiempo, que era una de los puntos críticos y urgentes que Washington pretendía revertir y que fue uno de los principales motivos que llevaron a Trump a explorar un acuerdo y promover conversaciones con Teherán.

El hecho de apelar a este recurso indica que, al menos por el momento, Trump ha desechado la opción de una invasión terrestre. Aunque no se debe descartar que EEUU profundice en forma unilateral la ruptura de la tregua con nuevas y traicioneras intervenciones como hizo veces anteriores.  La prensa internacional ha destacado que el Pentágono y el alto mando militar son reacios a esta opción, poniendo severamente en tela de juicio la eficacia de la misma. La reticencia tiene razones por cierto fundadas si tenemos en cuenta el fracaso en experiencias previas como Irak y Afganistán y con anterioridad Vietnam. E incluso, las versiones de que en torno al rescate del piloto norteamericano se intentó colocar una “cabeza de playa” en territorio iraní que fue abandonada por el costo de “pérdidas” que estaba sufriendo y la falta de intervención de posibles aliados (facciones kurdas, etc.).   Las tensiones con la cúpula castrense arrancan desde del inicio de la guerra: los militares desaconsejaron ir a una escalada, lo cual les costó la cabeza a varios de sus jefes más encumbrados.

Las idas y vueltas, las marchas y contramarchas expresan una dinámica contradictoria en que está envuelto el imperialismo. La ofensiva norteamericana no es un capricho y un acto discrecional del magante, sino que obedece a una crisis de fondo del capitalismo estadounidense y a su declive histórico que Estados Unidos pretende remontar apelando a este medio. Este hecho revela el agotamiento del régimen capitalista, cuya principal potencia ya no puede resolver sus contradicciones a través de la competencia y los mecanismos económicos habituales de la acumulación capitalista, sino que tienen que recurrir al uso de la fuerza. Pero este camino, lejos de ser un terreno despejado, tropieza con escollos que terminan en muchos casos siendo insuperables.

Es arbitrario señalar que Washington fue empujado a la guerra por Israel. El régimen sionista tiene un principal interés en promover la guerra y ha sido y es un factor activo para su desarrollo. Pero el actor principal es Estados Unidos, Israel oficia como aliado subordinado al imperialismo en el Medio Oriente, en esa medida, como una punta de lanza de Washington en la región. El potencial militar que hoy ostenta el régimen sionista no puede hacer perder de vista que ese potencial se sustenta en el sostenimiento estratégico que le brinda Estados Unidos, como lo es el escudo antimisiles, la inteligencia satelital, el reabastecimiento de combustibles de los aviones norteamericanos en pleno vuelo a la aviación israelí y otras tareas cruciales. El ataque de Israel ha prosperado porque cuenta con el guiño y luz verde de Washington y eso es así porque es funcional a la escalada global en la que está embarcado el imperialismo que apunta a un rediseño del planeta a su medida y en función de sus necesidades.

Salto en la crisis capitalista

Lo cierto es que es que un alargamiento del conflicto amenaza llevar a la economía mundial a un descalabro. En el mejor de los casos, ingresaríamos en un escenario de “stagflation” (estancamiento con inflación). Ya el FMI ha revisado sus pronósticos de crecimiento a la baja que está combinado con un salto en la variación de los precios. En Estados Unidos se estima que podría trepar al 4 por ciento.

El precio del petróleo ha visto superar los 100 dólares y eso tiene un efecto sobre otros derivados. La escasez en insumos llega al 20 por ciento también al gas natural, 30 por ciento para el helio y el amoníaco y podría llegar al 50 por ciento para la urea, que es uno de los insumos cruciales que se usa para la elaboración de los fertilizantes.

Una prolongación en el tiempo de la guerra podría ir más lejos y tener consecuencias apocalípticas y precipitar una depresión mundial. Precios superiores a los 150 dólares del petróleo significarían un caos económico. Nunca antes el mundo había entrado en una crisis de ningún tipo con déficit y niveles de deuda tan elevados. Basta tener presente que en la crisis del petróleo de los 70, los déficits promedios eran del 2 por ciento y ahora se ha más que duplicado y las deudas de las principales economías has pasado el 20 al 100 por ciento. Una paralización de la actividad económica, afectaría seriamente el sistema financiero, en momentos en que ya en la actualidad asistimos a una crisis de la deuda, tanto pública como privada. Ni siquiera se han salvado los bonos del Tesoro norteamericano que en el pasado oficiaban en medio de las crisis como un activo de refugio y que en la actualidad se vienen depreciando. Esto va de la mano con un incremento de la tasa de interés al calor del recrudecimiento inflacionario lo cual echa más leña al fuego a las tendencias recesivas que asoman en el horizonte inmediato.

Perspectivas

Hay una coincidencia bastante generalizada que una prolongación de la guerra por varias semanas más podría provocar un daño de largo aliento en la infraestructura energética, cuyos efectos podrían hacer sentir durante varios años.

Todos esto factores son los que explican el laberinto en que está enredado Trump, acosado también cada vez en forma más agobiante en el frente interno. Sus índices de popularidad han descendido notablemente y muy probablemente enfrente una derrota en las elecciones de noviembre de medio término. El descontento de la población crece mientras el galón de gasolina ha aumentado un 25 por ciento y simultáneamente crecen también las protestas multitudinarias, como la de finales de marzo que reunió en las calles a 8 millones de personas.

En este contexto, ocupa un lugar más importante y determinante la derrota del imperialismo y el sionismo en Irán. Un fracaso de la ofensiva en curso sería a una bocanada de aire fresco para los explotados y naciones oprimidas. Pondrá de relieve que Estados Unidos e Israel no son invencibles, que se los puede doblegar. Torcerle el brazo en la guerra contra Irán sería relevante para Gaza que viene enfrentando el Plan de Paz y en general para todos los países de Medio Oriente. Sería un acicate para los pueblos que viene resistiendo la escalada imperialista, entre los cuales hay que incluir América Latina. Sería un estímulo para el pueblo norteamericano para desembarazarse de Trump y, por supuesto, también un estímulo en Argentina para asestarle un golpe a Milei que actúa como chirolita del magnate norteamericano. Ha trascendido que Milei piensa viajar a Israel a reunirse con Netanyahu, antes de fin de mes, donde anunciaría el traslado de la embajada argentina a Jerusalén, apoyando la política anexionista sionista, para darle aire al presidente genocida. La “tregua” se usaría para apoyar a Netanyahu. En Argentina es fundamental organizar la protesta contra este accionar de apoyo a la guerra imperialista.

Redoblemos la movilización internacional.

¡No al cierre de Fate Argentina! Por la reincorporación de los 920 trabajadores despedidos
Pronunciamiento internacional con centenares de firmas. -
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13/04/2026

Suteba, en un plan de lucha administrativo y clandestino

Las últimas medidas fueron presentaciones administrativas, lejos de ser acciones de lucha

En las últimas semanas la conducción celeste-violeta de Suteba dejó dos noticias para destacar. Primero, realizó reclamos mediante presentaciones en jefaturas distritales, a raíz de medidas del gobernador bonaerense Axel Kicillof contra el derecho a licencias. A la siguiente semana, realizó una concentración en la Secretaría de Trabajo de Nación en el marco de la paritaria nacional.

Lo primero a destacar es que sobre estas dos medidas solo se enteraron los que fueron. No existió ninguna instancia de debate o convocatoria a estas acciones. Es decir, fueron clandestinas. En segundo lugar, fueron presentaciones administrativas, lejos de ser acciones de lucha.

Lo cierto es que esta conducción no reclama nada a Kicillof. Este mes solicitó que se adelante dos días la fecha de cobro porque los docentes no llegan a fin de mes, pedido que el “amigo de los docentes” ninguneó completamente. En relación al reclamo por modificaciones en la carga de licencias, solo se respetó lo que corresponde por estatuto; el gobernador viene manoseando el régimen de licencia por la vía tecnológica: “el sistema” determina los días de licencia, no lo indicado por el profesional. Ahora pretendía desconocer el plazo de 48hs para cargar una licencia. Más allá del recule en esto, la incertidumbre en el otorgamiento de una licencia es la regla, no se sabe si está aprobada en tiempo y forma, si se va a respetar los días, si va a agotar más días absorbiendo días no laborables como tales, etc.

A nivel nacional, la conducción no efectúa un plan de lucha contra la motosierra de Milei. En un contexto donde tres provincias están en plan de lucha (Córdoba, Santa Cruz, Río Negro), y donde la Multicolor en la provincia de Buenos Aires y Ademys en Caba salen a enfrentar los ajustes locales. La motosierra de Milei en educación desgarra las vestiduras de la burocracia celeste-violeta solo de palabras.

El afán por querer mostrarse frente a la docencia como una conducción que lucha responde a que vienen las elecciones en Suteba y luego Ctera. Mientras los sueldos oscilan entre la indigencia y la pobreza, la sobrecarga laboral agudiza la destrucción educativa y una lista interminable de reclamos nacionales y provinciales.

La Multicolor es una gran protagonista de la lucha docente sobre la base de la democracia sindical y la independencia política, tenemos que sacar a la Celeste-Violeta del Suteba este 13 de mayo.

Por un Suteba de les docentes y no de los gobiernos, el 13 de mayo votá a la Multicolor
Para defender el salario y las condiciones de trabajo de lxs docentes. -
prensaobrera.com

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13/04/2026

173 días de incumplimiento de la Ley de Financiamiento Universitario: ¿qué plan de lucha necesitamos para lograr su aplicación?

Imagen de archivo: clase pública en Plaza de Mayo

Efectivamente van al momento de escribir esta nota 173 días desde que se incumple la Ley de Financiamiento Universitario, conquistada con planes de lucha desde 2024. Superando el veto presidencial y con fallos a favor, debería haber sido aplicada y los salarios de docentes y no docentes haber sido recompuestos de acuerdo a la pérdida con respecto a la inflación, lo mismo que un aumento sustancial en las becas estudiantiles. Hoy no sólo ni siquiera fue reglamentada sino que el gobierno envió hace un par de semanas un nuevo proyecto que en los hechos anula sus aspectos principales en cuanto a lo salarial y a las becas para los alumnos.

Si bien el gobierno presenta al nuevo proyecto como una “modificación” para adecuarlo a las exigencias de la política del déficit cero, es un paso más que da el gobierno en el vaciamiento de la educación superior, estatal, pública y gratuita.

Hoy un profesor universitario que trabaja las mismas horas que un maestro de grado  de jornada simple y hasta con 10 años de antigüedad, no llega a $500.000. Los preuniversitarios ganan un 30% menos que un docente de secundaria de Caba. De acuerdo a la ley conquistada, hoy el gobierno  debería pagar un aumento del 48.8% para docentes y no docentes y aumentar significativamente las becas estudiantiles. En cambio, el nuevo proyecto plantea pagar un 12,3% en tres cuotas, la última en setiembre. Y dispone el resto verlo en paritarias sin ningún compromiso de actualización como sí establece la ley, lo que significa que se compromete a seguir la misma política que ha tenido durante todos estos meses de gobierno: negativa de paritarias y con cada “aumento” decretado, mayor pérdida de nuestros bolsillos con respecto a la inflación.  

El argumento de que la Ley de Financiamiento Universitario  es la destrucción del déficit cero es falso. Sólo implicaría un 0,23% del PBI, nada de nada. Como en muchas otras medidas antiobreras y contra la educación y la salud pública, Milei rechaza ese “gasto” mientras impone cambios, como el vaciamiento del Anses a favor de las patronales que quieran despedir trabajadores o las rebajas de impuestos a grandes capitales, que desfinancian al Estado.

O el aumento del 123% a los ministros, que se ve que no pueden competir con el avance patrimonial de Adorni, uno de los tantos escándalos de corrupción que repugnan a la población y golpean al gobierno.

Sin embargo, no es sólo Milei y su gabinete. Como ha trascendido en medios de prensa el nuevo proyecto fue consensuado con gran parte del CIN (Consejo Interuniversitario Nacional, que agrupa a los rectores de las universidades públicas), tanto del ala radical como del PJ. No es casual que justamente lo único rescatable del nuevo proyecto es el artículo que determina que las universidades con hospitales (UBA, La Plata, Córdoba, Mendoza, Tucumán y Rosario) recibirán $80.000 millones.

Con estos datos no llama la atención que en sus primeras declaraciones como presidente del CIN, el Dr. Bartolacci, ex rector de la UNR (Universidad Nacional de Rosario), haya llamado a mantener las aulas llenas y a buscar caminos de diálogo, lo que suena raro con alguien que  descalifica a la universidad pública desde que asumió. Igual actitud tomaron otros, entre ellos el rector y el vicerrector de la UBA, quienes, además, hacia fines de marzo emitieron un comunicado amenazando con realizar descuentos a todos aquellos docentes de las escuelas y colegios preuniversitarios que hicieran paro. ¿Será que la UBA pretende aplicar la esencialidad que la propia justicia decretó ilegal?  Lo que sí es seguro es que mientras el gobierno no cumple, las autoridades de la UBA, como las de la universidad de Mendoza, castigan a la docencia que pelea por lo que les corresponde.

Es ley y el gobierno debe cumplir

La Ley de Financiamiento Universitario pasó por la Cámara de Diputados y la de senadores. Fue aprobada en ambas. Luego vetada por el Poder Ejecutivo, vetos que fueron rechazados por los 2/3 en ambas cámaras. Así, el Congreso Nacional la votó cuatro veces. Pero además, en un intento de maniobra, el gobierno introdujo en el Presupuesto nacional un capítulo, el 11°, que anulaba la ley. También la Cámara de Diputados votó en contra de ese capítulo, quedando por fuera del presupuesto nacional. O sea: 5 veces ratificada.  

La ley, además, ya cuenta con dos fallos, en primera y segunda instancia, de la Cámara Federal en lo Contencioso Administrativo, que han determinado que el gobierno debe aplicarla.

Por supuesto, en ambos casos, fue fundamental la presión en las calles y en las aulas para que el mismo Parlamento que acaba de entregar el agua de nuestro pueblo, o la misma Justicia que se acomoda a los requerimientos del poder, reafirmara de una manera u otra la justeza de nuestro reclamo. 

A pesar de esto, siguen pasando los días, nuestros bolsillos vaciándose y la ley no se aplica. Por eso reclamamos que el CIN exija a la justicia que ejecute la aplicación. Y a las federaciones un plan de lucha decidido para ganar.

Cómo lograrlo

El 2025 cerró con un claro balance en el activismo: las medidas aisladas y descoordinadas  nos debilitan, desorganizan y desmoralizan.

Por eso desde febrero de este año  la Naranja Nacional impulsó en todo el país la necesidad de un paro por tiempo indeterminado, con acciones junto a los estudiantes y una nueva gran marcha nacional. Cuando un gobierno te debe un aumento en tu salario del 50%, lo que equivale a haber trabajado desde diciembre de 2023 alrededor de 11 meses sin cobrar, la medida que se impone no puede ser la misma de siempre, que por otra parte demostró no lograr mover de su negativa al gobierno.

Con este balance y esta posición participamos en cada asamblea  tanto en Conadu como en Conadu Histórica, recogiendo en la mayoría de ellas el apoyo de amplios sectores. Así fue que en la UBA, se impuso en las asambleas de AGD UBA, por unanimidad, este planteo siendo hoy el único sindicato que lo viene desarrollando. Pero también tuvo masivo apoyo en preuniversitarios de Córdoba, en La Plata, en Luján,  en Salta, Jujuy, Comahue, Bahía Blanca y en muchas asambleas del conurbano que votaron mandatos de paro por tiempo indeterminado hacia los plenarios y congresos de la Conadu y Conaduh.

Esta posición choca con la parálisis del Frente de Gremios Universitarios que salvo alguna medida aislada no tomó ninguna iniciativa de conjunto.  Por el contrario, a pesar de todas las noticias respecto al apoyo que desde miembros del propio consejo de rectores se daba al proyecto del gobierno contra la Ley de Financiamiento Universitario, siguió a la rastra de las patronales universitarias. Así, continuaron con la misma política y acción de descomprimir que tuvieron durante todo el conflicto. Tampoco al día de hoy han sacado la convocatoria a una marcha nacional, reclamo unánime de la docencia.

La Conadu, que junto a la Histórica tiene la mayoría de la representación docente, intentó disimular su inmovilización con carpas blancas itinerantes, que tuvieron cero incidencia en todo el país.  Chocaron así con asambleas muy numerosas que, incluso en la de  la Jauretche, sindicato al que pertenece la secretaria general, habían resuelto medidas de continuidad del paro. A pesar de ellas, y de la respuesta en inmensas concentraciones en La Plata, numerosas asambleas con mandato de continuidad, el último plenario ratificó una medida recién para fines de abril. En la UBA su gremio de base, Feduba, ni siquiera cumplió las medidas aisladas que llamó la federación, alineándose claramente con los gremios afines al Rectorado Apuba y Aduba. 

UTE/Ctera, con representación parcial solo en los colegios preuniversitarios de la UBA, actúan, al igual que Fedun en todo el país, como agentes de las patronales universitarias.

Fatun, federación no docente, convoca a un mísero paro por semana. En la UBA su gremio de base, Apuba, rompió con la federación y al igual que Aduba (Fedun), actúan como voceros y ejecutores de las decisiones del rector hacia docentes y no docentes.  

En el caso de la Conadu Histórica, desde la conducción se siguió detrás del ritmo impuesto por el Frente de Gremios,  priorizando una unidad montada sobre la base de no dar una pelea decidida para conquistar lo que nos deben. Este fue el debate que, además de darse en asambleas de base, llegó a sus congresos donde 1/3 del mismo se pronunció por medidas de continuidad. En el último, finalmente, si bien perdió la moción de paro por tiempo indeterminado,  se convocó a parar en la semana del 13 de abril, además de la de fin de mes.

Una estrategia diferente

En AGD UBA, conducida por la Naranja, impulsamos en asambleas y reuniones de nuestros organismos, la línea que planteamos a nivel nacional, y que fue apoyada por toda la mesa ejecutiva, mayoría y minoría. También votamos proponer a la Conadu Histórica que se ponga a la cabeza del conflicto organizando la continuidad de la lucha frente a la defección del resto de las federaciones. Para eso propusimos que nuestra federación convoque a un plenario o encuentro a todos los sindicatos de cualquier federación, a todos los activistas y sectores dispuestos a impulsar un plan de lucha hasta ganar, que se aplique la ley  y nos paguen lo que corresponde. Nuestra propuesta fue rechazada; intentamos convocar desde nuestro sindicato pero al momento los sindicatos de base que coinciden con el planteo no nos han respondido.

Mientras, la bronca y  el hartazgo siguen. Lo mismo que las renuncias  - hoy más de 10.000 en total- y pedidos de licencia o de reducción de dedicación. Se están vaciando los equipos de docencias, investigación y extensión, produciendo un deterioro que será muy difícil recuperar.  Todo esto se manifestó en cada asamblea general o por unidad que convocamos desde AGD UBA, fundamentalmente en las facultades cuya docencia vive del trabajo universitario, como Exactas o Filo, o CBC y en las escuelas preuniversitarias. Con diferencias entre las distintas unidades académicas al día de hoy seguimos sin volver a las aulas y con anormalidad áulica, manteniendo también contacto con nuestros estudiantes que en su mayoría se han sumado a todas las actividades propuestas.

Además del paro, clases públicas, sentadas, abrazos, semaforazos, asambleas intergremiales, charlas temáticas, realizamos dos actividades centrales. Clases públicas en la casa de Adorni y una jornada universitaria en Plaza de Mayo, ésta junto a ATE Conicet Caba. Ambas con amplísima convocatoria que nos permitieron reinstalar el conflicto universitario como eje político, contrastando quienes defendemos a la universidad pública con el gobierno sostenido por corruptos.

Todas estas acciones demostraron que sigue vigente la unidad de docentes y estudiantes, quienes junto a los no docentes somos la garantía de defensa de una universidad abierta al conjunto de la población frente a un gobierno que pretende aniquilarla en función de intereses mercantilistas y privatistas. En esto enfrentamos a las burocracias sindicales y estudiantiles  y a las autoridades universitarias  que, o avalan, o dejan que el gobierno avance.

Más que nunca, ahora

Pero el gobierno está en su peor momento. Con un plan económico que se le hunde por todos lados y carcomido por las denuncias de corrupción. Tenemos que poner el pie en el acelerador para que su proyecto de modificación de la ley, que desconoce la deuda, no avance. La población puede apoyar  masivamente, como en 2024.

El hastío de las bases docentes y no docentes está llegando a oídos de las propias direcciones y autoridades. El CIN acaba de convocar para este miércoles una jornada de universidades abiertas 24 horas que más se parece a un paro a la japonesa o a la Noche de los Museos, una medida con la que intenta demostrar que algo hacen mientras siguen dando tiempo a Milei. Todo un contraste con la medida de paro que está convocando para esta misma semana AGD UBA y toda la Conadu Histórica. Más que nunca insistamos en medidas de lucha contundentes y acciones de visibilización junto a nuestros estudiantes. La tercera marcha universitaria es urgente,  no puede pasar de principios de mayo.

Llevemos estas posiciones y debates a cada asamblea para torcer el brazo a los que dilatan o traicionan. En defensa de la universidad pública y sus trabajadores y estudiantes.

Desde la agrupación nacional Naranja de docentes e investigadores impulsamos la necesidad de un plenario de delegados y activistas docentes que delibere cómo organizarnos para desenvolver el plan de lucha para que se aplique la ley.

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13/04/2026

Charla debate y presentación del libro "Cuba una historia crítica", en Villa Madero

De Frank García Hernández.

Luis Brunetto y Frank García Hernández

Este 10 de abril en el Centro Cultural Mariano Ferreyra de Villa Madero, tuvo lugar la presentación del libro Cuba una historia crítica, de Frank García Hernández, con la presencia del autor,  y de nuestro compañero de la Comisión Internacional del PO Luis Brunetto. A la presentación moderada por  Alejandro Palestrini asistieron más de  40 personas, entre ellas nuestra compañera diputada nacional Romina Del Plá.

Por casi dos horas se repasaron y remarcaron los puntos convergentes y divergentes respecto al libro en particular y a la revolución cubana en general, y luego el público formuló una serie de preguntas, que dieron lugar a un interesante debate.

En principio, Brunetto resaltó la importancia del libro en cuanto a que se trata de la primera historia de la revolución cubana elaborada desde la perspectiva de la izquierda crítica cubana. Por otro lado, puso el foco en que el desenvolvimiento de la revolución cubana ha confirmado la Tesis elaborada por León Trotsky en su “Teoría de la Revolución Permanente”. El gran acierto del libro escrito por Frank –sostuvo- es el de haber interpretado el proceso revolucionario cubano con las claves de la revolución permanente. La radicalización de ese proceso, propulsada por la resolución del problema agrario, y ante la incapacidad de las burguesías nacionales de enfrentar al imperialismo, conduce a la transformación de la revolución en revolución socialista.

En esta misma línea, Frank García da cuenta de la radicalización del mismo Fidel Castro, quien reconoció a poco tiempo del triunfo revolucionario -en un discurso ocultado por varios años y del que el autor pudo disponer como fuente- que él no era comunista antes de la revolución. Brunetto había  sostenido ya en su intervención que la revelación de este discurso de Fidel es uno de los principales aportes historiográficos del libro.

Frank describió también la evolución del proceso de escritura del libro al calor de la crisis cubana y la evolución tanto personal como de los compañeros de su organización, Comunistas de Cuba, quienes demandaban la necesidad de contar con una historia de la revolución cubana crítica y marxista, puesto que las nuevas generaciones de cubanos solo pueden acercarse a una historia desde la perspectiva oficial elaborada por la burocracia o la historia contada desde Miami, a la que los cubanos residentes en la isla denominan “cubanología”. También en relación al proceso de escritura, señaló también que Brunetto fue uno de los primeros en conocer el borrador original del libro y en realizar sugerencias y aportes sobre diversas cuestiones de la temática.

A la hora del debate las preguntas y respuestas ocuparon la mayor parte del tiempo de la presentación, dando lugar a debates entre los expositores y el público, se repasaron diversos temas relacionados con la revolución cubana que podríamos resumir en: ¿A dónde va Cuba?, el papel internacionalista jugado o no por la revolución cubana, el impacto de la revolución cubana en América Latina y el mundo, entre otras tantas temáticas.

Por último, Frank destacó que su anterior visita al Centro Cultural Mariano Ferreyra tuvo impacto en la redacción del libro. Las preguntas que le formulamos en aquella ocasión le hicieron dar cuenta que había una diferencia en cómo pensaba el trotskismo el que se acercó al marxismo en Cuba y nosotros que veníamos de una formación en un país capitalista y bajo otras características.

Desde el Centro Cultural Mariano Ferreyra, entendemos que este tipo de encuentros no solo sirven a la formación de los y las militantes, sino que acercan a la periferia y contactos del partido a participar de un debate y al local. Esperamos nuevamente a Frank para nuevos debates y presentaciones.

Revolución cubana, revolución permanente - En Defensa del Marxismo
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13/04/2026

Insisten con penalizar el "delito" de denunciar violencias contra las infancias y adolescencias

La senadora Carolina Losada (UCR Santa Fe)

El proyecto de ley de Carolina Losada (UCR de Santa Fe) contra quienes denuncian violencia de género o violencias contras las infancias, volvió a ser refritado en el Senado de la Nación y acaba de alzarse nuevamente, tras perder estado parlamentario el año pasado, con un dictamen de las comisiones de justicia y asuntos penales. Eso significa que el proyecto está listo para tratarse en el recinto si se decidiera incorporarlo al temario de una sesión y eventualmente podría convertirse en media sanción.

El mismo busca incorporar al Código Penal un nuevo instrumento de criminalización de quienes se animan a denunciar delitos que son una verdadera plaga en nuestra sociedad, como ocurre con los abusos en las infancias y adolescencias. El proyecto propone la modificación de 3 artículos del Código Penal (245, 275 y 277) para agravar las penas por falsas denuncias en general (actualmente de prisión de 2 meses a 1 año o multa, que pasarían a ser de 1 a 3 años), e incorpora un agravante que eleva la pena de 3 a 6 años “si la falsa denuncia ante la autoridad fuera en el contexto de delitos de violencia de género o contra menores de edad o contra la integridad sexual”. La misma cláusula diferencial se aplica para los testigos, peritos o intérpretes que afirmen una falsedad en denuncias de este tipo, o para el delito de encubrimiento también en estas causas específicamente. En todos los casos, los excluye de la exención de responsabilidad debido al vínculo familiar.

Estadísticas matan relato

Según Unicef, sobre investigaciones con base mundial, regionalmente 1 de cada 5 niñas y 1 de cada 7 niños experimentarán alguna forma de violencia sexual. En el 80% de los casos, los abusos y violencias contra las infancias se producen al interior de las familias. En nuestro país, un informe de la Oficina de Violencia Doméstica de la Corte Suprema de Justicia de la Nación (OVD), revela que en el primer trimestre de 2025 se recibieron 712 denuncias por las que resultaron afectados 958 niñas, niños y adolescentes (NNyA) por situaciones de violencia doméstica -un promedio de 11 por día.

Por otro lado, según un estudio del Equipo Latinoamercano de Justicia y Género (ELA), que compendia distintos relevamientos, a nivel mundial las denuncias falsas en casos de violencia de género representan menos del 1%, según datos de ONU Mujeres de 2024. En cuanto a la Argentina, y según datos elaborados en 2025 por el Consejo de la Magistratura, menos del 3% de las denuncias penales serían falsas, y se vinculan principalmente con delitos económicos.

A ello se suma que, entre los delitos violentos, el menos denunciado es la ofensa sexual, con una tasa de denuncia del 12,5%. Es decir, el 88% de quienes lo sufrieron no denunciaron, según la Encuesta Nacional de Victimización realizada por el Indec en 2017. El 40 por ciento de las víctimas de violencia sexual son niñas, niños y adolescentes.

Lo que muestra el verdadero rostro de este proyecto es el hecho de que los agravantes que propone para las falsas denuncias por motivos de género conducen a que haya penas más severas para estos hechos que las contempladas actualmente por el artículo 119 del Código Penal, que establece la pena de 1 a 4 años a quien cometiere un abuso sexual.

Lejos de sanear una problemática tan grave y tan extendida, lo que busca este proyecto es, por un lado, desviar la atención de los graves problemas que enfrenta la población, y al mismo tiempo, perpetuar el abuso en las infancias y la impunidad y persecución contra quienes se animan a denunciar en la justicia, que son mayormente las madres protectoras. A ellas ya se las criminaliza con el falso e inexistente “Síndrome de Alienación Parental” (SAP) -que ha sido ampliamente rechazado por la comunidad científica por carecer de todo fundamento- para negar los derechos de las infancias y estigmatizarlas como “mentirosas”, “fabuladoras”, “manipuladoras”.

Un instrumento penal para silenciar y perseguir a quienes denuncian la barbarie

No se trata simplemente de jerarquizar en el sistema penal un instrumento que ya se utiliza bajo distintas modalidades (actualmente a las madres protectoras se las persigue mayormente bajo la figura de “impedimento de contacto” -por querer preservar a sus hijos frente a familiares abusadores y violentos). El objetivo es sobre todo utilizar al Código Penal como un “aleccionador” para toda la sociedad, a la que buscan moldear en función de un modelo familiar donde se impone la sumisión y la resignación ante la autoridad y las peores lacras y atropellos. Ese silenciamiento dentro del ámbito más íntimo de la familia, educa en principios funcionales al capitalismo a lo largo de toda una vida: son los patrones de conducta que se deben repetir frente al patrón, al policía o al gobernante.

Al enfocarse únicamente en casos de “falsas denuncias” que involucran violencia por razones de género, la reforma refuerza prejuicios discriminatorios sobre las mujeres y suma una barrera adicional para el acceso a la justicia -que constituye un verdadero laberinto de dificultades. Según estadísticas de ONGs, un 25% de las mujeres que realizan denuncias por violencia de género terminan siendo asesinadas; esto, tras acudir a los distintos poderes del Estado en busca de ayuda –sin ser atendidas. Ni hablar de la desprotección para los niños, niñas y adolescentes que sufren o sufrieron abusos y violencias.

No estamos frente a una preocupación genuina por las denuncias falsas, sino ante una manipulación del problema. Las falsas denuncias existen y el delito ya está tipificado en el Código Penal. Lo único que se incorpora es la saña contra las infancias violentadas y quienes las protegen.

El proyecto no se preocupa, ni por asomo, por la ausencia de una investigación judicial rápida y efectiva en los casos de una falsa denuncia en éste o en cualquier otro ámbito. Esto nunca es recogido por los integrantes de esta campaña reaccionaria, con la que se busca amordazar a los chicos abusados. Mucho menos aborda la proliferación de las falsas denuncias por parte de la policía, que es denunciada a diario por detenciones arbitrarias y abusos de todo orden para proteger a los cabecillas de las bandas narco y el delito organizado.

Enfrentemos esta campaña reaccionaria

Este tema de las supuestas “faltas denuncias” cuando se trata de violencia de género y violencia contra niños y niñas, fue parte de la agenda que defendió fuertemente el ex ministro de justicia del gobierno de Milei, Mariano Cúneo Libarona, quien llegó incluso a participar de una reunión de la comisión de mujeres y diversidades en Diputados escoltado por una patota de defensores de pedófilos y abusadores -ocasión en la que salió duramente al cruce nuestra compañera Vanina Biasi.

Antes de Losada, fue Lilia Lemoine la que presentó una iniciativa parlamentaria muy similar en Diputados en 2024. Luego el tema apareció como uno de los artículos que introducía el mega proyecto de reforma del Código Penal impulsado por Patricia Bullrich: un compendio reaccionario de más de 900 artículos para reforzar el poder del Estado con un punitivismo exacerbado destinado a la criminalización de las y los trabajadores y el cercenamiento de las libertades democráticas.

La defensa de este proyecto por parte de Bullrich, que se hizo presente en el debate en comisiones en calidad de jefa del bloque de La Libertad Avanza (LLA), evidencia que solo tenemos sobre la mesa una saña particular contra mujeres, niñas y niños: ella precisamente es una ejecutora serial de falsas denuncias, que tuvo presos ¡3 meses! por supuesto delito de sedición a manifestantes contra la Ley Bases, que acusa con pruebas truchas a compañeros que sostienen comedores populares como ocurre con el Polo Obrero, o que acusa al feminismo por las mujeres que pierden la vida en situaciones de violencia machista.

Si bien son funcionarios o legisladores cercanos al gobierno liber facho los que más lejos quieren avanzar con este proyecto, buscando consagrar en el Código Penal un instrumento para reforzar la criminalización de quienes denuncian y protegen a víctimas de abusos y violencias en las infancias y adolescencias, lo cierto es que dentro del sistema judicial esta práctica ya impera hace años bajo el amparo de todos los gobiernos, sean del signo político que sean, y lo mismo vemos actualmente en las provincias. Casos como la persecución judicial a la mamá de Arcoiris (La Rioja) o la mamá de Luna (CABA), entre tantísimos otros a lo largo y ancho del país, dan crudo testimonio del enorme peso del lobby de defensores de pedófilos dentro del Poder Judicial de nuestro país.

Este proyecto forma parte de una campaña reaccionaria que debe ser denunciada y enfrentada, en todos los ámbitos del debate público y en las calles, en defensa de las infancias y las madres protectoras.

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13/04/2026

La Celeste-Magenta del Suteba Lomas de Zamora se rompió: ¡Vamos con la Multicolor!

La Magenta y la Escarlata son la expresión local de una orientación de parálisis y entrega

La expresión de la lista Celeste provincial de Roberto Baradel y María Laura Torre en Lomas de Zamora, la lista Magenta, sufrió un desprendimiento de un sector de integrantes de la actual conducción del Suteba Lomas, dando lugar a la formación de la lista “Escarlata”.

La división no se produce por diferencias o críticas a la política gremial de la Celeste, que ha llevado nuestro salario a niveles de pobreza, empeorado nuestras condiciones laborales, y que ha dejado pasar los ataques de Milei a la educación pública, a nuestro derecho a huelga, entre otros puntos, sin ningún plan de lucha. Lo que generó la ruptura es la “disputa” por ocupar cargos en el Estado. Algo que no nos sorprende, porque la integración de la Celeste en el gobierno de Kicillof, no es solo de una subordinación política profunda al gobernador, sino que tiene expresión material; la burocracia sindical celeste está efectivamente de los dos lados del mostrador. En las redes sociales la docencia de Lomas puede observar una ida y vuelta entre integrantes de ambas listas en donde priman las chicanas y acusaciones de entrega  y la ausencia total de una política que se ponga del lado de los docentes.

El 13 de mayo, cuando la docencia de Lomas vaya a votar, se va a encontrar con tres listas, pero dos políticas bien diferenciadas. Por un lado, la Magenta y la Escarlata son la expresión local de una orientación de parálisis y entrega, que tuvo estos años a Baradel como cara principal, pero que en estas elecciones buscará ser reemplazada por María Laura Torre, que es la continuidad de la misma política; por esa razón hasta hace poco tiempo en las asambleas criticaban a la Multicolor y votaban juntos.

No se puede dejar de mencionar que esta ruptura es un debilitamiento objetivo para la lista Magenta. De hecho, hicieron todo lo posible para que la Escarlata no se pueda presentar, porque saben que les saca votos, en un cuadro de creciente descontento docente, que en Lomas se expresa con altísima adhesión a los paros provinciales convocados por la Multicolor; de una mayor bronca que recorre las escuelas, debido a la sobrecarga laboral, al pluriempleo y a la miseria salarial. La Escarlata, por su parte, no puede despegarse de haber integrado esta conducción entreguista de los derechos docentes durante tantísimos años.

¿Por qué votar a la Multicolor en Lomas y en toda la provincia?

Porque los docentes necesitamos un Suteba independiente de los gobiernos, para luchar por un salario igual a la canasta familiar, para terminar con el pluriempleo y la precarización laboral, así como con la sobrecarga laboral, y por la defensa del Ioma y el IPS, entre otros puntos. Pero también para reclamar por el SAE y por infraestructura, no solo al gobierno nacional y provincial sino también al municipal.

Un Suteba que defienda a los docentes, por eso tenemos una lista compuesta por luchadoras y luchadores docentes reconocidos como Sandra Fresco, candidata a Secretaria General de Lomas, que es docente de danza en primarias; Dalia Vázquez, maestra; y Miguel Pallarols, de larga trayectoria en la lucha docente, entre otros compañeros organizadores de sus escuelas y referentes de la Multicolor en el distrito.

La lista Multicolor de Lomas de Zamora representa una política diferente y tiene una oportunidad para mostrarse como un canal de organización y lucha, que se exprese este 13 de mayo en la urnas, con el objetivo de tener un Suteba independiente de todos los gobiernos, que sea instrumento de lucha y deliberación democrática de toda la docencia. Para pelear por un salario igual a la canasta familiar, para terminar con el pluriempleo -hoy necesario para llegar a fin de mes- y con la sobrecarga laboral.

¡Sumate a la campaña, vota y fiscaliza para la Multicolor!

Por un Suteba de les docentes y no de los gobiernos, el 13 de mayo votá a la Multicolor
Para defender el salario y las condiciones de trabajo de lxs docentes. -
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13/04/2026

Rosario: por la reincorporación inmediata de Melina Gutiérrez

Delegada de ATE en el Policlínico del Pami de esa ciudad, sufre persecución gremial.

El despido de Melina es un golpe que busca debilitar la resistencia dentro del Pami

Melina Gutiérrez es delegada de ATE en el Policlínico Pami de Rosario. Ella, junto a sus compañeros, otros delegados, y organizaciones de jubilados son quienes han llevado adelante la denuncia del plan de vaciamiento del gobierno nacional contra el Pami.

Al recorte de las cápitas y el progresivo pase de la atención hacia el sector privado se ha sumado la persecución gremial y el despido. Esta política no es ajena al gobierno provincial de Maximiliano Pullaro, que tiene procesados a cinco compañeros por haber participado en la marcha de repudio a la reforma previsional impuesta en Santa Fe.

Frente a quienes piden que se deje de robar la plata del Pami, del Iapos y Anses hay un especial ensañamiento. El despido de Melina es una represalia a ella y una advertencia a quienes encabezan los reclamos.

La derivación de cápitas al sector privado implica un vaciamiento en el propio funcionamiento del Policlínico y a poner en peligro otros puestos de trabajo. El desvío de prestaciones hacia el sector privado coloca al Pami en el lugar de los negociados que nada tienen que ver con las necesidades de los propios jubilados.

 El despido de Melina es un golpe que busca debilitar la resistencia dentro del Pami.

El control de los y las trabajadores activos y jubilados de las cajas es una consigna que se hace imprescindible.

Desde el Plenario de Trabajadores Jubilados, todos los miércoles, seguimos reclamando por un aumento del 100% de la mínima, la defensa del 82% móvil, la restitución del 100% de los medicamentos, garantizar todas las prestaciones y la restitución de la moratoria.

Por un plan de lucha, una acción  general que ponga freno y termine con la política de exterminio de Milei y los gobernadores. 

El robo del gobierno de Milei a los jubilados y cómo enfrentarlo
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13/04/2026

El robo del gobierno de Milei a los jubilados y cómo enfrentarlo

Charla con Nora Biaggio en Vicente López.

Beto

Concurrieron jubilados que poseen gran representación en la lucha del distrito

Sabemos que, desde el comienzo de su gobierno, Milei ha descargado sin piedad la motosierra sobre las jubilaciones y pensiones. Esto ha llegado al punto de querer usufructuar los fondos de la Anses, pagando las indemnizaciones de los trabajadores despedidos a través de un fondo llamado Fondo de Asistencia Laboral (FAL) que transfiere fondos de los jubilados al sector privado y permite así a las patronales despedir a sus trabajadores sin costos. A este saqueo hay que agregar la suspensión de la entrega de medicamentos gratuitos por el Pami y la restricción en todas las prestaciones de salud que quedarán reducidas a poco más que oncología y diabetes. En este marco y dentro del cuadro de lucha de los jubilados contra esta política criminal, nos dimos cita con Nora Biaggio en una charla con jubilados de Vicente López.

La charla se desenvolvió en forma amena. Concurrieron jubilados que poseen gran representación en la lucha del distrito, que son además quienes se movilizan a la quinta presidencial de Olivos todos los miércoles como lo hacen sus compañeros en el Congreso. Muchos de ellos ya vienen de participar mucho antes en asambleas y manifestaciones de vecinos contra la Ley Bases y contra todas las políticas de Milei en contra de la salud, la educación, las jubilaciones e incluso el trabajo.

Comenzamos con la premisa de que “el Estado es el que vive de los jubilados” y no al revés, explicando que, desde el inicio, el Estado se apropió del manejo de la caja jubilatoria, metiendo mano para pagar vencimientos de deuda externa o hacerse de sus recursos para afrontar las diferentes crisis de todos los gobiernos. Por otra parte, recordamos cómo las jubilaciones privadas terminaron en la quiebra dejando un fondo que entonces carecía de valor, con bonos, acciones y papeles y que ahora que generan rentabilidad el gobierno se lo quiere apropiar, para garantizar la subsistencia del Estado y continuar la bicicleta financiera que mantiene el déficit fiscal y la fuga de capitales. Nora hizo una crónica minuciosa de cómo todos los gobiernos de la democracia se sirvieron de la caja de los jubilados y subrayó que el aporte de los trabajadores -o sea, la retención de una parte del salario para usar cuando el trabajador deje de trabajar- es un “salario diferido” y no una ayuda o asistencia social como lo quieren hacer ver.

Nora valoró las movilizaciones de los jubilados todos los miércoles en quinta de Olivos como un aporte a la lucha general de los jubilados, así como la importancia de la extensión de los lugares de concentración, que facilita, por la cercanía, la participación de los jubilados en las marchas.

Entre los “Jubilados de la Quinta de Olivos” había independientes y miembros de algunas corrientes políticas, así como del Plenario de Trabajadores Jubilados. Hubo preguntas, aportes y disensos que enriquecieron la actividad y algunos se mostraron muy entusiastas y fortalecidos por la exposición clarificadora de Nora Biaggio.

Vale decir que quedan relaciones para fortalecer las actividades que vienen desarrollando los jubilados, como la de asistir a la puerta de fábrica de Fate y sumarse a la convocatoria de la marcha del Sutna de día 14/4 en Plaza de Mayo a las 16hs y a la concentración del día miércoles 15/4 en la sede de Pami a las 11hs en Corrientes 655.

Al retirarse, los jubilados firmaron el petitorio que exige frenar la política de Milei contra los jubilados con un pliego de reivindicaciones que adjuntamos.

PETITORIO:

BASTA DE JUBILADOS EN LA INDIGENCIA Y EN LA POBREZA

Aumento inmediato de los haberes previsionales hasta llegar a la canasta básica del adulto mayor para la mínima y proporcional en toda la escala.

  • Basta de vaciamiento de Anses y de las cajas provinciales.
  • Anulación del Fondo de Asistencia Laboral (pago de los despidos con los fondos jubilatorios)
  • Derogación de la Ley Laboral.
  • Todos los trabajadores en blanco
  • No a los despidos y cierres
  • Uso del Fondo de Garantía de Sustentabilidad para los jubilados y pensionados
  • Transferencia de los fondos previsionales adeudados por Nación a las 13 provincias con caja propia.
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12/04/2026

¡Zarpó la flotilla global Sumud desde Barcelona!

Intentará romper el bloqueo israelí contra la Franja de Gaza.

Una importante delegación argentina integra la flotilla

Este domingo 12 zarpó desde Barcelona la flotilla global Sumud, que intentará romper el bloqueo del Estado de Israel contra la Franja de Gaza. Con más de 70 naves, la flotilla cuenta con representantes de decenas de países.

La delegación argentina está integrada por referentes del Frente de Izquierda como Pablo Giachello (diputado bonaerense electo del Partido Obrero), Celeste Fierro, Mónica Schlotthauer y Ezequiel Peressini. También participan la abogada Victoria Pi de la Serra y los periodistas Lautaro Rivara y Ramiro Giganti (Anred), entre otros.

"El objetivo es claro: romper el bloqueo criminal contra el pueblo gazati y encender la movilización internacional para derrotar al sionismo y al imperialismo. Palestina libre del río al mar", expresó desde su cuenta en X Pablo Giachello.

Todo el apoyo a la flotilla global Sumud. No al genocidio en Gaza. Abajo la guerra imperialista-sionista contra Irán a Líbano.

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En conferencia de prensa, denunció el genocidio en Gaza y las torturas a los tripulantes de la misión de solidaridad con Palestina.
Entre ellos se encuentran los argentinos Lucas Aguilera y Paula Giménez. No hay información oficial sobre su paradero.
El martes 26 habrá una conferencia de prensa en el auditorio de ATE Capital para informar sobre la misión de apoyo al pueblo palestino.
Arribaron a Estambul los miembros de la misión de solidaridad con Palestina secuestrados por el Estado de Israel.
11/04/2026

Movilización a Plaza de Mayo contra el genocidio en Gaza y la guerra imperialista contra Irán y Líbano

Repudio al alineamiento de Milei con Estados Unidos e Israel.

Foto: @ojoobrerofotografia

El Comité Argentino de Solidaridad con el Pueblo Palestino se movilizó este sábado 11 en Buenos Aires para repudiar el genocidio en la Franja de Gaza, la guerra imperialista-sionista contra Irán y Líbano, y el alineamiento del gobierno de Milei con Estados Unidos e Israel.

La movilización partió de la esquina de Callao y Corrientes y culminó en Plaza de Mayo, donde se leyó un documento consensuado por decenas de organizaciones y hablaron Abdallah El Tibi (residente palestino en Argentina) y Tilda Rabi (dirigente de la Federación de Entidades Argentino-Palestinas). El documento, además de las consignas ya señaladas, incorpora una denuncia de la ofensiva imperialista en América Latina, de la tentativa de anexión de Cisjordania, y se pronuncia por una Palestina libre del río al mar. Asimismo, expresa su apoyo a la flotilla global Sumud, que zarpa este 12 de abril desde Barcelona para llevar su solidaridad a Gaza. Doce argentinos integran dicha flotilla.

En su discurso, El Tibi hizo referencia a la reciente aprobación, por parte del parlamento israelí, de un proyecto de pena de muerte dirigido específicamente contra los palestinos, mientras que Rabi denunció la estigmatización y persecución de la colectividad árabe.

Participaron en la movilización la Federación de Entidades Argentino-Palestinas, la Asociación Cultural Siria, la campaña Fuera Mekorot (empresa israelí de aguas que tiene convenios con varias provincias argentinas), el colectivo transfeminista Sandías, Acción Islámica Argentina, Judíes por Palestina y Cine por Palestina. También estuvieron AGD-UBA, Ademys, Partido Obrero, PTS, MST, Izquierda Socialista, MAS, Encuentro Patriótico, Partido Comunista de Argentina, Vientos del Pueblo, PSTU y Política Obrera, entre otros.

Acompañaron la movilización referentes políticos y sindicales como Vanina Biasi (legisladora porteña del PO-Frente de Izquierda), Néstor Pitrola y Romina Del Plá (diputados nacionales del PO-Frente de Izquierda), Gabriel Solano (dirigente del PO), Myriam Bregman (diputada nacional PTS-Frente de Izquierda), Hugo "Cachorro" Godoy (CTA Autónoma), Christian Castillo (diputado bonaerense PTS-Frente de Izquierda), Ana Paredes Landman (diputada bonaerense electa del MST-Frente de Izquierda), Juan Carlos Giordano (dirigente de Izquierda Socialista), Roberto Baradel (Suteba) y Daniel Catalano (ATE Capital), entre otros.

Desde la entrada en vigor del cese al fuego en Gaza, en octubre de 2025, más de 700 palestinos fueron asesinados por Israel. Las tropas israelíes aún ocupan el 54 por ciento del territorio costero y el bloqueo al ingreso de productos básicos persiste, por lo que el documento de convocatoria denuncia que el genocidio continúa. A su vez, la agresión de Estados Unidos e Israel contra Irán y Líbano ya dejó miles de muertos y un millón de desplazados. Israel, inclusive, atacó Líbano después de establecido un cese al fuego, a mediados de esta semana.

El presidente Javier Milei prepara un nuevo viaje a Israel para el 19 de abril para ratificar su alineamiento con el sionismo y el imperialismo. Rechacemos en las calles esta orientación reaccionaria. No al genocidio en Gaza. Por la derrota de la agresión de Estados Unidos e Israel contra Irán y Líbano.

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10/04/2026

La Plata: rechacemos la elección de Fernando Tauber como presidente de la UNLP

Por la inmediata implementación de la Ley de Financiamiento Universitario y contra el sistema de créditos

En la UNLP los radicales y peronistas cogobiernan y apoyan al mismo candidato

El sábado 11 de abril, la Asamblea universitaria de la UNLP elegirá al próximo presidente (rector) para el período 2026-2030. Todo está preparado para que de manera unánime sea apoyado Fernando Tauber, único candidato, actual vicepresidente y presidente en dos mandatos anteriores.

La continuidad de la misma persona al frente del gobierno de la Universidad se garantiza esencialmente por los mecanismos anti-democráticos de la elección. La Asamblea Universitaria que vota al rector, está compuesta por todos los consejeros directivos de las facultades, donde tienen una representación mayoritaria los profesores/as, que son electos únicamente por los docentes titulares y adjuntos. Estos profesores son solo el 10% del plantel docente total de la universidad, y son muy pocas personas las que llegan a ganar esos concursos sin estar alineados con la gestión. Mientras los profesores tienen 7 representantes en los Consejos, el restante 90% de los docentes tienen 1 representante de los Jefes de Trabajos Prácticos (JTP), y 2 representantes por el claustro unificado de ayudantes diplomados y graduados.

Por nuestra parte, los estudiantes tenemos una representación minoritaria en los consejos y en la Asamblea universitaria, a pesar de ser una amplia mayoría de la comunidad educativa.

El marco de la elección: una brutal ofensiva del gobierno de Milei contra la universidad pública

La elección se da en el marco de una ofensiva brutal de parte del gobierno nacional contra las universidades. Milei incumple, de forma absolutamente inconstitucional, la Ley de Financiamiento Universitario que fue aprobada por el Congreso e insistida frente al veto por ambas cámaras. De cumplirse esta ley, los docentes y no docentes obtendrían una recomposición salarial de alrededor del 50%, que es lo que se calcula que perdieron de salario desde el 2023 a la fecha.

La situación salarial de los trabajadores de la universidad pone a nuestra educación en una situación muy delicada. Hasta el año pasado, se calculaba que más de 10 mil docentes abandonaron las universidades nacionales por los pésimos salarios. Los que se quedan se encuentran condenados al multiempleo, lo cual afecta directamente nuestra calidad educativa. El no cumplimiento de la ley de financiamiento también golpea el presupuesto universitario, cuestionando que se pueda cumplir con el funcionamiento básico de las facultades y el pago de servicios. Ni que hablar de solucionar los problemas que tenemos desde hace años los estudiantes y que ningún gobierno ni autoridad ha solucionado.

Qué papel juegan las autoridades

Hace tan solo un par de meses se conoció la noticia de que los rectores, nucleados en el Consejo Interuniversitario Nacional (CIN), estaban negociando una modificación a la Ley de Financiamiento Universitario, en lugar de pujar por su implementación plena e inmediata. Esta consiste en que la recomposición de los salarios pase del 53% al 12% en tres cuotas y en eliminar directamente cualquier tipo de mejora para las becas estudiantiles congeladas desde 2023.

Particularmente el nuevo presidente del CIN Franco Bartolacci, se mostró colaborativo con una nueva ley y también declaró que hay que avanzar hacia una “segunda reforma universitaria”. Esto apunta a aplicar la reforma del Sistema de Creditos firmada el año pasado con el Ministerio de Capital Humano que plantea recortar todas las carreras a cuatro años, llevando esos contenidos a maestrías o posgrados pagos.

En esta misma línea está Fernando Tauber, el hombre responsable de la avanzada orientación de privatización que filtró en los últimos años en la UNLP con una feroz precarización docente, proliferación de posgrados arancelados, convenios con empresas y servicios a terceros en la universidad. Tal vez la máxima expresión de esto sea el edificio Karachof, el ex-edificio de Humanidades y Psicologia que fue íntegramente destinado a estas actividades lucrativas.

Aunque quiera colocarse como un hombre de consenso para la defensa de la UNLP y su desarrollo estratégico, su poder se asienta en el acuerdo de decanos radicales y peronistas que boicotean la lucha abriendo las aulas los días de paros no docentes como sucede en Arquitectura o Derecho, o presionando para mantener la “normalidad” a las cátedras. Ni hablar las acciones de lucha de los estudiantes, como las tomas estudiantiles de 2024, de las cuales fueron opositores, como sucedió con el encierro de estudiantes por parte del decano de Artes mientras permanecían en el edificio.

Son los mismos que ya están implementando el Sistema de Créditos cambiando los planes para recortar años enteros como hicieron con la licenciatura en Economía, o la licenciatura en Matemática de Exactas donde pretenden pasar entero el 5to año a un Maestría. Y se suman tambien recortes de materias en la mayoría de las facultades. Se suma a esto el recorte de exámenes, cupos, entre otras medidas de ajuste al interior de cada facultad.

Es notable que mientras nacionalmente vemos crisis de todo tipo en los armados políticos de las fuerzas que gobernaron nuestro país durante las últimas décadas, en la Universidad los radicales y peronistas co-gobiernan todos juntos apoyando al mismo candidato. Esta unidad tiene un sentido político claro: tanto peronistas como radicales defienden una misma orientación social para la universidad, colocando la universidad al servicio del capital.

El verso del "pliego de demandas"

En lo que respecta al movimiento estudiantil, es importante clarificar qué rol jugarán los consejeros radicales de la Franja y peronistas en sus diversas expresiones. Han lanzado convocatorias para elaborar un “pliego de demandas” para presentarle a Tauber y presentarlo como “compromiso” a cambio de su voto.

Los reclamos del movimiento estudiantil en gran medida son contra las autoridades, y los consejeros alineados con estas últimas no sirven para hacer ninguna “demanda”. El pliego es una excusa para apoyar al rector, ya que durante el resto del año no se preocupan por organizar ninguno de esos reclamos y le dan la espalda a las asambleas y procesos de organización, como lo vimos con las tomas de 2024. Luego promocionan las políticas universitarias, como los bufets nuevos, o las viviendas para estudiantes como conquistas propias, pero en realidad son la moneda de cambio para que apoyen la aplicación de la reforma educativa.

El movimiento estudiantil tiene que ser independiente

Desde la UJS somos claros: rechazamos la elección de Fernando Tauber, no solo por darse mediante mecanismos antidemocráticos, sino por el contenido y la orientación que representa esta gestión. Planteamos que, desde la perspectiva del movimiento estudiantil, la única forma de defender consecuentemente la universidad es con total independencia de todos los gobiernos y de las autoridades universitarias.

Consideramos que la situación actual reclama más que nunca que defendamos la universidad pública desde abajo, con asambleas y espacios de organización colectiva, con el apoyo a los paros y medidas de lucha de docentes y no docentes, y ligando nuestra pelea a la del conjunto del pueblo argentino por sacarse de encima un gobierno hambreador y enemigo de la universidad.

El sábado 11 de abril a las 8 hs. movilizamos a la Asamblea Universitaria, que sesionará en la Facultad de Psicología, a expresar nuestro rechazo a la elección de Tauber y a reclamar que la asamblea se posicione en reclamo de la inmediata implementación de la Ley de Financiamiento Universitario, así como su rechazo a la reforma educativa del sistema de créditos. Llamamos a todas las corrientes de Izquierda e independientes a realizar una acción común con estos planteos

-Rechazo del Sistema de Creditos, ningún recorte de contenidos ni reformas de planes inconsultas. Fuera la Coneau, abajo la LES.

-Por la universalización del boleto educativo gratuito

-Quinta boca del comedor Ya, en el ex-bim-Aumento Ya de las becas UNLP con montos acordes al costo de vida

- Por bandas horarias en todas las facultades

-Por el desdoblamiento de todos los cursos super-poblados

-Por un plantel docente acorde a la matrícula de la universidad, basta de docentes ad-honorem.

-Por la gratuidad de los posgrados y los cursos de extensión

-Por la puesta en condiciones de todas las aulas: Acustización de las aulas, sillas para que nadie curse en el piso, mesas en todas las aulas donde se cursan prácticos

-Por un jardín de primera infancia para estudiantes madres y padres

-Por un presupuesto acorde a las necesidades. Apertura de los libros contables de la Facultad

-Abajo el ajuste del gobierno y el FMI

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Ahora hay que masificar el paro del 30 al 1 de abril e impulsar una nueva marcha por la ciudad. ¡Que se concrete la Marcha Federal a Plaza de Mayo!
10/04/2026

Milei viaja a Israel a apoyar los bombardeos al Líbano y el genocidio en Gaza

El "presidente más sionista" ratifica su alianza con Netanyahu y Trump en medio de la guerra imperialista contra Irán

Milei junto al primer ministro israelí, Benjamin Netanyahu

Pocas semanas después de expresar su apoyo a la guerra de Estados Unidos e Israel contra Irán, y de definirse como "el presidente más sionista del mundo", el presidente Javier Milei prepara su tercer viaje a Israel.

Según una información de la Agencia Judía de Noticias (AJN), replicada en sus redes por el mandatario, la visita se extendería del 19 al 22 de abril. Milei participaría el 21 de una ceremonia de encendido de antorchas, en conmemoración de un nuevo aniversario de la creación del Estado de Israel. Podría coincidir allí con Donald Trump.

Como parte de su "alineamiento estratégico" con el sionismo y el imperialismo, se especula con la posibilidad de que Milei anuncie el traslado de la embajada argentina a Jerusalén (reclamada por los palestinos como capital), siguiendo los pasos de Trump.

La creación del Estado de Israel que celebrará Milei se impuso, en 1948, sobre la base de la expulsión de 700 mil palestinos de sus tierras. Desde entonces, la colonización territorial y el desplazamiento de los palestinos no hizo más que crecer.

Además del genocidio en la Franja de Gaza, los bombardeos contra Irán y la ocupación del sur del Líbano, Israel acaba de aprobar un proyecto de pena de muerte dirigido específicamente contra la población palestina.

Este sábado 11 de abril, en el marco de una convocatoria del Comité Argentino de Solidaridad con el Pueblo Palestino, nos movilizaremos a Plaza de Mayo contra el genocidio en Gaza, la guerra imperialista-sionista contra Irán y Líbano, el alineamiento de Milei con la Casa Blanca e Israel, y en apoyo a la flotilla global Sumud, que zarpa hacia Gaza desde Barcelona el día 12.

Gravísimo: Trump suma al gobierno de Milei para el combate de la “extrema izquierda”
-
prensaobrera.com

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10/04/2026

NO to the closure of FATE Argentina! For the reinstatement of the 920 dismissed workers

Workers of Fate

The 920 workers at the FATE tire factory in Argentina, owned by the national capital group Madanes Quintanilla, are resisting by remaining on the premises where the illegal and fraudulent decision by management to close the iconic 86-year-old industrial factory is being implemented. The employer is violating a signed commitment not to carry out any layoffs until June 30.

FATE is one of the country's major industrial plants to close in the context of the industrial crisis caused by the ultra-liberal, pro-imperialist, and anti-worker economic policies of Javier Milei's government, which has already led to the closure of 22,000 companies.

The workers and the Sutna, their class-struggle oriented and combative union, denounce that the FATE warehouses have all the supplies needed to start production immediately. During the summer holidays (January to March), the technical shutdown and maintenance of the machinery was carried out. For the reasons stated, the closure of the plant is an act of employer abuse.

The owner of FATE is one of the richest men in the country and the head of a consortium—owner of Aluar, the only aluminum company in the country, among others—which has been boosted by the profits obtained from FATE.

Sutna is engaged in a plan of action, remaining at the factory and demanding the reopening of the plant, the resumption of its production activity, and the reinstatement of all workersFor all these reasons, the undersigned declare our solidarity with the struggle of the FATE workers and call on workers around the world to show their solidarity with their just struggle.

Tariq Ali (Pakistán)- Alex Callínicos (King´s College London- Socialist Worker´s Party United Kingdom)- Eric Toussaint (Portavoz CADTM Bélgium)- Miguel Mora (Director CTXT Spain)- Paul Murphy (People Before Profit Parliament Member Ireland)- Güneş Gümüş (Socialist Laborer´s Party -SEP- Leader Turkey)- Panagiotis Xoplidis (Communist Liberatios Greece)- Roberto Luzzi (SI Cobas- Italy)- Prieto Basso (Revolutionary Internationalist Tendency Italy)- Miguel Urban (former Member European Parliament Anticapitalistas Spain)- Mónica Baltodano (Articulación de Movimientos Sociales Nicaragua)- Savvas Matsas (Workers Revolutionary Party Greece)- Steve Seltzer (United Front Comitte for Labour Party- EEUU)- Frank García Hernández (Comunistas Cuba) and signatures below:

AMÉRICA:

México:

Diego Hernández Galván- Grupo Acción Revolucionaria/ Anacleto Juárez- Federico Bocanegra- Spartacist Group México- International Communist League/ Mauro Espínola Terán- Historiador El Colegio de México- Alternativa Socialista/ José Enciso- Academic Staff of the Autonomous University of Zacatecas Union/ José Luis Gallardo- Felipe Diaz- UNAM/ Tula Bernal- Universidad Autónoma de Chapingo

Brasil:

Luis Guilherme Giordano Tribuna Clasista/ Guilherme Soares Journalist Mesa de Debates/Flo Menezes- San Pablo University/ Wanderson Melo- Fluminense Federal University/ Edgardo Loguercio- Journalist

Nicaragua:

Mónica Baltodano- former Sandinista Commander- Articulación de Movimientos Sociales

Venezuela: Simón Rodríguez- Investigador- Socialismo y Libertad Party/ José Capitán- Opción Obrera

Cuba:

Frank García Hernández- Sociologist and Historian- Comunistas Cuba

EEUU

Steve Seltzer- United Front Comitte for Labour Party/ Ricardo Ortiz- Labor Researcher- Socialist Anti Imperialist/ Julia Emery- Production Manager of Spartacist- International Communist League/ Jason Cohen- Friends of Swazi Freedom/ Roozbeh Bolhari – Workers' Rights Journalist/ Elizabeth Milos- UPTE members for Palestine/ Richard Tan- Attorney/ Sussen Miller- July 26 Boston Cuba Coalition/ Sofia Rosenfeld- Independent Activist

Chile:

Claudio Gonzalez- Fuerza 18 de Octubre/ Tom Mix- State Workers Union

Perú:

Rossana Mandujano- Daniel Mathews Carmelino- Anticapitalistas/ Walter Carrera Álvarez- Transport Association- Lola Cruz- Ayllu Intipaqari Yachay

Bolivia:

Adriana Guzmán- Journalist and women's rights activist/ Jubithza Helen Villegas- Proyecto Político Leales

Uruguay:

Marcelo Gomez- Agrupación de Trabajadores "La Fragua"

Ecuador:

Mario Unda- Central University/ Carlos Pastor Pazmiño- Simón Bolívar University

Colombia:

José Rangel- Judicial workers' union

Costa Rica

Tatiana Gamboa- Palestina Solidarity Movement

EURASIA

Pakistán: Tariq Ali

Turkey:

Güneş Gümüş – Socialist Laborer's Party Leader/ Atilla Karagöz- President, Black Sea Workers' Association/ Aydın Deniz– Vice President of the Alevi Bektashi Federation/ Hubyar Sultan- Alevi Cultural Association/ Cihan Erdoğan- President of Divriği Cultural Association/ Janset Özdemir- Academic Istanbul Bilgi University Turkey/ Zelal Beyaz Karçal- Academic/ Özgür Karabulut- Construction Workers' Union General President- Revolutionary Construction and Road Workers' Union – DİSK/ Esra Akbalık- Architect/ Engin Karaman- Istanbul Topkapi Universty/ Kivanc Eliacik- Social Labor Union- Confederation of Revolutionary Trade Unions DISK/ Şenol Karakaş- Revolutionary Socialist Workers’ Party/ Atilla karagöz- Black Sea Workers Association/ Fatmagül Aydemir- Research Asistant Istanbul Bilgi University/ Yahya Sefa Ekinci- Research Assistant Istanbul Bilgi Üniversity/ Erkan Bayrak – Leader of the Textile Workers’ Union of Forces/ Tahsin Mert Saygın – Private Sector Teachers’ Union Universities Branch/ İnci Gürkan – Private Sector Teachers’ Union Ankara Provincial Council Member/ Emre Başer- Hamit Cansever – Energy, Industry, and Mining Public Employees' Union Central Executive Board- Central Executive Board Members- Confederation of Public Employees' Unions KESK-/ Tonguç Özkan – President of the United Trade Union of Transport Employees KESK/ Erol Soğancı- Bayram Ali Yanoğlu- Ali Görgeç- Seydi Önder- Osman Tekelioğlu- Osman İlhan- Mehmet Taşçı- Kamil Püskül- Kocaoğlu- Emin Çalık- Sertip Kartal- Davut Talaş- Ali Genç- Ali Öncü- Halil Türk- Gökay Özdal - Energy, Water, and Gas Workers' Union Leaders/ Fehmi Ateş- President, Balıkesir-Eskişehir Branch – Cellulose and Paper Industry Workers' Union/ Kamil Kartal- Electricity, Gas, Water, and Dam Workers' Union- DİSK/ Murat Beke- Former Vice President - Miners' Union/ Vedat Ünal – Former General Secretary- Mine Workers' Union/ Mustafa Öztaşkın – Former President Oil, Chemical and Pharmaceutical Workers' Union/ Ege Mehmet Akman- Academic- Bilgi University/ Kübra Işık- Academic- Esenyurt University/ Esra Akbalık- Academic- Doğuş University/ Müjdat Yıldız - Journalist Cumhuriyet

United Kingdom:

Alex Callinicos- King's College London- Socialist Workers Party/ Sandy Nicoll- UNISON Honary Life Member/ Martin Empson- Campaign Against Climate Change/ Joseph Choonara- Leicester University and College Union Chair/ Megan Povey- University of Leeds/ Chris Thomas- Bectu Trade Union/ Kate Klein- Partisan Defence Committee/ Foo Wong- National Education Union/ Matthias Kispert- Research Fellow, University of Westminster/ RonnieTurus- University and College Union/ Morag Gillie -SWP/ Felicity Dowling Left Unity

Greece:

Panagiotis Xoplidis- Communist Liberation Party/ Savvas Michael Matsas- Workers Revolutionary Party/ Kreasidis Giorgos- High School Teachers Union of Thessaloniki/ Dimitris Vasileiadis- Communist Liberation/ Yannis Elafros- Journalist, Member of Editorial Board of PRIN Newspaper/ Dimitris Stamoulis- Journalist

Italy:

Roberto Luzzi- Fabio Santoro- SI Cobas/ Eddy Sorge- Unemployed Workers' Movement November 7th/ Pietro Basso Revolutionary Internationalist Tendency

Ireland:

Paul Murphy- People Before Profit Member of Parliament/ Conor Reddy- PBP Group Leader Dublin City Council/ Shaun Harkin- PBP Councillor- Derry City/ Gerry Carroll- PBP Member of the Legislative Assembly- North Ireland/ Eddie Conlon- Former Hon Secretary Teachers Union of Ireland/ Brian Kelly- UCU Belfast- North Ireland/ Mick Jackson- Unite the Union/ Rebekah Corbett- Equality Rep. Unite Community & Not for Profit branch/ Craig Malloy- Branch Secretary & Irish Executive Committee Member Unite- North Ireland/

Bélgium:

Eric Toussaint- Portavoz CADTM

Spain:

Miguel Mora- Director CTXT/ José Manuel Rambla- Journalist/ David Karvala- Marx XXI/ Miguel Urban- Brais Fernández- Anticapitalistas/ Natalia Carrillo Villamizar- Independent activist

Germany:

Mino Hemati- Journalist Rahi Zan TV/ Aso Fotuhi- Labour activist/ Mehdy Toupchi – Workers' Rights Activist// Sharareh Rezaei- Women's rights activist

France:

Eric Jarry - Federation of Chemical Industry Trade Unions FO / Jean Baptiste Thomas - École Polytechnique Paris - University of Poitiers / Negin Aramesh - Women's Rights Activist / Atefeh Rangriz - Workers' Rights Activist

Austria:

Michael Pröbsting- Revolutionary Communist International Tendency

Poland:

Andrzej Żebrowski- Editor Workers Democracy

ÁFRICA Y OCEANÍA

Namibia:

Lourens Soreseb- Lazarus Lyambo- Workers United/ Hennie van Wyk- War veteran

Australia:

Federico Fuentes- Editor Links International Journal of Socialist Renewal/ Jeffrey McCarthy- Journalist/ David Glanz- Solidarity

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10/04/2026

¡No al cierre de Fate Argentina! Por la reincorporación de los 920 trabajadores despedidos

Pronunciamiento internacional con centenares de firmas.

La gran lucha de Fate

Los 920 trabajadores de la fábrica de neumáticos Fate de Argentina, propiedad del grupo de capital nacional Madanes Quintanilla, resisten -mediante la permanencia en el predio donde se encuentra la planta- la ilegal y fraudulenta decisión patronal de cerrar la emblemática fábrica industrial de 86 años de antigüedad. La patronal viola un compromiso firmado de no realizar ningún despido hasta el 30 de junio.

Fate es una de las grandes plantas industriales del país que cierra en el marco de la crisis industrial producida por la política económica ultraliberal, proimperialista y antiobrera del gobierno de Javier Milei, que ya se ha cobrado el cierre de 22 mil empresas.

Los trabajadores y el Sutna, su sindicato clasista y combativo, denuncian que los depósitos de Fate cuentan con todos los insumos para ponerse a producir inmediatamente. Durante las vacaciones de verano (de enero a marzo) se ha realizado la parada técnica y la puesta a punto de la maquinaria. Por los motivos señalados, el cierre de la planta es un atropello patronal. El dueño de Fate es uno de los hombres más ricos del país y la cabeza de un emporio -dueño de la empresa Aluar, la única compañía de aluminio del país, entre otras- que ha tenido como puntapié y envión las ganancias obtenidas en Fate.

El Sutna está embarcado en un plan de lucha con permanencia en la fábrica exigiendo la reapertura de la planta, la reanudación de su actividad productiva y la reincorporación de todos los trabajadores.

Por todo esto, los abajo firmantes declaramos nuestra solidaridad con la lucha de los trabajadores de Fate y llamamos a los trabajadores del mundo a brindar su solidaridad con su justa lucha.

Tariq Ali (Pakistán) - Alex Callínicos (King's College London - Partido Socialista de los Trabajadores -SWP- Reino Unido) -Eric Toussaint (Portavoz de CADTM- Bélgica) - Miguel Mora (Director de CTXT de España) - Güneş Gümüş (Partido Socialista de los Trabajadores -SEP- Turquía) - Paul Murphy (Diputado por People Before Profit- Irlanda) - Panagiotis Xoplidis (Liberación Comunista- Grecia) - Roberto Luzzi (SI Cobas- Italia) - Pietro Basso (Tendencia Internacionalista Revolucionaria- Italia) - Mónica Baltodano (Articulación de Movimientos Sociales- Nicaragua) - Miguel Urban (ex diputado del Parlamento Europeo por Anticapitalistas- España) - Savvas Matsas (Partido Revolucionario de los Trabajadores- Grecia) - Steve Seltzer (Comité de Frente Único por un Partido Laborista - EEUU) - Frank García Hernández (Comunistas de Cuba) y firmas a continuación:

AMERICA

México

Diego Hernández Galván- Grupo Acción Revolucionaria/ Anacleto Juárez- Federico Bocanegra- Grupo Espartaquista de México- Liga Comunista Internacional/ Mauro Espínola Terán- Historiador El Colegio de México- Alternativa Socialista/ José Enciso- Sindicato del Personal Académico de la Universidad Autónoma de Zacatecas/ José Luis Gallardo- Felipe Diaz- UNAM/ Tula Bernal- Universidad Autónoma de Chapingo

Brasil

Luis Guilherme Giordano Tribuna Clasista/ Guilherme Soares Periodista Mesa de Debates/Flo Menezes- Universidad de San Pablo/ Wanderson Melo- Universidad Federal Fluminense/ Edgardo Loguercio- Periodista

Nicaragua

Mónica Baltodano- former Sandinista Commander- Articulación de Movimientos Sociales

Cuba

Frank García Hernández- Sociólogo e Historiador- Comunistas Cuba

Venezuela

Simón Rodríguez- Investigador- Partido Socialismo y Libertad/ José Capitán- Opción Obrera

Estados Unidos

Steve Seltzer - Comité de Frente Único por el Partido Laborista / Ricardo Ortiz - Investigador Laboral - Socialista Antiimperialista / Julia Emery - Gerente de Producción de Spartacist - Liga Comunista Internacional / Jason Cohen - Amigos de la Libertad de Suazilandia / Roozbeh Bolhari - Periodista de Derechos de los Trabajadores / Richard Elizabeth Milos - Miembro de UPTE para Palestina / Richard Tan - Abogado / Sofia Rosenfeld - Activista Independiente / Sussen Miller - Coalición 26 de Julio por Cuba- Boston

Chile

Claudio Gonzalez- Fuerza 18 de Octubre/ Tom Mix- Sindicato de Trabajadores Estatales

Perú

Rossana Mandujano- Daniel Mathews Carmelino- Anticapitalistas/ Walter Carrera Álvarez- Asociación de Transportistas/ Lola Cruz- Ayllu Intipaqari Yachay

Bolivia

Adriana Guzmán- Periodista y activista por los derechos de la mujer/ Jubithza Helen Villegas- Proyecto Político Leales

Uruguay

Marcelo Gomez- Agrupacion de Trabajadores "La Fragua" Uruguay

Ecuador

Mario Unda- Universidad Central/ Carlos Pastor Pazmiño- Universidad Simón Bolívar

Colombia

José Rangel- Sindicato de Judiciales

Costa Rica

Tatiana Gamboa- Movimiento de Solidaridad con Palestina

EURASIA

Pakistán

Tariq Ali

Turquía

Güneş Gümüş – Dirigente del Partido Socialista de los Trabajadores (SEP) / Atilla Karagöz- Presidente, Asociación de Trabajadores del Mar Negro/ Aydın Deniz– Vicepresidente de la Federación Aleví Bektashi/ Hubyar Sultan- Asociación Cultural Aleví/ Cihan Erdoğan- Presidente de la Asociación Cultural Divriği/ Janset Özdemir- Académico Universidad Bilgi de Estambul Turquía/ Özgür Karabulut- Presidente Sindicato General de Trabajadores de la Construcción/ Kivanc Eliacik- Sindicato de Trabajadores Sociales- Confederación de Sindicatos Revolucionarios DISK/ Şenol Karakaş- Partido Socialista Revolucionario de los Trabajadores/ Atilla karagöz- Asociación de Trabajadores del Mar Negro/ Fatmagül Aydemir- Asistente de investigación Universidad Bilgi de Estambul/ Yahya Sefa Ekinci- Asistente de investigación Universidad Bilgi de Estambul/ Erkan Bayrak – Dirigente del Sindicato de Trabajadores Textiles/ Tahsin Mert Saygın – Sindicato de Docentes del Sector Privado Sección de Universidades/ İnci Gürkan – Sindicato de Docentes del Sector Privado Miembro del Consejo Provincial de Ankara/ Emre Başer- Hamit Cansever – Sindicato de Empleados Públicos de Energía, Industria y Minería Junta Ejecutiva Central - Miembros de la Junta Ejecutiva Central - Confederación de Sindicatos de Empleados Públicos KESK/ Tonguç Özkan – Presidente del Sindicato Unido de Empleados del Transporte KESK/ Özgür Karabulut- Sindicato Revolucionario de Trabajadores de la Construcción y las Carreteras – DİSK/ Erol Soğancı- Bayram Ali Yanoğlu- Ali Görgeç- Seydi Önder- Osman Tekelioğlu- Osman İlhan- Mehmet Taşçı- Kamil Püskül- Kocaoğlu- Emin Çalık- Sertip Kartal- Davut Talaş- Ali Genç- Ali Öncü- Halil Türk- Gökay Özdal Dirigentes del Sindicato de Trabajadores de Energía, Agua y Gas/ Fehmi Ateş- Presidente, sección Balıkesir-Eskişehir - Sindicato de trabajadores de la industria de la celulosa y el papel/ Kamil Kartal- Sindicato de trabajadores de Electricidad, Gas, Agua y Represas- DİSK/ Murat Beke- Ex Vicepresidente - Sindicato de Mineros/ Vedat Ünal – Ex Secretario General- Sindicato de Trabajadores Mineros/ Mustafa Öztaşkın – Ex Presidente Sindicato de Trabajadores del Petróleo, Químicos y Farmacéuticos/ Ege Mehmet Akman- Académico- Universidad Bilgi/ Kübra Işık- Académico- Universidad Esenyurt/ Esra Akbalık- Académico- Universidad Doğuş/ Müjdat Yıldız - Periodista Cumhuriyet/ Esra Akbalık- Arquitecto/ Engin Karaman- Universidad Topkapi de Estambul

Gran Bretaña

Alex Callinicos - King's College London - Partido Socialista de los Trabajadores (SWP) / Sandy Nicoll - Miembro Honorario Vitalicio de UNISON/ Martin Empson - Campaña contra el Cambio Climático/ Joseph Choonara - Presidente del Sindicato de Estudiantes de la Universidad y Colegios de Leicester/ Megan Povey - Universidad de Leeds/ Chris Thomas - Sindicato Bect / Kate Klein - Comité de Defensa Partisana/ Foo Wong - Sindicato Nacional de Educación / Matthias Kispert - Investigador, Universidad de Westminster/ Ronnie Turus - Sindicato de Estudiantes de la Universidad y Colegios/ Morag Gillie - SWP/ Felicity Dowling – Izquierda Unida

Grecia

Panagiotis Xoplidis- Partido Liberación Comunista/ Savvas Michael Matsas - Partido Revolucionario de los Trabajadores / Kreasidis Giorgos - Sindicato de Profesores de Secundaria de Tesalónica / Dimitris Vasileiadis - Liberación Comunista / Yannis Elafros - Periodista, miembro del Consejo Editorial del periódico PRIN / Dimitris Stamoulis - Periodista

Italia

Roberto Luzzi- Fabio Santoro- SI Cobas/ Eddy Sorge- Movimiento de Desocupados 7 de Noviembre/ Pietro Basso Tendencia Internacionalista Revolucionaria

Irlanda

Paul Murphy - Miembro del Parlamento por People Before Profit / Conor Reddy - Líder del Grupo PBP en el Ayuntamiento de Dublín / Shaun Harkin - Concejal de PBP en Derry City / Gerry Carroll - Miembro de la Asamblea Legislativa de Irlanda del Norte por PBP /Brian Kelly - UCU Belfast - Irlanda del Norte/ Eddie Conlon - Ex Secretario Honorario del Sindicato de Profesores de Irlanda / Mick Jackson - Unite the Union / Rebekah Corbett - Representante de Igualdad de la rama comunitaria y sin fines de lucro de Unite / Craig Malloy - Secretario de la rama y miembro del Comité Ejecutivo Irlandés de Unidad - Irlanda del Norte /

Bélgica

Eric Toussaint- Portavoz CADTM

España

Miguel Mora- Director CTXT/ José Manuel Rambla- Journalist/ David Karvala- Marx XXI/ Miguel Urban- Brais Fernández- Anticapitalistas/ Natalia Carrillo Villamizar- Activista independiente

Alemania

Mino Hemati- Rahi Zan TV/Aso Fotuhi- Activista por los derechos de los trabajadores/ Mehdy Toupchi – Activista por los derechos de los trabajadores/ Sharareh Rezaei- Activista por los derechos de las mujeres

Francia

Eric Jarry - Federación de Sindicatos de la Industria Química (FO) / Jean Baptiste Thomas - École Polytechnique Paris - Universidad de Poitiers / Negin Aramesh - Activista por los derechos de las mujeres / Atefeh Rangriz - Activista por los derechos de los trabajadores

Austria

Michael Pröbsting- Tendencia Comunista Revolucionaria Internacional

Polonia

Andrzej Żebrowski- Editor de Democracia Obrera

AFRICA Y OCEANÍA

Namibia

Lourens Soreseb- Lazarus Lyambo- Trabajadores Unidos/ Hennie van Wyk- Veterano de guerra

Australia

Federico Fuentes- Editor Links International Journal of Socialist Renewal/ Jeffrey McCarthy- Journalist/ David Glanz- Solidarity

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09/04/2026

The Pitt: la urgencia como forma de narrar el presente

Realismo en tiempo real y crítica social atraviesan la propuesta de la galardonada serie médica del momento.

La serie está ambientada en una guardia hospitalaria de Pittsburgh

En un panorama televisivo saturado de dramas médicos que privilegian el espectáculo o el sentimentalismo, The Pitt, disponible en la plataforma MAX, irrumpe con una propuesta que apuesta por la inmersión total. Ambientada en una guardia hospitalaria de Pittsburgh y construida bajo el recurso narrativo del tiempo real, la serie creada por R. Scott Gemmill y producida por John Wells y Shawn Hatosy, entre otros, no sólo busca retratar la intensidad del trabajo sanitario, sino también convertir ese espacio en un escenario donde se expresan tensiones sociales más amplias: desde el colapso estructural del sistema de salud hasta la presencia del ICE (policía migratoria trumpista) en la vida cotidiana de pacientes y trabajadores. El resultado es una ficción incómoda, física y profundamente contemporánea.

Una estética del colapso

Uno de los rasgos más distintivos de la serie es su apuesta por una puesta en escena que privilegia la inmersión por sobre la espectacularidad. La cámara permanece pegada a los cuerpos, los planos se extienden hasta volverse incómodos y la iluminación clínica, casi implacable, elimina cualquier refugio visual para el espectador. La decisión de narrar en tiempo real intensifica esa experiencia: no hay respiros ni transiciones que alivien la tensión acumulada. El resultado es una sensación de urgencia constante que no solo reproduce el ritmo de una guardia hospitalaria, sino que también construye una atmósfera donde cada decisión parece cargada de consecuencias inmediatas.

Lejos de construir héroes individuales, The Pitt apuesta por un relato coral donde médicos, residentes y personal de enfermería funcionan como engranajes de un sistema que nunca se detiene. En ese entramado, el doctor Rabinovich —interpretado por Noah Wyle— opera como una figura de referencia sin anular la presencia de otros perfiles que aportan matices al conjunto. Jóvenes profesionales atravesados por la incertidumbre, trabajadores experimentados que sostienen el funcionamiento cotidiano y pacientes cuyas historias irrumpen con la fuerza de lo imprevisto componen un mosaico humano construido a partir de gestos mínimos, miradas tensas y decisiones tomadas en cuestión de segundos.

En la serie, la sala de urgencias no funciona únicamente como escenario dramático, sino como un verdadero punto de condensación de las tensiones sociales contemporáneas de Estados Unidos. Problemáticas como el avance del consumo de fentanilo entre sectores juveniles, los crímenes de odio atravesados por la cuestión racial o las enormes dificultades que enfrentan amplios segmentos de la clase trabajadora para acceder a una atención médica digna emergen con una naturalidad inquietante. En ese flujo constante de pacientes y conflictos también irrumpen organismos estatales como U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE), recordando la violencia política y un Estado que pregona la idea del chivo expiatorio responsabilizando la inmigración como causa del colapso sanitario. Así, la serie integra estas problemáticas como elementos constitutivos de la experiencia hospitalaria cotidiana, evitando tratarlas como excepciones o meros golpes de efecto narrativo.

Una experiencia que exige al espectador

Parte de la potencia de The Pitt reside en su capacidad para trasladar esa sensación de saturación también al público. La ausencia de pausas narrativas y la acumulación constante de conflictos construyen una experiencia de visionado exigente, incluso físicamente demandante. No se trata de una ficción pensada para la evasión, sino de una propuesta que interpela desde el desgaste y la incomodidad. En ese sentido, el realismo funciona como una estrategia estética y política: al impedir el distanciamiento emocional, obliga a confrontar las consecuencias humanas de crisis que suelen aparecer de forma abstracta en el discurso público.

Más allá de su estructura coral, la serie logra construir vínculos afectivos sólidos a partir de figuras que se vuelven entrañables incluso en medio del vértigo. Personajes como el doctor Langdon, la doctora King o la doctora Mohan aportan distintos matices a la experiencia hospitalaria, mientras que la jefa de enfermería Dana encarna ese saber práctico y silencioso que permite que el sistema continúe funcionando cuando todo parece al borde del colapso. Sin detenerse en largos desarrollos biográficos, la narrativa consigue delinear identidades complejas a través de acciones urgentes y formas concretas de habitar el trabajo sanitario.

Ficción en tiempos de crisis

En una industria audiovisual donde muchas producciones optan por la espectacularización o el escapismo, The Pitt se distingue por su decisión de habitar el presente sin anestesia. Al transformar la guardia hospitalaria en un espacio donde confluyen desigualdades económicas, tensiones raciales y el desgaste cotidiano del trabajo sanitario, la serie construye algo más que un drama profesional eficaz: ofrece una lectura sensible de las múltiples crisis que atraviesan la sociedad estadounidense. Su potencia no radica en prometer soluciones ni en idealizar a sus protagonistas, sino en mostrar cómo, incluso en medio del caos, persisten gestos de cuidado, solidaridad y resistencia. En ese cruce entre urgencia médica y urgencia social, la ficción deja de ser mero entretenimiento para convertirse en una herramienta para pensar el mundo contemporáneo.

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09/04/2026

Gorillaz encuentra otra altura

Entre la introspección sonora y el duelo, Gorillaz reformula su vínculo con el conflicto sin abandonar su posicionamiento de izquierda.

Las colaboraciones —marca histórica del proyecto— vuelven a ser centrales.

En su nuevo disco The Mountain, novena producción de estudio del proyecto liderado por Damon Albarn, Gorillaz profundiza una búsqueda introspectiva donde parte desde el duelo y lo transforma en experiencia sonora.

A 25 años del lanzamiento de su primer álbum, Gorillaz vuelve con The Mountain, un trabajo que no busca el golpe inmediato ni la consigna urgente. Desde sus primeros pasajes, el disco propone otra cosa: una atmósfera expansiva y contemplativa, donde las texturas y las colaboraciones construyen un paisaje antes que un estribillo explosivo. Si algo queda claro es que Albarn y compañía no están interesados en repetir fórmulas.

Las colaboraciones —marca histórica del proyecto — vuelven a ser centrales, pero esta vez integradas con mayor sutileza. No aparecen como invitados estelares que irrumpen para robarse la escena, sino como piezas orgánicas dentro de un clima más cohesionado. El álbum respira: hay espacio, percusiones más orgánicas, pasajes que se sostienen en la repetición hipnótica y una búsqueda sonora que se inclina más por la construcción de atmósferas que por el impacto inmediato. En varios pasajes, las estructuras parecen diluirse en capas sucesivas, donde la voz deja de ser protagonista para convertirse en un elemento más dentro del entramado.

A diferencia del pulso distópico de Humanz o del minimalismo melancólico de The Now Now, este nuevo trabajo parece apostar a una escucha completa. No es un disco de hits inmediatos: es un disco que pide tiempo, que se deja recorrer como un paisaje. En esa decisión hay una madurez evidente dentro de un proyecto que siempre entendió el pop como laboratorio. 

Entre los momentos más interesantes aparece la colaboración con Trueno, que no se siente como un guiño marketinero sino como una integración natural dentro del pulso rítmico del álbum. Su intervención aporta cadencia y tensión urbana, pero también conecta el proyecto con una escena latinoamericana que hoy ocupa un lugar central en la música global, aunque en condiciones profundamente desiguales dentro de la industria.

Algo similar ocurre con la participación de Bizarrap. Conocido por su maquinaria de hits virales, aquí aparece en un registro menos inmediato y más atmosférico, adaptado al clima general del disco. Es interesante cómo Gorillaz logra absorber una figura asociada al algoritmo sin perder coherencia estética. En lugar de sonar a crossover oportunista, la colaboración refuerza el carácter híbrido que la banda siempre defendió.

El cruce con Johnny Marr (ex The Smiths) aporta otra capa generacional. Su guitarra aparece como una textura elegante dentro del entramado sonoro. Es un gesto simbólico interesante: la herencia del indie británico dialogando con un proyecto que desde su nacimiento concibió el pop como territorio de cruces. Ese diálogo también expone un contraste: entre una tradición más introspectiva y un presente donde el post-punk vuelve a ensayar formas más explícitas de confrontación política.

Otro puente aparece con los británicos IDLES, una de las bandas más intensas del post-punk contemporáneo. Su presencia introduce una energía más áspera dentro del paisaje del álbum, aunque incluso allí Gorillaz parece absorber esa potencia y traducirla a su propio lenguaje más atmosférico. El resultado no es un choque sino una convivencia que refuerza la idea del disco como territorio de encuentros.

El mapa de colaboraciones se amplía aún más con artistas provenientes de otras tradiciones musicales. La participación recurrente de Anoushka Shankar introduce una dimensión distinta dentro del paisaje sonoro: melodías circulares, climas contemplativos y una espiritualidad que atraviesa buena parte del trabajo. Los viajes recientes de Albarn por la India parecen resonar en este clima introspectivo, reforzando la sensación de un disco concebido como experiencia más que como colección de canciones. Esa deriva espiritual no implica una fuga del mundo, sino otra forma —más difusa— de procesar un presente atravesado por la violencia global.

El disco también recupera una tradición muy propia del universo Gorillaz: la convivencia entre generaciones musicales. Allí aparece la huella de Tony Allen, figura central del afrobeat y colaborador histórico de Albarn, junto con referencias a voces que marcaron etapas anteriores del proyecto. Más que simples homenajes, estas presencias funcionan como recordatorio de que Gorillaz siempre construyó su identidad dialogando con tradiciones que exceden el presente inmediato.

Lo que deja este recorrido no es la sensación de collage caótico, sino de construcción cuidada. Las colaboraciones no compiten; dialogan. El resultado es un disco que se desplaza con paciencia y confirma que Gorillaz sigue entendiendo la música como punto de encuentro entre escenas, generaciones y geografías distintas.

Esa mezcla global —Latinoamérica dialogando con el indie británico, productores de la era del streaming conviviendo con guitarristas históricos— no es solamente un gesto estético. También es una declaración de época. Gorillaz vuelve a presentarse como un nodo donde circulan territorios distintos y sensibilidades diversas. Pero, a diferencia de otros momentos de su carrera, el conflicto no ocupa el centro del escenario. Está ahí, sí, pero como telón de fondo.

No hay indiferencia. La banda ha expresado públicamente su apoyo a causas concretas y ha participado de iniciativas solidarias en un contexto internacional atravesado por guerras abiertas y crisis humanitarias evidentes. El propio Damon Albarn llegó a impulsar presentaciones a beneficio del pueblo palestino, evidenciando un posicionamiento político que trasciende lo estrictamente musical.

En esa misma línea, en una entrevista reciente con el diario El País (20/3), Albarn fue aún más explícito: “definitivamente, somos de izquierdas al 100%”, afirmó, al tiempo que reivindicó una inclinación socialista dentro del proyecto. La declaración no es menor. En un presente cultural donde buena parte del pop tiende a diluir sus definiciones ideológicas, Gorillaz reafirma una identidad política incluso cuando su producción estética parece correrse del enunciado directo.

Lejos de expresar una retirada del conflicto, The Mountain parece inscribirse en una tendencia más amplia dentro de la cultura contemporánea: la transformación del antagonismo en experiencia subjetiva. Frente a la sobreexposición al horror y a la circulación permanente de imágenes de destrucción, el arte masivo encuentra otras vías de elaboración.

Sin embargo, ese desplazamiento también tiene límites y se vuelve más evidente si se lo contrasta con momentos anteriores de la discografía de Gorillaz. En discos como Demon Days o Plastic Beach, la crítica a la guerra, al capitalismo global y a la devastación ambiental aparecía con mayor centralidad conceptual. Más adelante, Humanz tradujo el clima político del ascenso de Donald Trump en una distopía urgente y festiva al mismo tiempo. Frente a ese recorrido, The Mountain marca otra inflexión: ya no se trata de narrar el conflicto, sino de procesarlo. En ese punto se abre una tensión que atraviesa no solo a Gorillaz, sino a buena parte de la cultura contemporánea.

Aun así, esa ambigüedad no invalida el recorrido del proyecto. Por el contrario, lo vuelve más complejo. Porque a diferencia de otros proyectos artísticos, Gorillaz  en su práctica pública y en las definiciones de Damon Albarn persiste un posicionamiento claro frente a los conflictos del presente.

En ese cruce —entre una música que elige sugerir antes que denunciar y una toma de posición que sigue siendo explícita— se juega el lugar que hoy ocupan muchos artistas dentro de la cultura global. Escucharlos implica también leer esa tensión: no como una renuncia, sino como una forma, todavía activa, de intervenir en el mundo.

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09/04/2026

Perú: elecciones bajo estado de emergencia y militarización

Hay 36 listas presidenciales para los comicios del 12 de abril

Dieciocho millones de electores votarán el próximo domingo, 12 de abril, para elegir presidente, legisladores y autoridades provinciales y comunales del Perú. Deberán optar entre ¡36! listas que presentan candidaturas presidenciales: una oferta electoral dispersiva inédita. El boletón electoral que deberán marcar los votantes ha roto un record Guinness. No se trata de un “exceso de democracia”, sino de una profunda descomposición del régimen. Estas elecciones se realizarán luego de tres golpes de Estado, impulsados por una oligarquía política parlamentaria (con el apoyo de las Fuerzas Armadas y demás factores de poder), que el pueblo ha calificado como “pacto mafioso”.

En diciembre de 2022 fue destituido el presidente Pedro Castillo que había sido elegido por el voto popular en julio de 2021. La presidente Dina Boluarte, que participó del golpe contra Castillo, fue a su vez derribada en octubre del 2025. Nombrado José Jeri, estuvo menos de cuatro meses hasta febrero de este año. En su lugar, fue nominado José María Balcazar, casualmente del mismo partido de Castillo (Perú Libre), que votó en aquel momento su destitución y encarcelamiento. Pero este también tuvo su crisis: se vio obligado a pedir la renuncia de la primer ministro, jefa de gabinete, Denise Miralles. En el armado del nuevo gabinete ministerial, fue nombrado Jefe el general de división retirado, Luis Enrique Arroyo Sánchez, que era hasta ese momento ministro de Defensa. Y en el ministerio del Interior, un alto funcionario policial. No casualmente, el nuevo gobierno ha vuelto a declarar el “Estado de Emergencia” que prohíbe las manifestaciones, restringe las libertades democráticas y da vía libre a la intervención de las fuerzas armadas y policiales (allanamientos, etc.). Las elecciones del 12 de abril se realizarán bajo este signo represivo: con el presidente constitucional depuesto y en prisión, con la militarización, especialmente de la capital, etc.

Democracia oligárquica

La destitución golpista de Castillo abrió una etapa de creciente reacción política (limitaciones al escaso derecho al aborto existente, etc.). El parlamento reaccionario avaló todos los arbitrarios “cambios institucionales” (Juntas Electorales, etc.) colocando a elementos de trayectoria antidemocrática a su frente. Realizó una “reforma constitucional” antidemocrática, terminando con el régimen parlamentario unicameral y creando un Senado cuya forma de elección proscribe, incluso, la presencia de minorías. Esta es la “democracia” peruana, donde un centenar de diputados corruptos, con decenas de acusaciones (incluso legales) han venido transformando las “instituciones” republicanas a espaldas de cualquier consulta popular. Según las encuestas realizadas por diversas organizaciones, más del 90% de la población repudia no solo a los presidentes golpistas, sino, particularmente, al parlamento “mafioso”.

El volcán de la crisis social

Pero casi toda la clase burguesa nacional e imperialista saluda, por encima de la inestabilidad política, la “estabilidad económica” que habría sido impuesta por el accionar del presidente del Banco Central de Reserva del Perú, Julio Velarde. Que ha actuado como el verdadero poder durante los últimos 20 años, bajo todos los gobiernos, al estilo libertario (de los Milei). Se le atribuye un éxito en la “macro” economía: tras 8 trimestres de déficit fiscal, ha logrado un trimestre de superávit el año pasado, no eliminando el déficit pero sí disminuyéndolo; tiene superávit en el comercio internacional (los monopolios mineros extranjeros y los nuevos monopolios del agropower exportan a lo loco, etc.), lo cual ha redundado en 97 mil millones de dólares de reservas (un 30% del PBI), etc.

Pero la situación social es calamitosa: 7 millones de trabajadores ganan por debajo de la mitad del costo de la canasta familiar e incluso del salario mínimo vigente; el 42% está subempleado; más de 9 millones están debajo de la línea de pobreza; el hambre avanza: según un estudio de Infobae (5/4) “el hambre en Perú alcanza cifras de hace 15 años”. Pero las exportaciones del agropower aumentan, llenando los bolsillos de la oligarquía exportadora. “Esta paradoja se refleja también en cifras recientes: más del 51% de peruanos enfrenta inseguridad alimentaria moderada o severa, lo que equivale a cerca de 17.6 millones de personas” (ídem). Comida hay, lo que no hay es plata para comprarla a precios internacionales. El 70% de los trabajadores está en negro y/o con contratos temporales que se renuevan constantemente y no terminan nunca.

La derecha en las encuestas electorales

Las encuestas preelectorales venían dando, hasta el mes de febrero, que ningún candidato superaba mucho más del 10% de la intención de voto y que un 25% tenía la intención de votar en blanco o nulo. La primacía la llevaban dos candidatos derechistas: el ultraderechista ex alcalde de Lima, Rafael López Aliaga (Renovación Popular) con el 13% y Keiko Fujimori (hija del fallecido dictador Alberto Fujimori, Fuerza Popular) con el 9%, que sería la cuarta vez, a lo largo de un par de décadas, que iría a una segunda vuelta de ballotage. Dominaban las propuestas de “mano dura” frente al crecimiento de la inseguridad con el accionar de bandas de sicarios. Pero… el cierre oficial de publicidad de encuestas, realizado este domingo 5, una semana antes del escrutinio, ha presentado un nuevo panorama: Keiko Fujimori se colocó primera, subiendo al 15% y López Aliaga, con un 7% retrocedía a un incómodo cuarto puesto. Emergía la figura de un outsider populista derechista, el cómico Carlos Alvarez (País para Todos) con un 9%, ocupando el segundo lugar en el podio de las encuestas preelectorales. En el tercer (o segundo) puesto, se destacaba Roberto Sánchez Palomino (Juntos Por el Perú,  JPP) que había saltado del 3 a casi el 9%.

Roberto Sánchez aparece en el plano electoral como la “izquierda”. Surgido en el Partido Humanista, hace varios años, armó un frente electoral el año pasado con Antauro Humala, un aventurero populista, y ahora ha terminado constituyendo un frente centroizquierdista. En las elecciones del 2021 integró el frente Nuevo Perú, que llevaba a la centroizquierdista Veronika Mendoza, lista que fue apoyada por casi toda la centroizquierda y el nacionalismo burgués latinoamericano (kirchneristas, lulistas, etc.). Al ganar Pedro Castillo la primera vuelta, Roberto Sánchez pasó rápidamente a apoyarlo contra Keiko Fujimori para la segunda vuelta. Por ello, Roberto Sánchez fue nombrado ministro de Comercio Exterior y Turismo del gobierno de Pedro Castillo. Es de destacar que fue el único ministro que no fue cuestionado por los juzgamientos parlamentarios y que se mantuvo toda la gestión de Castillo, en el marco de numerosas crisis y cambios de gabinete. JPP se ha empoderado como sucesor del detenido Pedro Castillo: Roberto Sánchez usa -igual que Castillo- un sombrero de ala ancha y recibió, en los últimos días, el apoyo explícito del ex presidente.

¿Canalizará los votos de oposición popular al curso derechista que siguió el régimen peruano después del derrocamiento del presidente Castillo?

Castillo no produjo ninguna modificación del cuadro político-social. Fue de una nulidad e impotencia casi total. Pero su derrocamiento produjo una movilización popular intensa, especialmente en las comunidades indígenas, cuya represión dejó casi 80 muertos y decenas de detenidos.

Roberto Sánchez ha planteado que indultará a Pedro Castillo, decretando su libertad. Desde el punto de vista de su programa repite generalidades (mucho menos radicalizadas) como las que planteaba Castillo cuando ganó en el 2021. Prometiendo mejoras en la educación pública se “comprometió” a “declarar a la educación, como un derecho fundamental consagrado en la Constitución”. Declarar derechos es puro bla, bla. También anunció  su propósito de “reconocer formalmente a los mineros, vendedores informales y a los 10 millones de micro y pequeños empresarios del país. Asimismo, subrayó la necesidad de fortalecer los beneficios para agricultores y pescadores artesanales dentro de un régimen que democratice el acceso a oportunidades”. Más bla, bla. No se plantea la expropiación de las mineras, ni de las fincas monopólicas del agropower, ni ningún cambio trascendental en materia previsional, de salud, etc. Dentro de este frente actúa Alternativa Socialista, con una política oportunista, apoyada por la Liga Internacional Socialista (LIS) que aplica sus tesis de construir “partidos amplios” y participar de listas electorales con sectores burgueses si esto le facilita un posible rédito electoral (ver "Sobre el III Congreso de la Liga Internacional Socialista", en revista En Defensa del Marxismo).

Participan del frente electoral en el centroizquierdista Juntos por el Perú, con la candidatura de Sofía Martínez, que estaría “al servicio de levantar un programa socialista, anticapitalista e internacionalista, que permita un voto consciente, incorruptible y coherente, en un escenario dominado por el oportunismo y la demagogia. No prometemos cargos ni privilegios: prometemos coherencia, lucha y compromiso con el pueblo”, llamando a la  “unidad anticapitalista frente a la ultraderecha”, dice la declaración de Alternativa Socialista.

Por una estrategia de independencia obrera

De todas maneras, la emergencia de la lista de JPP -y muy cerca de ella del centroizquierdista Alfonso López Chau (del Partido Ahora Nación)-  ha puesto nerviosos a varios centros de poder. Keiko Fujimori se había adelantado planteando la necesidad de combatir a la izquierda, promoviendo una segunda vuelta entre ella y López Aliaga.

Existe una amplia vanguardia que se reclama de izquierda, pero que no ha logrado reagruparse en torno a una orientación estratégica de independencia política. Este es el problema fundamental que deberá resolverse luego de la jornada electoral del domingo 12: la necesidad de poner en pie un agrupamiento político obrero y socialista, partidario de la lucha estratégica por un gobierno de trabajadores.

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08/04/2026

Los bombardeos criminales de Israel contra el Líbano en plena tregua

Habría más de 250 muertos.

Bombardeo contra Líbano

Tras los anuncios de un cese al fuego entre Estados Unidos e Irán, Israel lanzó una serie de bombardeos en Líbano que dejaron más de 250 muertos y 1.100 heridos, en una de las jornadas más mortíferas desde que el sionismo reemprendió los ataques contra su vecino del norte.

Para justificar esta nueva masacre, el primer ministro israelí, Benjamin Netanyahu, sostuvo que Líbano no forma parte de la tregua pactada. El presidente estadounidense, Donald Trump, argumentó lo mismo en un reportaje con la cadena PBS, con lo cual convalidó tácitamente la agresión. El cese de los ataques contra Líbano y Hezbollah sí figura en la propuesta de diez puntos presentada por Irán para poner fin a la guerra.

El alcance de la nueva agresión israelí revela que estamos ante un entendimiento frágil. “Las condiciones para un cese al fuego entre Irán y Estados Unidos son claras y explícitas: América debe elegir entre el cese al fuego o la continuación de la guerra a través de Israel”, señaló el canciller Abbas Araghchi en Telegram. Algunos medios iraníes señalaron, inclusive, que, durante los bombardeos israelíes, Teherán volvió a cerrar temporalmente el Estrecho de Ormuz, cuya reapertura es uno de los puntos fundamentales de la tregua entre las partes, mediada por Pakistán. Funcionarios iraníes, a su vez, no descartaron una respuesta si se repiten los lanzamientos.

Hezbollah condenó las acciones israelíes en un comunicado y las calificó como “crímenes de guerra”, puntualizando que incluyeron mercados y comercios. En la misma jornada, las fuerzas israelíes asesinaron a otro periodista en la Franja de Gaza. Se trata de Mohammed Wishah, que trabajaba para la cadena qatarí Al Jazeera. El hecho eleva la cifra de trabajadores de prensa asesinados a 262, según esa misma cadena informativa. Hamas denunció que es una nueva infracción israelí del cese al fuego para la zona, establecido en octubre de 2025.

El frente libanés de la guerra se abrió tras el asesinato del ayatollah Ali Khamenei, durante el comienzo de las operaciones israelíes y estadounidenses contra Irán, a fines de febrero. Ante esa situación, Hezbollah retomó los lanzamientos aéreos contra Israel.

Tel Aviv, por su parte, emprendió bombardeos masivos que dejaron más de 1.000 muertos y un millón de desplazados, lo que equivale a casi un quinto de la población total libanesa. Paralelamente, amplió su ocupación territorial en el sur, hasta el río Litani, bajo el pretexto de crear una “zona de seguridad”. Las operaciones israelíes incluyeron la demolición de puentes sobre ese río, que impide el regreso de miles de desplazados a sus hogares en el sur.

La tregua anunciada por Trump, pocas horas después de amenazar con devolver a Irán a la Edad de Piedra y aniquilar una civilización entera, y sin haber conseguido ninguno de sus objetivos, es un golpe para la Casa Blanca, que se vio sorprendida por el alcance de la resistencia iraní y el impacto internacional causado por el cierre del Estrecho de Ormuz, arteria por la que transita un quinto del petróleo mundial.

El sábado 11, nos movilizaremos en Buenos Aires contra el genocidio en la Franja de Gaza, la guerra imperialista-sionista contra Irán y Líbano, el alineamiento del gobierno de Milei con Estados Unidos e Israel, y en apoyo a la flotilla global Sumud, que zarpará el 12 desde Barcelona con destino a Gaza.

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07/04/2026

La guerra en Medio Oriente y el alza del petróleo golpean a Filipinas, un aliado yanqui

Ferdinand Marcos Jr, presidente filipino, junto a Trump

El incremento de los precios del petróleo a nivel mundial, como resultado de la guerra emprendida por Estados Unidos e Israel contra Irán, está empujando a numerosos gobiernos a adoptar medidas de emergencia.

El alza promedia un 14 por ciento a nivel internacional, según The Economist, pero el impacto es mucho mayor en el Sudeste Asiático (donde las subas trepan al 40 por ciento), y en especial en Filipinas, donde los precios subieron un 70 por ciento. Ante este cuadro, el régimen de Ferdinand Marcos Jr. (hijo del dictador que gobernó entre 1965 y 1986) se convirtió en el primero en dictar la emergencia energética desde el estallido de la guerra en Medio Oriente, el 28 de febrero pasado. Desde esa región, Filipinas importa combustibles y fertilizantes que deben atravesar el Estrecho de Ormuz, actualmente bloqueado por Irán.

Las medidas del gobierno filipino se anunciaron el 24 de marzo e incluyen la reducción de los impuestos especiales a la gasolina y el diesel, medidas de ahorro energético, el fomento de fuentes energéticas alternativas al petróleo (desde el carbón a la energía solar), la búsqueda de proveedores alternativos y, sobre todo, las compras de petróleo estatales y subsidios para mitigar el impacto de las subas, tras el estallido de reclamos y protestas de transportistas.

El aumento de los combustibles amenaza con un incremento generalizado de costos, una reducción del crecimiento y una mayor tensión social, que viene en ascenso. En septiembre de 2025, la malversación de un fondo que estaba destinado a obras contra las inundaciones desató protestas masivas.

La crisis, además, acentúa las internas dentro del bloque gobernante e introduce las primeras fisuras en el alineamiento de Marcos Jr. con los Estados Unidos.

Marcos llegó al poder en 2022 junto a Sara Duterte -hija del expresidente Rodrigo Duterte- como vice, pero pronto estallaron las disputas entre ambos clanes. La facción de Marcos motorizó un impeachment en el parlamento contra la funcionaria, bajo acusaciones de corrupción, pero el Tribunal Supremo anuló el proceso, considerándolo inconstitucional. Los partidarios del presidente volvieron a la carga con la presentación de nuevas denuncias contra la vice, mientras que esta busca, ahora, sacar provecho del desgaste de Marcos ante la crisis energética y ya anticipó que se presentará como candidata a las presidenciales de 2028.

Por su parte, la crisis energética fuerza a Marcos a decisiones pragmáticas que van a contramano de su alianza con Estados Unidos y con Donald Trump, a quien visitó en la Casa Blanca.

Filipinas disputa con China y otros Estados del Sudeste Asiático la soberanía de algunas islas y el control del Mar de la China Meridional. Estas tensiones con Beijing han llegado, inclusive, a los escarceos entre buques de ambos países. A diferencia de su antecesor en el cargo, Rodrigo Duterte, que mantuvo vínculos con China, Marcos Jr. se inclinó decididamente hacia la Casa Blanca, transformándose tal vez en su mayor aliado en la región. Por un convenio de 2014, renovado por Marcos Jr., los yanquis tienen acceso a cinco bases militares filipinas.

Pero ahora, ante la envergadura de la crisis energética, Marcos declaró públicamente que no descarta una explotación conjunta de reservas gasíferas y petrolíferas junto a China. Esta sola declaración, con independencia de la viabilidad del plan, es sintomática. Al mismo tiempo, como Filipinas necesita diversificar sus proveedores de petróleo, importó un cargamento desde Rusia. Por último, el gobierno filipino se declaró país "no hostil" a Irán y selló un acuerdo para que sus buques queden excluidos del bloqueo en el Estrecho de Ormuz, todo ello mientras Trump amenaza con barrer la civilización iraní en una sola noche.

Al igual que la guerra en Ucrania, la guerra contra Irán tiene repercusiones económicas y políticas globales, empezando por un aumento de precios en los combustibles que ceba la inflación y deteriora las condiciones de vida de las masas. La lucha por la derrota de la agresión imperialista-sionista contra Irán se une, así, con la lucha para que los trabajadores no se vean afectados por el alza en el costo de vida.

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07/04/2026

El 11 marchamos contra el genocidio en Gaza y la guerra imperialista-sionista contra Irán

Convocatoria del Comité Argentino de Solidaridad con el Pueblo Palestino.

Ganar las calles otra vez

El Comité Argentino de Solidaridad con el Pueblo Palestino resolvió una nueva movilización a Plaza de Mayo contra el genocidio en la Franja de Gaza, la guerra imperialista-sionista contra Irán y Líbano, y el alineamiento del gobierno de Milei con Estados Unidos e Israel.

La protesta partirá desde la esquina de Callao y Corrientes y coincidirá con una jornada global de movilizaciones en apoyo a la flotilla global Sumud, que el 12 de abril parte desde Barcelona hacia Gaza para tratar de romper el bloqueo israelí al ingreso de ayuda humanitaria. Dicha flotilla cuenta con una delegación argentina integrada por referentes del Frente de Izquierda (como Pablo Giachello, diputado electo bonaerense) y otras organizaciones defensoras de la lucha del pueblo palestino.

Son más de 600 los muertos en Gaza desde la entrada en vigor del tramposo "cese al fuego" de octubre de 2025. Las tropas israelíes aún dominan el 54 por ciento del territorio costero y el bloqueo continúa.

En el caso de Irán, son más de 2 mil los muertos. Los ataques incluyen escuelas, universidades, templos, plantas energéticas e instalaciones nucleares. Trump amenazó con devolver a Irán a la Edad de Piedra, desatar el infierno y eliminar la civilización iraní en una noche, entre otras calamidades, si Teherán no reabre el Estrecho de Ormuz.

El mismo lenguaje emplea el sionismo para amenazar al Líbano, donde hay más de mil muertos y un millón de desplazados, y donde Israel extendió su ocupación territorial en el sur.

Esta ofensiva criminal cuenta con el respaldo del gobierno de Milei, quien en su última gira por Nueva York dijo que "vamos a ganar la guerra" y se declaró como "el presidente más sionista del mundo".

El 11, ganemos las calles en todo el país y en el mundo.

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06/04/2026

Pablo Giachello viajó a Barcelona para incorporarse a la flotilla global Sumud

El diputado provincial electo del PO-Frente de Izquierda integra la delegación argentina de la iniciativa de solidaridad con el pueblo palestino.

Una delegación del PO acompañó a Pablo Giachello

Este domingo 5 de abril partió desde Ezeiza hacia Barcelona Pablo Giachello, diputado provincial electo del Partido Obrero-Frente de Izquierda en la provincia de Buenos Aires. Giachello integra -junto a otros referentes del Frente de Izquierda y organizaciones solidarias- la delegación argentina de la flotilla global Sumud, iniciativa de solidaridad con el pueblo palestino que zarpará -con más de 70 naves- el 12 desde la ciudad catalana hacia la Franja de Gaza para tratar de quebrar el bloqueo del Estado genocida de Israel al ingreso de ayuda humanitaria al territorio costero.

Giachello, quien también es dirigente nacional del PO, fue acompañado en el aeropuerto por una delegación de dirigentes y militantes, entre ellos Vanina Biasi (legisladora porteña del PO-Frente de Izquierda, quien enfrenta una causa judicial en el fuero federal debido a su compromiso con la causa palestina) y Gabriel Solano.

Pablo compartirá la flotilla con miembros de la Tendencia Internacionalista Revolucionaria (TIR) de Italia y Liberación Comunista (KA) de Grecia, dos organizaciones con las que el PO viene realizando distintas iniciativas contra la guerra imperialista.

Durante la semana, Pablo había participado también de la presentación en la Facultad de Filosofía y Letras de la UBA de la coordinación local de la flotilla. Las autoridades migratorias y aeroportuarias del gobierno de Milei -"el más sionista del mundo", según se jactó el presidente en Nueva York- impidieron el ingreso al país de Thiago Ávila, uno de los coordinadores globales de Sumud, quien tenía previsto participar del evento. Su compañera y miembro de la flotilla, Clara Souza, denunció el carácter político del veto al ingreso de Ávila al país. Ávila había tenido problemas semejantes en Panamá, donde también hay un gobierno de extrema derecha alineado con los Estados Unidos.

Pablo Giachello comenzó su militancia en 2001, a los 14 años de edad. En 2003 fue elegido presidente del centro de estudiantes del colegio Albert Thomas y se destacó como constructor de la Coordinadora de Estudiantes Secundarios. Ya como militante de la UJS, juventud del Partido Obrero, fue presidente del centro de estudiantes de la Facultad de Artes y vicepresidente segundo de la Federación Universitaria de La Plata. En 2006 participó de las primeras movilizaciones en apoyo al pueblo palestino y contra la ofensiva de Israel contra el Líbano. En 2011, con 23 años de edad, fue elegido para integrar el Comité Nacional del Partido Obrero. A los 25 años se mudó a Neuquén para colaborar con la construcción y desarrollo del PO neuquino. Allí trabajó como docente y se volcó fuertemente al apoyo a las luchas obreras, acompañando de cerca las ocupaciones de las fábricas Cerámica Neuquén y MAM, por parte de sus trabajadores, contra los cierres y despidos. Fue asesor político y sindical de la Agrupación Obreros del Petróleo, una agrupación antiburocrática en el estratégico gremio petrolero de Neuquén y Río Negro. Fue candidato a vicegobernador de Neuquén en 2019 por el Frente de Izquierda. Entre diciembre de 2019 y febrero de 2020, en el marco del desarrollo de la rebelión popular en Chile, viajó en varias ocasiones al país vecino para participar de las protestas y colaborar al reagrupamiento de las organizaciones socialistas y revolucionarios.

De retorno en Buenos Aires, desde octubre de 2023 participó de todas las movilizaciones en apoyo al pueblo palestino, en el marco del genocidio perpetrado por el Estado de Israel. Desde 2018 colabora habitualmente con la revista teórica En Defensa del Marxismo, donde aborda la situación latinoamericana, la cuestión de la guerra y, más recientemente, la caracterización de China, en polémica con las estrategias de otras corrientes de la izquierda internacional. Escribe también en el periódico Prensa Obrera como impulsor y defensor de las luchas obreras y populares en la Argentina. Es conductor y responsable de la columna internacional del programa de streaming 14 Toneladas.

La nueva edición de la flotilla Sumud, integrada por referentes de decenas de países, partirá hacia Gaza en momentos críticos en Medio Oriente. En el territorio costero, el genocidio continúa: más de 600 palestinos fueron asesinados desde la entrada en vigor del tramposo "cese al fuego", en octubre de 2025. Las tropas sionistas controlan el 54 por ciento de ese territorio. El bloqueo al ingreso de productos básicos persiste. A su vez, el parlamento israelí aprobó un proyecto de pena de muerte dirigido específicamente contra la población palestina. Y en Cisjordania se multiplican los asentamientos coloniales y ataques de colonos armados.

Este cuadro se completa con la guerra de Estados Unidos e Israel contra Irán, que ya dejó más de 2 mil muertos (incluyendo las 160 niñas de la escuela de Minab, en el sur del país), y la ocupación sionista del Líbano, con un saldo provisorio de más de mil muertos y un millón de desplazados.

Durante la conferencia en Filosofía y Letras, Giachello señaló que “es necesaria esta acción internacionalista con un pueblo que enfrenta un genocidio”. Denunció la agresión contra Irán y el propósito del imperialismo y el sionismo de reorganizar el Medio Oriente según sus intereses. Planteó que la iniciativa global Sumud es no solo una acción humanitaria sino también un llamado a los pueblos del mundo a luchar contra la ofensiva imperialista.

El sábado 11 de abril habrá movilizaciones en todo el mundo para acompañar la partida de la flotilla y denunciar el genocidio en Gaza y la guerra imperialista-sionista contra Irán y Líbano.

Ganemos las calles una vez más.

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05/04/2026

Otra vez el rugby: denuncias de abusos sexuales en el Club Regatas de Bella Vista

Denuncias de abuso y violencia de género

En los últimos días se difundió la noticia de graves denuncias de abusos sexuales y difusión de videos sin consentimiento en el marco de un “tercer tiempo” de rugby, una comida posterior a los partidos donde participan jugadores de ambos equipos y personas allegadas del Club Regatas en Bella Vista, San Miguel. Según la mayoría de los medios, los hechos habrían ocurrido el 24 de marzo. El diario deportivo Olé, en cambio, sostiene que sucedieron durante la noche del 28 de marzo, en el marco de una fiesta. Más allá de la fecha exacta, lo que se conoce hasta ahora da cuenta de una trama de violencia machista organizada.

El chat que se viralizó en redes sociales y que dio a conocer el caso es brutal. Allí se relata que una joven, hermana de uno de los propios amigos del grupo, habría sido abusada sexualmente tres veces en una misma noche. Además aparece que les habrían “pinchado los vasos” con drogas.

Actualmente existe una denuncia radicada en la UFI N°14 de San Martín por la filmación y difusión de videos sin autorización. Pero la dimensión de los hechos que se desprende de los testimonios conocidos públicamente excede ampliamente ese aspecto judicial: estamos ante denuncias de abusos sexuales, violencia de género y una práctica grupal organizada.

El silencio del club protege a los violentos

Frente a la viralización del caso, el club involucrado intentó lavarse las manos con un comunicado dirigido a los socios. Allí habla de “conductas impropias” y de dar tratamiento al asunto “por los canales institucionales correspondientes”. Pero no explica cuáles son esos canales, ni informa ninguna medida concreta. Tampoco hay declaraciones públicas en sus propias redes sociales, de hecho los comentarios están cerrados. No hay en ese comunicado ninguna condena específica a la violencia machista, a los abusos denunciados ni a la difusión de videos. Tampoco existe, hasta el momento, noticia alguna sobre sanciones a los rugbiers involucrados o sobre algún tipo de asistencia y acompañamiento a las víctimas.

El club actúa como tantas otras instituciones: solo se pronuncia cuando el escándalo estalla públicamente y cuando los chats ya circulan por todas las redes. Mientras tanto, preserva el pacto de silencio y la impunidad.

No es un hecho aislado: la violencia machista en el rugby tiene antecedentes

Los abusos sexuales grupales, las filmaciones sin consentimiento y la humillación de las mujeres no son una excepción ni un “exceso” de algunos individuos. Son prácticas que se reproducen en ámbitos donde imperan códigos de masculinidad violenta, misoginia y encubrimiento. Si las jóvenes fueron drogadas, como denuncian distintos testimonios, estamos ante una práctica planificada.

Se trata de una violencia organizada, ejercida en grupo y sostenida por un entorno que naturaliza el sometimiento de las mujeres.Los antecedentes sobran. En 2020, una joven denunció que rugbiers del Club Universitario de Rugby de La Plata compartían en un grupo de WhatsApp fotos y videos sexuales filmados sin consentimiento de conocidas, amigas, novias y compañeras.

En 2016, una mujer denunció una violación grupal, o “en manada”, por parte de jugadores de Unión Rugby de Cuyo y de su manager, durante una fiesta privada. Todos los imputados terminaron sobreseídos porque la Justicia consideró que no podía “probarse” que la denunciante hubiera estado inconsciente.

La impunidad judicial, el encubrimiento institucional y el pacto corporativo de los clubes son parte del problema. Los hechos se conocen por filtraciones, viralizaciones y denuncias públicas, no porque las instituciones actúen para prevenir la violencia o proteger a las víctimas.

Milei, Kicillof y el vaciamiento de las políticas contra la violencia

La violencia machista no se reproduce en el vacío. Tiene un contexto político y social que la habilita. El gobierno de Javier Milei impulsa un discurso abiertamente misógino y negacionista de la violencia de género. Desde el poder se ataca a las mujeres, a las diversidades y a cualquier política pública que busque prevenir abusos o brindar herramientas para identificarlos. Por eso el gobierno nacional apunta contra la Educación Sexual Integral (ESI), una herramienta fundamental para detectar situaciones de abuso, cuestionar los mandatos de género y prevenir las violencias.

Pero el problema no se limita al gobierno nacional. En la provincia de Buenos Aires, el gobierno de Axel Kicillof mantiene un vaciamiento de la formación docente en ESI. Su aplicación depende muchas veces de la voluntad individual de cada docente y de las herramientas que haya podido conseguir por su cuenta. A su vez, en escuelas atravesadas por ideologías clericales y conservadoras, como lo son muchas en el partido de San Miguel, la ESI termina siendo papel mojado. En su lugar, se reproducen contenidos oscurantistas y anticientíficos que naturalizan la subordinación de las mujeres y diversidades y legitiman vínculos violentos y desiguales.

Volvamos a poner en pie una ola verde

Frente a estos hechos, hace falta volver a poner en pie una gran ola verde que cuestione de raíz la violencia patriarcal y misógina que tiene al Estado y las Iglesias como los primeros responsables: negando recursos, vaciando programas, encubriendo abusadores y atentando contra herramientas de prevención como la ESI.Es necesaria una política integral de asistencia psicológica, legal y económica para las víctimas de violencia de género, con equipos interdisciplinarios, que estén bajo la gestión de las organizaciones de mujeres y profesionales especializadas y dispongan de los recursos necesarios para actuar. También es fundamental defender una ESI obligatoria, científica y laica, que enseñe a cuestionar los vínculos de poder, la desigualdad y la violencia con la que somos socializades desde niñes. Frente al avance de la crisis económica y el ajuste, volver a las calles en esta perspectiva es más que necesario para hacerle frente a la violencia creciente contra mujeres y diversidades.

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04/04/2026

Conferencia de Masar Badil en San Pablo

Quinta conferencia de la organización Movimiento Ruta Revolucionaria Alternativa Palestina.

Se realizó del 27 al 31 de marzo en Brasil.

Entre el 27 y el 31 de marzo se realizó en San Pablo la quinta conferencia de la organización Masar Badil, Movimiento Ruta Revolucionaria Alternativa Palestina, impulsada en el año 2021 por palestinos de la diáspora y palestinos que viven en Palestina y en territorios ocupados, fundadores de la organización de defensa de los prisioneros y rehenes palestinos, Samidoun y de la organización de mujeres palestinas Al Karamah.

Mientras las anteriores se realizaron en Europa, esta vez el evento se realizó en San Pablo, Brasil. Las jornadas se desarrollaron en el Centro Cultural y Político Palestino Al Janiah, al que pertence la palestina radicada en Brasil, Rawa Alsagheer, integrante de Masar Badil, fuertemente perseguida por su militancia. Hace unas horas Instagram cerró una cuenta de Rawa con 8 mil seguidores como fruto de esta acción persecutoria que sufren Rawa y toda la resistencia palestina en el mundo. Mientras esto ocurría en Brasil, en Argentina se impedía el ingreso de Thiago Avila, dirigente de la Flotilla Sumud que concurría a nuestro país para presentar a la delegación argentina que concurrirá a este nuevo desafío humanitario para romper el cerco sobre Gaza. Como señala en una reciente entrevista otro palestino que lucha en la diáspora y que dirige la Flotilla Sumud, Saif Abukeshek “realmente el problema no es el método de resistencia que elige el pueblo palestino, el problema es ser palestino, es que existimos como palestinos y que queremos tener nuestros derechos”.

Masar Badil realizó actividades culturales junto a colectivos de activistas brasileños solidarios con la causa palestina. El día 30, Masar Badil compartió intervenciones y reflexiones con activistas y organizaciones hermanas para luego cerrar con un acto abierto al público el día 31, donde intervinieron integrantes de diferentes países de la organización. Entre sus representantes hablaron estudiantes de Seattle que fueron parte de la fuerte organización estudiantil que en la Universidad de Washington protagonizaron campamentos, tomas de edificios y movilizaciones a la empresa Boeing, un consorcio estadounidense israelí para la producción de misiles quienes destacaron el rol del boicot empresarial.

Bissan Barghouti, también estudiante de Seattle, comenzó su intervención resaltando “el apoyo a los defensores de las personas oprimidas, a los verdaderos defensores de la humanidad, a la resistencia iraní, junto a los honorables aliados de Hesbollah en Líbano, a la resistencia iraquí, a la resistencia yemení Ansar Allah” y denunció la continuidad de los ataques imperialistas en la región. Su determinación categórica de apoyo a la resistencia armada de los pueblos árabes y persas que son agredidos por el sionismo y el imperialismo les vale una constante persecución que se hizo sentir en notas que salieron tanto en Infobae, titulada “La sombra de una organización terrorista relacionada a Irán detrás de una cumbre que se inicia en Brasil” como en medios de EEUU y de Canadá. En ambos países la organización Samidoun, que desde 2011 asiste y acompaña a prisioneros palestinos, fue declarada “terrorista”.

Para el dirigente del grupo Masar Badil, el palestino Khaled Barakat, presenciamos una era de decadencia de la hegemonía imperialista y de confrontación abierta de la resistencia con el imperialismo. “El alcance histórico de lo que ocurre hoy es comparable con el momento en que Nasser nacionalizó el canal de Suez en 1956, en el periodo abierto por la nacionalización del petróleo en Irán por parte de Mohammad Mosaddegh en 1951” de las manos de los capitales británicos que se llevaban sus riquezas y que fuera derrocado en 1953 por un golpe orquestado por EEUU e Inglaterra. El dirigente criticó a la izquierda que habla pero que no tiene un programa en defensa de los trabajadores y emparentó la lucha en Asia Occidental contra el imperialismo con la de “los pueblos originarios de toda Latinoamérica y el Caribe, la lucha de las poblaciones negras en EEUU, los prisioneros vascos que son parte de nuestro campo de resistencia". Entre las intervenciones no faltaron las críticas hacia la política del gobierno de Brasil de parte de las organizaciones presentes y de Masar Badil. La activista Rawa Alsagheer abrió el espacio resaltando la complicidad y la negativa del gobierno de Lula a romper relaciones comerciales con Israel. El caso explícito es el de Elbim Systems, la compañía israelí que provee tecnología avanzada para las Fuerzas Armadas brasileñas.

Por su parte, otra de las referentes de Masar Badil, la palestina Jaldia Abubakra residente en España, intervino en nombre de la organización de mujeres Al Karamah, planteando que las mujeres palestinas no son una rueda auxiliar de la resistencia sino uno de sus ejes centrales, protagonistas directas de la pelea contra el sionismo y el imperialismo. Tambien intervinieron representantes de Canadá y Argentina, junto a organizaciones amigas de Masar Badil de Argentina y Brasil que estaban presentes. En este sentido tambien desde Voces Judaicas por la Liberación, el colectivo de activistas judíos antisionistas de Brasil marcó en la conferencia la denuncia hacia el proyecto de ley impulsado por el lobby sionista -firmado originalmente por diputados del Psol y del PT que luego de la denuncia retiraron su firma- para reponer la definición de antisemitismo de la alianza internacional por la memoria del holocausto, (IHRA) una instrumentalización del holocausto para acusar de antisemitas a quienes critican al Estado de Israel.

El planteo central de Masar Badil fue el de impulsar campañas en América Latina contra las bases militares estadounidenses existentes y las que intentan instalar en nuestros países. “Masar Badil reafirmó su compromiso de intensificar la campaña popular global contra la presencia militar y de seguridad de Estados Unidos en el mundo árabe, Asia Occidental y el Sur Global, exigiendo el cierre de bases militares extranjeras en territorios de nuestros pueblos, consideradas herramientas de dominación imperialista. En este marco, se hizo un llamado a detener y boicotear las actividades de empresas de seguridad sionistas en Brasil, así como a cancelar todos los contratos firmados con ellas, en particular con Hagana Security y Yamam, por su papel como extensiones directas de los aparatos de represión y colonización".

Por su parte, la conferencia planteó el impulso de una actividad internacional contra el avance de Mekorot en nuestros países. “La conferencia también llamó a fortalecer la campaña internacional contra la empresa 'israelí' Mekorot, denunciando su papel en el saqueo de los recursos hídricos palestinos y sus intentos de infiltrarse en proyectos de agua y energía en diversos países, especialmente en América Latina, lo que representa una amenaza directa a la soberanía de los pueblos sobre sus recursos”. En Argentina, bajo el gobierno de Alberto Fernández, el exministro Wado De Pedro se encargó de firmar un convenio marco con Israel que abrió las puertas a la firma de convenios con 14 provincias con dicha empresa instrumento del apartheid y del genocidio palestino. La campaña votada se vuelve indispensable frente a la realidad de saqueo de nuestros recursos por parte del imperialismo que avanza de la mano de Milei y sus colaboradores.

Nuestro aporte se centró en hacer hincapié en la lucha por la derrota de EEUU en Irán, Líbano, Palestina y contra su injerencia en América Latina, en el desarrollo de una estrategia antiimperialista que ponga eje en el carácter capitalista de las agresiones imperialistas, que defienda los nacionalismos que de forma progresiva se enfrentan al imperialismo y en la necesidad de poner en pie una estrategia abiertamente socialista en todo el mundo.

Luchemos en América Latina por la derrota imperialista-sionista en Irán y en apoyo al pueblo palestino
Aporte del Partido Obrero a la conferencia de Masar Badil en Brasil -
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Por su parte, Masar Badil lleva adelante un enorme esfuerzo de organización y de producción teórica tendiente a combatir argumentos de las agencias imperialistas y estereotipos formados por estas contra la población arabe o persa y sus organizaciones. La organización madre de Masar Badil es Samidoun, declarada como terrorista por Canadá (donde tiene su sede central), EEUU y otros países del mundo. Su coordinadora, la estadounidense Charlotte Kates fue detenida y es perseguida por “terrorista”. Tan terrorista como Thiago Avila o como Greta Thunberg. Toda defensa de palestina es etiquetada bajo el mote de “terrorista”, el mismo mote con el que pretenden matar a más palestinos presos irregularmente en las cárceles del ente sionista.

Para Masar Badil y Samidoun, la lucha por dar voz a los rehenes palestinos de Israel es fundamental. Los prisioneros palestinos en cárceles israelíes hoy son más de 10 mil. Entre ellos se encuentra lo más destacado de la resistencia palestina. Frente a la aprobación de la pena de muerte para palestinos en el parlamento isarelí, en la conferencia se dejó constancia que hoy ya existe la pena de muerte en los hechos, que Israel lleva ya más de 100 asesinatos en cárceles desde que se produjo el “alto al fuego” que Israel nunca cumplió y que esta propaganda de amedrentamiento también será enfrentada con organización y militancia.

Mientras se desarrollaba la conferencia, en la Gaza arrasada por las bombas, el hambre y la persecución, se realizaba una manifestación masiva contra la aprobación de la pena de muerte por ahorcamiento promovida por Ben Gvir y aprobada por 68 votos contra 42 en el parlamento del ente sionista y con amplia aceptación social en la sociedad israelí totalmente fascistizada.

No hay “sombras” entre los que defienden a los pueblos del colonialismo y la opresión. Esta pelea es la única humanamente viable en este mundo y es la única luz de esperanza para terminar con la criminalidad imperialista y sionista en el mundo.

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Olla Popular en La Boca

Contra el gobierno del ajuste y el hambre.

Olla popular

El pasado miércoles 1ro de abril, como parte de la campaña contra la baja de un millón de planes sociales, desde el Polo Obrero se instaló una olla popular en la esquina de Almirante Brown y Wenceslao Villafañe. Gracias a los aportes de alimentos por parte vecinos y trabajadores, sumado a productos arrancados al Estado, por medio de la movilización, se cocinaron dos ollas grandes de guiso. Comida para los laburantes. Mientras la gestión de Sandra Pettovello y Javier Milei viene haciendo perder y pudrir toneladas en los galpones del Ministerio de Desarrollo Humano.

Al aviso de bajas en el programa Volver al Trabajo, se le suma la enorme caída de puestos de labor, cierre de empresas y fábricas. Incrementando los números de la pobreza e indigencia. A esta oscura radiografía social se le suman los desalojos, en aumento en el barrio. Desde el Ejecutivo de la ciudad, encabezado por Jorge Macri (PRO), sin previo aviso expulsan familias trabajadoras, con el fin de entregar extensos terrenos a especuladores inmobiliarios y del turismo. De este modo, el barrio se llena de personas en situación de calle.

En una hora y media se repartió la totalidad del delicioso guiso de arroz, lentejas y verduras. Nos preparamos para una importante jornada de lucha piquetera, el próximo martes 7 de abril. Y repetiremos las ollas populares. Como también merenderos, radios abiertas, actividades sociales y culturales. La defensa de las reivindicaciones la hacemos de la misma forma en que fueron conquistadas, ganando las calles. No a la baja de 1 millón de planes. Fuera Pettovello y Milei.

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01/04/2026

Se lanzó en Argentina la coordinación local de la flotilla global Sumud

La iniciativa de solidaridad con Palestina zarpa el 12 desde Europa con delegaciones de decenas de países

Flor Lorca @florlorca

La presentación -en la Facultad de Filosofía y Letras de la UBA- de la coordinación argentina de la flotilla global Sumud contó con la presencia de importantes referentes políticos, sociales y de la causa palestina.

La flotilla Sumud zarpará el 12 de abril desde Barcelona con decenas de naves que intentarán quebrar el bloqueo al ingreso de ayuda humanitaria a la Franja de Gaza por parte del Estado genocida de Israel.

En la presentación en la facultad estaba pautada la presencia de Thiago Ávila, uno de los coordinadores mundiales de la flotilla, pero las autoridades migratorias y aeroportuarias del gobierno de Milei -el “más sionista del mundo”, según se jactó en Nueva York- le impidieron el ingreso al país.

Su compañera y también integrante de la iniciativa de solidaridad con Palestina, Lara Souza, explicó los pormenores de la retención de Ávila en el Aeroparque por decisiones de las más altas esferas gubernamentales. Souza destacó el crecimiento de la flotilla Sumud a lo largo de sucesivas expediciones. Esta nueva edición contará con más de 70 barcos y una mayor cantidad de países representados que nunca. Souza llamó a estar junto al pueblo de Gaza y denunció las agresiones del imperialismo contra Venezuela e Irán.

En la presentación participaron también Lautaro Rivara (periodista e integrante de la organización de la flotilla Sumud), Pablo Giachello (diputado provincial electo del Partido Obrero-Frente de Izquierda), Celeste Fierro (MST), Ezequiel Peressini (Izquierda Socialista), Luca Bonfante (PTS), Abdallah El Tibi (residente palestino en Argentina), Carlos Trotta (Médicos sin Fronteras y Asamblea Permanente por los Derechos Humanos), Victoria Pi de la Serra (abogada marplatense), Gabriel Solano (dirigente del Partido Obrero), Juan Carlos Giordano (Izquierda Socialista), Iván Zeta (Judíes por Palestina) e Ignacio Cámpora (ATE Capital), entre otros.

Giachello, quien integrará la flotilla que zarpa el 11, señaló que “es necesaria esta acción internacionalista con un pueblo que enfrenta un genocidio”. Denunció la agresión contra Irán y el propósito del imperialismo y el sionismo de reorganizar el Medio Oriente según sus intereses. Planteó que la iniciativa global Sumud es no solo una acción humanitaria sino también un llamado a los pueblos del mundo a luchar contra la ofensiva imperialista.

Fierro, que integró la pasada delegación de la flotilla y volverá a participar en esta oportunidad, denunció la escalada reaccionaria del gobierno de Milei y, a pocos días del 24 de marzo, los genocidios de ayer y de hoy. Peressini -quien también participará por segunda vez de la flotilla- planteó que “la defensa de la causa palestina contra el genocidio es una causa de toda la humanidad”. Bonfante, que integró la última Marcha Global por Gaza, reclamó la ruptura de los convenios de universidades argentinas con universidades israelíes que justifican el genocidio y colaboran con el desarrollo de sistemas de vigilancia del Estado sionista.

Trotta, en tanto, sostuvo que “todos somos orgullosamente miembros de la flotilla Sumud, nos embarquemos o no”. En el mismo sentido, la abogada Pi de la Serra llamó a visibilizar las acciones de la flotilla para reforzar la causa del pueblo palestino. Iván Zeta denunció que las tropas israelíes aún controlan el 54 por ciento del territorio de Gaza y que están construyendo bases y puestos de vigilancia en esas áreas.

El 11 de abril, en vísperas de la partida de la flotilla, habrá una jornada mundial de movilizaciones. El Comité Argentino de Solidaridad con el Pueblo Palestino se movilizará a Plaza de Mayo contra el genocidio en Gaza, la guerra imperialista contra Irán y el Líbano, y el alineamiento del gobierno de Milei con el sionismo y el imperialismo.

La actividad en Filo terminó con una foto grupal y el canto de Palestina libre, del río al mar.

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Los herederos de Rucci no quieren críticos

Repercusiones del acto y marcha del 24 de marzo en Villa Gesell

La marcha en Villa Gesell

Una gran concentración que marchó después por el centro geselino hasta finalizar el recorrido como es habitual, en 108 y playa donde aparecieron cuerpos arrojados al mar por los siniestros “vuelos de la muerte” (1), fue contundente: nunca más, juicio y castigo, cárcel común y perpetua para los genocidas, cómplices y responsables civiles.

El acto se realizó en común con las diferentes organizaciones políticas y sociales, vecinos y turistas que accedieron a la conmemoración convocada por la Comisión por la Memoria, la Verdad y la Justicia de Villa Gesell, a partir del acuerdo que cada organización dispondría de un orador para hacer público sus planteos con absoluta libertad de opinión.

Desde el Partido Obrero local, fue la compañera Lola Paluci Arias, referente docente y actual candidata a Secretaria General por la Lista Multicolor seccional, quien intervino leyendo una síntesis -así lo explicitó- del documento que fuera leído en Plaza de Mayo. En particular destacando la lucha por los derechos humanos de ayer y de hoy, la denuncia a la guerra imperialista contra Irán y el genocidio sionista en Gaza, y la responsabilidad que le cupo a los partidos patronales, a la burocracia sindical peronista y al propio PJ en los eventos previos al golpe bajo el imperio de la Triple A, describiendo un recorrido hasta la actualidad donde les garantizan gobernabilidad a Milei y son responsables de la entrega de las y los trabajadores a la reforma laboral que retrotrae las condiciones de trabajo 150 años atrás, liquidando derechos y constituyéndose en una fenomenal transferencia de recursos de los trabajadores a las patronales. La intervención de Lola fue interrumpida en varias oportunidades por los aplausos donde se destacaban los de propios sectores peronistas que al grito de “traidores” reprobaban la conducta de senadores y diputados de los PJ provinciales que acompañan la política antiobrera de Milei y la ley esclavista.

Fue entonces que, mediante un WhatsApp a su grupo militante, el Secretario General del PJ local y funcionario municipal del barrerismo, el kicillofista Nahuel D’aquila explica que se retira de la plaza en los siguientes términos: “Compas me voy de la plaza. No voy a seguir soportando que hagan un acto para exponer compañeros, para que los zurdos que siempre fueron los que marcaron compañeros aparezcan como los mártires. Y otros temas que nada tiene que ver con esta convocatoria. Disculpen pero fui”.

Tal declaración tomó estado público al día siguiente, cuando a través de un comunicado la Comisión por la Memoria, la Verdad y la Justicia, convocantes al acto, repudió las expresiones del funcionario: “La Comisión por la Memoria la Verdad y la Justicia de Villa Gesell repudia los dichos del Secretario General del Consejo de Partido Justicialista de Villa Gesell en su grupo de wasap militante donde califica como 'zurdos' a quienes organizamos el Acto... Quienes fueron oradores son representantes de la Militancia de Villa Gesell. Ellxs fueron: Cristian Lencina, Secretario General de Suteba Villa Gesell, Lola Paluci por el Partido Obrero y otras organizaciones, Fernando Araujo por el Ateneo Néstor Kirchner, María Rosa Palacios, docente, pertenece a Los Históricos agrupación peronista, Daniel Iglesias por la APDH Regional Tuyu. Roberta Muller como coordinadora del acto pertenece a Familiares de Detenidxs Desaparecidxs VG. Nos parece que la Unidad y contundencia del Acto y la Marcha posterior representa a la población de Villa Gesell y a la histórica militancia por la Memoria y los DDHH de nuestra ciudadanía.

No vamos a permitir la persecución política de compañerxs, es fuerte y sólida nuestra Comisión por la Memoria la Verdad y la Justicia. Planteamos la UNIDAD DEL CAMPO POPULAR... pero evidentemente hay quienes intentan fracturar y debilitar... No lo van a lograr porque nuestro objetivo es claro: buscamos la felicidad de TODO EL PUEBLO... no de una minoría ínfima. Este 24 de marzo como todos los años dijimos NUNCA MÁS... no perdonamos, no olvidamos, no nos reconciliamos, por los 30.000 compañerxs gritamos más fuerte que nunca: presentes".

D´aquila sigue los pasos de Kicillof. El gobernador recientemente reivindicó al burócrata Rucci cambiando el nombre al tramo de una calle de La Plata (36 entre 2 y 3) para rebautizarla como José Ignacio Rucci (2).

El hecho no es menor. Kicillof se rodeó de lo peor de la burocracia sindical de la CGT y de la CTA (Daer, Andrés Rodríguez, Baradel, Moyano entre otros) para realizar un acto en homenaje de quien sí marcó compañeros, para utilizar palabras de Nahuel D´aquila. Rucci no sólo fue corresponsable de los asesinatos de la masacre de Ezeiza a manos de fracciones de la ultraderecha peronista (el Comando de Organización, la Juventud Sindical, la CNU, con personajes como Manuel Osinde, Norma Kennedy y Alberto Brito Lima a cargo de la represión), sino de crímenes contra la propia militancia peronista que él estaba llamado a disciplinar. Mentor de la Concentración Nacional Universitaria (CNU), de estrechos lazos con la Triple A, Rucci representa lo más podrido de la burocracia sindical entreguista de las conquistas y de la vida de los trabajadores, cómplice de las muertes de compañeros de nuestro Partido Obrero y de otras organizaciones de izquierda (3).

Como en política nada orbita en el vacío, los dichos del funcionario municipal geselino y Sec. Gral. del Consejo del PJ y la reivindicación kicillofista a Rucci debe leerse en clave con lo manifestado por Miguel Ángel Pichetto después de visitar a CFK: “en el PJ tenemos que perdonarnos”, con arreglo a la estrategia pejotista de un “gran frente contra Milei”, que para otro visitante de CFK, Guillermo Moreno, no excluye a la abogada de genocidas, la vicepresidenta negacionista Victoria Villarruel.

Las manifestaciones reaccionarias del funcionario geselino ponen en evidencia el odio a una política independiente, clasista, que desnuda la responsabilidad ya no de éste o aquel peronista “traidor”, sino de una perspectiva política que el nacionalismo de contenido burgués abona, dejando hacer ahora a Milei como antes a Macri el trabajo sucio alentando la idea de “hay 2027” como antes fue “hay 2019”, donde tampoco como ahora, enfrentaron a la derecha en el poder.

Las y los trabajadores debemos tomar clara conciencia que no es de este modo como se enfrenta a La Libertad Avanza (LLA).

Vamos por la organización independiente de la clase obrera para organizar la huelga general y por el juicio político a Milei.

(1) Página 12 en su edición del 28/3 (https://www.pagina12.com.ar/2026/03/28/buscan-confirmar-la-existencia-de-tumbas-de-victimas-de-los-vuelos-de-la-muerte/) da cuenta que el juez federal de Dolores, Martín Baba prohibió hacer cambios en el cementerio de Villa Gesell tras la declaración de una vecina que habló de la existencia de sepulturas sin identificación. Se trataría de 18 tumbas que podrían contener 19 cuerpos que llegaron a la costa geselina presumiblemente arrojados desde aviones.

(2) /https://www.anred.org/la-plata-kicillof-le-rindio-homenaje-a-rucci-icono-de-la-ultraderecha-peronista-y-promotor-de-la-cnu/

(3) Para mayor información sobre J.I. Rucci ver las siguientes notas de Daniel Rapanelli:

https://prensaobrera.com/cultura/un-solo-latido-un-documental-imprescindible-sobre-el-terrorismo-de-estado-bajo-el-tercer-gobierno-peronista

https://prensaobrera.com/politicas/baradel-de-daniel-scioli-a-calle-rucci-sin-escalas

https://revistaedm.com.ar/nota/peron-la-triple-a-y-la-memoria-historica

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01/04/2026

Kicillof impulsa trabajo infantil no pago en escuelas técnicas bonaerenses

Un complemento de la motosierra de Milei contra las técnicas

En el centro, el gobernador bonaerense Axel Kicillof

El gobierno de Axel Kicillof viene fomentando el establecimiento de “cooperativas” en escuelas técnicas de la provincia de Buenos Aires, conformadas por estudiantes, y orientadas por docentes, cuyo objetivo sea el financiamiento de las cooperadoras de las escuelas. Todo bajo el cínico manto de impulso al cooperativismo y el fomento de la solidaridad entre estudiantes. Así lo "están bajando" abiertamente las autoridades de la Dirección General de Cultura y Educación, y los inspectores, a las escuelas técnicas, dándole un nuevo impulso a una política de precarización laboral infantil que existe hace rato en la provincia.

Las cooperativas conformadas por estudiantes pueden vender lo producido de forma legal y bancarizada, pero ese dinero no será destinado a ninguna retribución a los estudiantes por la labor realizada, sino al financiamiento de las cooperadoras; esto en el contexto de brutal recorte de Milei contra las técnicas de todo el país.

Tercerización en las escuelas

En los hechos las cooperativas estudiantiles se transformarán automáticamente en proveedoras de productos elaborados necesarios para otras empresas, es decir, funcionarán como tercerizadas de éstas, pero con trabajo infantil no pago. Las empresas compradoras de los productos de estas cooperativas estudiantiles, serán beneficiadas al obtener esos productos a un menor costo, debido a que la cooperativa no paga salarios, por lo tanto tiene menores costos que una empresa con trabajadores bajo convenio o incluso en negro. Y a la vez, podrán desprenderse de trabajadores bajo convenio que hacen determinadas tareas, al reemplazarlos, mediante acuerdos con la cooperativa, por trabajo infantil gratuito.

Este es el modo que encuentra Kicillof y el peronismo bonaerense para “hacer frente” al brutal recorte al financiamiento de escuelas técnicas, establecido en el presupuesto nacional 2026 con el apoyo de radicales, macristas y otros, junto con diputados y senadores peronistas. Ese recorte es del 93% de los recursos del Fondo Nacional para la Educación Técnico Profesional, que debían recibir las escuelas técnicas para este año. Una situación de desastre luego de un 2025 donde las técnicas casi no recibieron recursos nacionales. De este modo el desabastecimiento de materias primas y elementos de taller en mayor medida, pero también los problemas de mantenimiento de maquinaria, harán inviable la enseñanza.

El supuesto “defensor de la industria y denunciante del industricidio”, el gobernador Kicillof, utiliza el vaciamiento de las escuelas técnicas que operó Milei, para empujar a los estudiantes, docentes y directivos de las escuelas técnicas a la explotación laboral infantil y gratuita en pos de obtener recursos propios para la escuela… o si no no hay materiales para estudiar. Al gobernador no se le pasa por la cabeza hacerse cargo de los recursos que necesitan las técnicas, y mucho menos realizar acciones de protesta contra los ataques de Milei a la educación.

La burocracia celeste del Suteba y todo el FUDB (Frente de Unidad Docente), no desenvuelve ningún plan de lucha ni muestra la intención de querer enfrentar al gobierno nacional, y solo se encarga de justificar al gobernador. La defensa de la educación técnica en particular y de la educación en general está en manos de los estudiantes y de la docencia. Por eso la lista Multicolor tiene un planteo claro para este 13 de mayo que hay elecciones en el Suteba, vamos por un Suteba independiente de todos los gobiernos para enfrentar los ataques de Milei y Kicillof.

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31/03/2026

Israel aprueba una ley racista de pena de muerte contra los palestinos

La insólita celebración con champagne de un ministro israelí

El parlamento israelí aprobó por mayoría este lunes 30 un proyecto de ley sobre pena de muerte dirigido específicamente contra los palestinos. La norma castiga con la pena capital "a quien intencionadamente o por indiferencia cause la muerte de un ciudadano israelí (...) con la intención de dañar al Estado de Israel y el renacimiento del pueblo judío en su patria".

El proyecto se aprobó con 62 votos a favor y 48 en contra. Obtuvo el apoyo del Likud (el partido del primer ministro Benjamin Netanyahu), los partidos ultraortodoxos, el Partido Sionista Religioso, Poder Judío y Yisrael Beitenu (de Avigdor Lieberman). Votaron en contra los partidos árabes, el Partido Demócrata (fusión del laborismo y el Meretz), Yesh Atid (del periodista Yair Lapid) y el bloque Azul y Blanco. El promotor de la iniciativa, el ministro de seguridad Itamar Ben-Gvir, de Poder Judío, intentó descorchar una botella de champagne cuando culminó la votación. Algunos organismos de derechos humanos anticiparon que recurrirán al Tribunal Supremo, la máxima instancia judicial, para tratar de bloquear la nueva ley.

La norma racista establece que la ejecución no debe demorarse más de 90 días después de conocida la sentencia definitiva. Y escoge la horca como mecanismo. Además, para facilitar las ejecuciones, autoriza a los tribunales militares de Cisjordania (donde solo se juzga a los palestinos, ya que los colonos están bajo la órbita de la jurisdicción civil) a establecer la pena por mayoría simple, e incluso obliga a los magistrados a aplicarla a todos los casos que encuadren en la ley, sin dejarles margen para decidir una sentencia más benigna. Tampoco permite que los condenados soliciten el indulto.

Este proyecto monstruoso, que ha sido avalado por Estados Unidos, consolida un régimen de apartheid contra los palestinos y coincide con la agresión simultánea del Estado sionista contra Irán, Líbano, Cisjordania y la Franja de Gaza, donde más de 600 palestinos fueron asesinados desde la entrada en vigor del supuesto "cese al fuego". Las tropas israelíes están consolidando la ocupación del 54% del territorio costero, por medio de bases militares y puestos de avanzada, mientras el bloqueo al ingreso de productos de primera necesidad persiste.

En Cisjordania se multiplican los asentamientos y ataques de bandas de colonos armados, como parte de un plan que apunta a una anexión de hecho de ese territorio. En el Líbano, Israel amplió su presencia militar hasta el río Litani, a 30 kilómetros de su frontera. Los bombardeos y operaciones contra este país vecino ya dejaron cientos de muertos y un millón de desplazados, lo que equivale a uno de cada cinco habitantes. En el caso de Irán, Tel Aviv bombardea a la par de Trump.

El gobierno argentino es uno de los más firmemente alineados con este Estado criminal y con el imperialismo yanqui, a tal punto que Javier Milei se definió como "el presidente más sionista del mundo" y dijo que "vamos a ganar la guerra", involucrando al país en la agresión contra Irán. Este martes 31, las autoridades migratorias y aeroportuarias retuvieron en el Aeroparque Jorge Newbery a Thiago Avila, coordinador de la flotilla global Sumud, iniciativa de solidaridad con Palestina, quien arribó al país para participar de actividades de difusión sobre la flota que zarpará con ayuda humanitaria para Gaza desde el Mediterráneo el 12 de abril.

El 11 de abril, en vísperas de ese viaje, el Comité Argentino de Solidaridad con el Pueblo Palestino se movilizará de Callao y Corrientes a Plaza de Mayo contra el genocidio en Gaza, la guerra imperialista contra Irán y Líbano, y el alineamiento del gobierno de Milei con el imperialismo y el sionismo. Repudiaremos allí también la nueva ley racista de pena de muerte celebrada por Ben-Gvir.

Viva la lucha del pueblo palestino.

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31/03/2026

Aprovechemos el fallo judicial contra la reforma esclavista

La situación de los trabajadores es cada vez de mayor rechazo a la reforma laboral

La Justicia Nacional del Trabajo emitió un fallo que suspende de forma cautelar (provisoriamente) la aplicación de una importante cantidad de artículos -83 en total- de la ley 27.802 de Reforma Laboral, aprobada por el Congreso en febrero pasado e impulsada por el gobierno de Milei con el acompañamiento del PRO, la UCR y un sector de peronismo, entre otros bloques políticos.

Esta reforma laboral, vigente desde marzo, constituye un ataque histórico a los derechos de los trabajadores, a la estabilidad laboral, al salario, a los convenios colectivos de trabajo, al derecho de huelga, de asamblea, y un largo etcétera.

La resolución judicial, en línea con otros precedentes, aunque de mucho mayor alcance por la gran cantidad de normas que abarca, suspende temporariamente la aplicación de las principales modificaciones antiobreras introducidas en las leyes que rigen las relaciones laborales. Algunos aspectos a destacar son la suspensión de todo el articulado del Fondo de Asistencia Laboral que vino a reemplazar el régimen de indemnizaciones por despido de la LCT (Ley de Contrato de Trabajo); del llamado banco de horas (eliminación de las horas extras), de las limitaciones en el ejercicio del derecho de huelga, a la protección y ejercicio de la actividad de los delegados gremiales, de la derogación de leyes como la de teletrabajo, de la exclusión de la LCT de los trabajadores “independientes”, fraccionamiento de la licencia por vacaciones, entre otras cuestiones de gran importancia.

La decisión judicial representa, por supuesto, un claro golpe a la reforma laboral y a todos sus sostenedores, principalmente al gobierno y al conjunto de la patronal que sin fisuras apoyó esta reforma.

El propio fallo destaca que, previamente a su entrada en vigencia, necesariamente la ley deberá ser sometida a un control de “constitucionalidad” y “convencionalidad” por parte del Poder Judicial, esto en razón de la posible afectación de los derechos de los trabajadores pero también de la seguridad jurídica (de la patronal y sus negocios). La propia justicia laboral nacional que Milei quiere disolver y transformar en un fuero residual es uno de los elementos centrales que explican la actual crisis y que interviene advirtiendo que no se podrá prescindir de ella.

Todo esto preanuncia un escenario de empantanamiento y mayor crisis en el proceso de aplicación de la reforma laboral.

¿Se demostró entonces acertada la estrategia de “judicialización” de la reforma laboral llevada adelante por la CGT? No.

La situación de los trabajadores es cada vez de mayor rechazo a la reforma laboral, en la misma línea de lo que sucede respecto al gobierno, producto de la crisis social que se expande, con bajos salarios y desocupación en aumento, a lo que hay que sumar la saturación de las modalidades de empleo precario y no registrado por aplicaciones que ha venido actuando como una especie de válvula de escape.

Aún en una situación política en la cual el gobierno encuentra claros límites para la aplicación de la reforma laboral, por “arriba” por la crisis general, los cierres de fábricas y empresas de todo tipo y la que se desarrolla en particular con un sector del Poder Judicial, como por “abajo” por la oposición y lucha de los trabajadores como la ocupación de Fate, distintos aspectos de la reforma laboral incluso se han venido aplicando y consolidado (por ejemplo eliminación de las multas en el empleo no registrado, modificaciones en los procedimientos en la justicia laboral perjudiciales para el trabajador, cambio en el régimen de enfermedades y accidentes laborales), sumado a la reforma laboral que se aplica en los hechos en los lugares de trabajo, con la connivencia de las burocracias sindicales de cada gremio.

La estrategia de “judicialización de la reforma laboral” (con mínimas medidas de fuerza aisladas) ya ha demostrado que apunta hacia la defensa de los intereses propios de la burocracia sindical con los derechos de los trabajadores como moneda de cambio.

No se trata por supuesto de un freno definitivo a la reforma laboral, sino de una crisis de la cual nos debemos valer para impulsar la movilización de los trabajadores en el camino de la huelga general. Impulsemos plenarios de delegados y asambleas, pronunciamientos. Luchemos por el salario uniendo esa lucha a la oposición a la reforma laboral. Que no pase la reforma esclavista.

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31/03/2026

Grave: retienen en Aeroparque a Thiago Ávila, coordinador de la flotilla global Sumud

El referente de la iniciativa de solidaridad con Palestina iba a participar de actividades de difusión en Argentina.

Thiago Avila

Las autoridades migratorias y aeroportuarias del gobierno de Javier Milei retuvieron este martes 31 en el Aeroparque Jorge Newbery a Thiago Avila, uno de los coordinadores de la flotilla global Sumud, que el próximo 12 de abril zarpará desde el Mediterráneo por segunda vez para llevar ayuda humanitaria a la Franja de Gaza, sometida a un bloqueo criminal por parte del Estado de Israel.

Un comunicado de la organización de la Flotilla señaló que "la prohibición no se debe a motivos administrativos, sino que se trata de una decisión política que emana de las más altas esferas gubernamentales, tomada por los responsables del 'gobierno más sionista de la historia', decidido a estigmatizar y criminalizar a la militancia organizada, tanto nacional como internacional".

Avila tenía previsto participar de una conferencia de prensa en la sede de ATE Capital y de una charla de presentación del comité argentino de apoyo a la flotilla. Como hecho agravante, permanece separado de su esposa e hija.

En el aeroparque se hicieron presentes referentes de distintas organizaciones para acompañar a Avila, entre ellos la diputada nacional Romina Del Plá (Partido Obrero-Frente de Izquierda) y el diputado provincial electo Pablo Giachello (PO-Frente de Izquierda).

Desde San Pablo, donde participa de una conferencia de la organización Masar Badil en apoyo al pueblo palestino, la legisladora porteña Vanina Biasi (PO-Frente de Izquierda) reclamó el cese del hostigamiento contra el dirigente brasileño.

En repudio a este grave atropello a las libertades democráticas, el miércoles 1° de abril se realizará una conferencia de prensa en la Facultad de Filosofía y Letras de la UBA.

El alineamiento del gobierno argentino con Estados Unidos e Israel suma un nuevo capítulo de oprobio.

Solidaridad con Thiago Avila. No al genocidio en Gaza. Basta de persecución.

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30/03/2026

Millones de personas se movilizaron contra Trump, la guerra y el ICE en Estados Unidos

Más de tres mil protestas y siete millones de personas movilizadas bajo las consignas “No Kings” y “¡No a la guerra!”

Una de las multitudinarias manfiestaciones del 28

Más de tres mil protestas y siete millones de personas movilizadas fue el saldo de la jornada convocada este sábado 28 por el movimiento “No Kings” en los Estados Unidos, según las cifras de los organizadores. Las consignas fueron “¡No al ICE!” (policía migratoria), “¡No a los reyes!” (respuesta al autoritarismo de Donald Trump) y “¡No a la guerra!” (un rechazo a la agresión contra Irán).

Fue la tercera jornada de movilizaciones masivas contra el gobierno de Trump en menos de un año, tras las de junio y octubre de 2025. Atravesó las grandes ciudades, se destacó particularmente en Minneapolis (corazón de la rebelión contra el ICE) y se extendió por los 50 Estados, incluyendo a Alaska. “No Kings” es una coalición de numerosas organizaciones, entre ellas Amnistía Internacional, la Unión por las Libertades Civiles (ACLU) y algunos sindicatos, como las federaciones de maestros y de las comunicaciones.

La represión de algunas de las protestas dejó alrededor de 80 detenidos.  

En la jornada participaron varios artistas de renombre, como el actor Robert de Niro (que cerró la jornada en Nueva York), la actriz Jane Fonda y los músicos Tom Morello (de Rage Against The Machine) y Bruce Springsteen. De Niro ofreció un discurso en que planteó que “no queremos al rey, ni a las guerras innecesarias que agotan nuestros recursos, sacrifican a nuestros valientes hombres y mujeres militares y masacran inocentes". Hizo referencia al escándalo Epstein, a la represión del ICE, a los "víveres impagables" y "a la inflación que está en su nivel más alto desde la pandemia". "Hay que frenar a Trump. No podría hacer todas las cosas desastrosas que hace sin la ayuda del Congreso y los esbirros de su gobierno”, expresó.

En Minneapolis, Minnesota, donde a principios de este año estalló una rebelión contra las redadas brutales del ICE, se produjo una de las movilizaciones más masivas. El cantante Bruce Springsteen interpretó allí su tema “Streets of Minneapolis”, que estrenó tras los crímenes de Alex Pretti y Renee Good por parte de los agentes trumpistas.

Los niveles de aprobación de Trump están en sus niveles más bajos desde el comienzo de su mandato. El aumento del costo de vida, su involucramiento en las redes criminales de Epstein, los crímenes del ICE en Minneapolis y la guerra en Irán condujeron a esa fuerte caída. 

Mientras el pueblo norteamericano muestra una disposición a movilizarse para derrotar a Trump en las calles, el Partido Demócrata busca restringir ese movimiento a rueda de auxilio de sus candidaturas para las elecciones de medio término. Y la burocracia sindical de la AFL-CIO rehúye la convocatoria a cualquier tipo de plan de acción.

La profundización de la movilización popular en Estados Unidos y un plan de lucha, en la senda de la huelga general, son el camino para echar a Trump. Sería una victoria para todos los pueblos del mundo.

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28/03/2026
UNIVERSIDAD DE GENERAL SARMIENTO

La juventud dijo presente en un 24M histórico, el CEUNGS volvió a faltar

Consejera Superior UNGS

Foto: Fede Imas @ojoobrerofotografia

A 50 años del golpe genocida del 24 de marzo de 1976, una marea humana colmó las calles en todo el país. Cientos de miles se movilizaron en una jornada histórica que tuvo su epicentro en Plaza de Mayo y se replicó de forma masiva en cada provincia y ciudad. Lejos de ser una conmemoración más, este 24M puso de manifiesto una enorme reserva de fuerza para enfrentar al gobierno negacionista, ajustador y represivo de Javier Milei.

En este cuadro de movilización creciente, con una presencia destacada de la juventud, resalta con fuerza un contraste: el rol completamente ausente del Centro de Estudiantes de la Universidad Nacional de General Sarmiento (CEUNGS). Paralizado y vaciado por la conducción de El Puente, el CEUNGS volvió a mostrar su total desinterés en la organización del estudiantado. En una jornada histórica como el 24 de marzo, ni siquiera se hizo presente con su bandera en la plaza. Esto contrastó con decenas de estudiantes que sí se organizaron para movilizarse, ya sea junto a agrupaciones de izquierda o desde sus propias carreras. Ni una reunión, ni una asamblea, ni un intento de acercar una fecha tan sentida para los estudiantes en todo el país con el cuadro que atraviesa hoy a la universidad y la necesidad de salir a la lucha por su defensa.

Mientras la crisis presupuestaria se agrava día a día y los trabajadores denuncian un cuadro salarial inaguantable, avanza la deserción estudiantil, el deterioro edilicio y el éxodo docente por salarios de miseria, el CEUNGS funciona como una traba para el desarrollo de las tendencias de lucha por la educación, la ciencia, la investigación, el salario, y cualquier reclamo popular. La agenda corrida del CEUNGS no es novedad, y aún así el daño que esta conducción le imprime a la organización estudiantil es profundo. Durante todo 2025, mientras avanzaba la deserción y cientos de estudiantes abandonaban sus cursadas por falta de recursos, el Puente hizo la plancha.

El Puente alineó al CEUNGS con la estrategia del CIN (Consejo Interuniversitario Nacional) y los partidos capitalistas de apostar a la negociación con el gobierno. Qué otra cosa esperar de la juventud del PJ de Malvinas Argentinas. ¿El resultado de esta política? Una ley de financiamiento universitario votada 5 veces pero no implementada por Milei, que hoy está bajo amenaza de ser modificada y devaluada y todo el cuadro catastrófico que ya mencionamos. Recordemos que el Puente está tan empeñado en sostener su lugar con este objetivo, que el año pasado recurrió a una maniobra fraudulenta: impulsó un nuevo estatuto trucho para prorrogar su mandato y atornillarse un año más al frente del CEUNGS. Todo esto mientras el gobierno profundizaba el desguace de la universidad pública.

Frente a este cuadro, la conclusión es clara. La enorme movilización del 24 de marzo demuestra que hay disposición a enfrentar las políticas de ajuste y represión. Mientras sale a la luz la corruptela de Adorni, Milei, Karina y toda la cúpula de delincuentes que gobiernan, mientras se cae a pedazos el relato del gobierno, y los trabajadores ven sus vidas cada vez más pauperizadas, crece el descontento y se caldea más el ánimo social.

En la UNGS, tenemos el desafío de poner de pie a los jóvenes para darle un curso a esta bronca creciente, organizarla y ponerla al servicio de la lucha y de sacarnos de encima un gobierno que es enemigo de los derechos más elementales, como la educación, el trabajo, el salario, y la salud. En definitiva, enemigo de un futuro digno para la juventud. Recuperar nuestros espacios de deliberación y en definitiva nuestro centro para que vuelva a ser un motor y organizador de estos reclamos es una tarea necesaria para cualquier agrupación que se reclame a la altura de la etapa.

Por una juventud que se plante hasta el final para echar a Milei para abrirse paso.

28/03/2026

La compra de Telefónica por Telecom (Grupo Clarín), en el ojo de la tormenta

Delegado y CD de Foetra por la Naranja en la Granate Blanca

El tema de fondo no se ha resuelto e impide por el momento que se concrete una integración o fusión plena

Luego de un largo proceso de desinversión y vaciamiento de Telefónica-Movistar de Argentina por parte de Telefónica de España, dicha empresa fue vendida el 24/02/2025 a Telecom del Grupo Clarín, en 1.245 millones de dólares. Lo que representa una profunda reestructuración del mercado y la industria estratégica de las telecomunicaciones en nuestro país.  

Aunque el gobierno anunció de entrada una “suspensión preventiva” de la operación, porque no fue informada ni aprobada por la autoridad de aplicación, el Enacom (Ente Nacional de Telecomunicaciones), ni la Comisión Nacional de Defensa de la Competencia (CNDC), a mediados del año pasado un fallo judicial de la sala III de la cámara civil y comercial federal revocó dicha suspensión. Pero lejos de resolver el tema de fondo, pateó la crisis para adelante, como se vio cuando luego de eso la CNDC objetó en un largo informe la altísima concentración monopólica que resultaría “en un perjuicio para el interés económico general”.

Sucede que el grupo Clarín-Cablevisión-Telecom ya venía de sucesivas compras y fusiones, pero esta última reforzó como nunca un conglomerado económico e infocomunicacional, que además de los medios de comunicación, pasa a ser el único operador de telecomunicaciones dominante del país, tanto en la telefonía móvil, como en los servicios fijos, de banda ancha, televisión por cable y servicios mayoristas de transporte e infraestructuras de red (tránsito IP, transporte de datos y accesos de telefonía móvil). Además de un exceso en 130Mhz en la acumulación del espectro radioeléctrico, duplicando el tope regulatorio vigente. 

Endeudamiento y fuertes choques patronales

El Enacom, luego de demorarlo durante varios meses, emitió el 9 de marzo de 2026 un informe donde enumera una lista de requisitos indispensables para poder autorizar la compra de Telefónica y así “equilibrar el mercado”. Esta lista incluye ceder nada más y nada menos que 6 millones de clientes móviles a otras empresas con su correspondiente infraestructura, devolver todos los clientes de acceso a internet fija de CABA y los clientes en las regiones donde exceden el 50% de participación de mercado, además de retirar demandas judiciales de Telecom al Estado, pagar las deudas de aportes con el Fondo de Servicio Universal (FSU) y cumplir con los acuerdos existentes en los contratos originales de privatización, lo que quiere decir cancelar las deudas con los trabajadores por la participación en las ganancias comprometidas en los pliegos de licitación de la privatización de Entel, que la empresa nunca cumplió y adeuda a todos los trabajadores.

A esta crisis que se ha disparado entre el grupo Clarín/Telecom/Telefónica, hay que sumarle que Telecom ingresa con una enorme deuda con un alto riesgo dada la tasa de interés muy alta (9,25%) en lo que fue considerado la mayor emisión de deuda de una empresa privada argentina. Algo que cuestiona la capacidad de realizar inversiones y despliegues significativos sobre las diferentes redes fijo y móvil (migraciones para accesos de Fibra Optica al Hogar FTTH- y de quinta generación 5G fuera del AMBA y las principales ciudades).

A esta objeción se suman otras presentaciones de empresas como Telecentro o Claro en el Enacom, la CNDC y la justicia (Corte Suprema). O la de la Dra. Liliana Zabala por el pago de los Bonos de ganancias por el cual se realizaron miles de juicios a estas empresas, y por los cuales ha estado presionando la patronal para que se levanten. Todo esto configura una gran incertidumbre en materia judicial, regulatoria y financiera que afecta negativamente a Telecom. Pero hay que decir que la oposición del gobierno de Milei a esta compra no se debió a su oposición a los monopolios -que reivindicó hasta el hartazgo- sino a que pretendía que Telefónica pasara a manos de un empresario amigo: el mexicano Carlos Slim, dueño de America Móvil y Claro que es el segundo operador minoritario de Argentina, y que fue uno de los principales financistas de la campaña electoral de Milei presidente. La preocupación de Telecom de que Claro se quedara con la compra de Telefónica, y surgiera un fuerte competidor, llevó a Telecom a acelerar dicho endeudamiento y adquisición. De ahí se desprenden los fuertes choques con el gobierno que incluyeron episodios como la filtración de la desastrosa entrevista y el detrás de escena de Milei en medio de la crisis por las estafas con la criptomoneda $Libra y otras denuncias por corrupción. O el decreto 433/2025 del gobierno que obliga a Telecom a compartir infraestructura y ofrecer tarifas mayoristas reguladas para los operadores móviles virtuales (OMV) y los proveedores (ISP) regionales, afectando un factor clave como la discrecionalidad para la fijación de tarifas y precios mayoristas de Telecom.

Pero mientras esta disputa continúa, el grupo Clarín-Telecom mantiene el control de Telefónica desde el primer momento de la compra, cuando designó al nuevo CEO de Movistar y cesó automáticamente toda competencia entre ambas empresas, que empezaron una reestructuración y colaboración en todas las áreas. Pero el tema de fondo no se ha resuelto e impide por el momento que se concrete una integración o fusión plena, obligando a mantener una fachada de “sociedades independientes” cuando el objetivo estratégico es unificar a las dos empresas para optimizar costos (sinergia) en todas las áreas y sectores, reduciendo miles de puestos de trabajo.

Cómo enfrentamos la ofensiva patronal

Esta compra, que aún continúa cuestionada, no fue un impedimento para largar una fuerte ofensiva contra los trabajadores. Con una reducción de la planta permanente en las dos empresas, por medio de retiros “voluntarios” masivos, con presiones para precarizar y aumentar los ritmos y la productividad (trabajo por objetivos y métricas) con controles excesivos, traslados, cambios de tareas, sanciones y hasta despidos arbitrarios “puntuales” para intimidar y forzar aún más a los retiros “voluntarios”.

La lista Azul y Blanca que dirige la Comisión Directiva de Foetra y la Consitel se negó en todo momento a denunciar esta compra de Telecom, al igual que lo hizo cuando Cablevisión compró Telecom. O con el vaciamiento y la desinversión durante casi una década de Telefónica-Movistar, que afectó a los trabajadores y usuarios. Con el planteo de que los trabajadores no debemos meternos en estas discusiones. Evitando convocar a la base del gremio para debatir una posición independiente como históricamente se planteó la nacionalización de las telecomunicaciones bajo control de los trabajadores. Pero lejos de todo planteo estratégico, tampoco se utilizó esta crisis para plantear la preocupación ante la creación de semejante concentración de poder económico, político y patronal, que afectaría desde luego a los trabajadores y usuarios. Por el contrario, hasta ahora se dedicó a negociar con los representantes sectoriales de la empresa la implementación de esta reestructuración, que viene avanzando con la eliminación de miles de puestos de trabajo de la planta permanente y la precarización laboral por medio de actas inconsultas que avanzan con la polifunción y la precarización laboral en nombre de defender la “estabilidad laboral”. La ofensiva patronal en el gremio no se limita a la compra de Telefónica por Telecom, sino que incluye también el intento de vaciamiento y privatización de Arsat, donde continúan los salarios por el piso y la desinversión. Y Claro, donde los trabajadores continúan sumergidos en una profunda precarización laboral, tercerizados o “Fuera de Convenio”, a pesar de las fabulosas ganancias de esta multinacional. 

Desde la Agrupación Naranja de las Telecomunicaciones, en la Granate Blanca, venimos interviniendo y planteando la necesidad organizar al gremio para enfrentar esta ofensiva, superando el colaboracionismo y el bloqueo de la burocracia sindical, que no responde ningún ataque patronal. Planteando un programa de defensa de los puestos y condiciones de trabajo. Impulsando el reclamo por la reincorporación de las compañera/os despedidos en Telecom. Por la unidad de los trabajadores de Foetra y Satsaid (Sindicato Argentino de Televisión, Servicios Audiovisuales, Interactivos y de Datos). Por un convenio único, fijo-móvil, de toda la actividad. Por el pase a planta permanente de los tercerizados y el fin de los “Fuera de Convenio”. Por una verdadera recomposición salarial para que ningún trabajador de la actividad cobre por debajo de la canasta familiar (2.500.000 pesos). Por asambleas, plenarios con mandato y reuniones abiertas de especialidad para abrir un amplio debate y organización. Por una gran movilización nacional de todo el gremio, independiente de las patronales y el gobierno, por las reivindicaciones pendientes y para poner un freno a los ofensiva patronal de las empresas.  

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28/03/2026

Contra el ajuste en discapacidad, organización y lucha

Tribuna Disca y Partido Obrero

El área de discapacidad es una de las más golpeadas por el ajuste

La situación de la discapacidad en Argentina atraviesa una crisis profunda que no es casual ni producto de “desorden administrativo”, como intenta instalar el gobierno, sino el resultado directo de una política deliberada de ajuste contra los sectores más vulnerables. En este marco, las declaraciones del vocero presidencial, Manuel Adorni, no hacen más que confirmar el rumbo de ofensiva contra los trabajadores y los derechos más elementales: “vamos a dar aumentos solo a los que tienen incapacidad para trabajar”.

Esta definición implica que el gobierno avanza en profundizar un recorte brutal, introduciendo un criterio restrictivo que deja afuera a miles de personas que hoy acceden a prestaciones, en un contexto de desfinanciamiento sistemático del sistema. Pero además encierra una operación política: instalar que quienes pueden trabajar no deberían recibir ningún tipo de acompañamiento estatal.

Lo que omiten deliberadamente es la realidad concreta. El propio Estado incumple el cupo laboral para personas con discapacidad, mientras las posibilidades de acceso al empleo son extremadamente restringidas. A esto se suman múltiples barreras: dificultades de traslado, falta de accesibilidad, ausencia de adecuaciones en los puestos de trabajo y condiciones laborales precarizadas. Incluso cuando se accede a un empleo, muchas veces no alcanza para cubrir el costo de vida, mucho menos los gastos adicionales que implica una discapacidad.

En este cuadro, el rol de la Agencia Nacional de Discapacidad (ANDIS) es clave para entender el ajuste en curso. El organismo ha sido progresivamente vaciado y desmantelado, dejando de cumplir su función de garantizar derechos para transformarse en una herramienta de recorte, a través de auditorías masivas y revisiones de pensiones.

Al mismo tiempo, la política de discapacidad ha sido prácticamente absorbida por la Secretaría de Salud de la Nación Argentina, lo que implica un retroceso aún mayor: la discapacidad queda reducida a una mirada exclusivamente sanitaria, incapaz de dar respuesta a la complejidad de las condiciones de vida reales.

Este corrimiento es especialmente grave para quienes pueden trabajar pero lo hacen con limitaciones. La discapacidad no se resuelve con una consulta médica: implica condiciones laborales restringidas, mayores costos cotidianos, dificultades de accesibilidad y menor estabilidad. Pretender que la Secretaría de Salud pueda “contener” todo esto, mientras se recortan pensiones y prestaciones, es directamente abandonar a miles de personas.

Estas medidas forman parte de un ataque integral: auditorías masivas, restricciones en el acceso a pensiones, desfinanciamiento de prestaciones y cuestionamiento de leyes conquistadas mediante la lucha. Todo bajo el argumento del ajuste fiscal.

La respuesta no se hizo esperar. En Plaza de Mayo, organizaciones de personas con discapacidad, familiares y trabajadores del sector salieron a enfrentar esta política. Lo que recibieron fue represión, confirmando que este gobierno responde con ajuste y palos frente a quienes se organizan.

Desde el Partido Obrero, Gabriel Solano, denunció que se busca descargar la crisis sobre las personas con discapacidad mientras se sostienen los privilegios de los grandes grupos económicos.

En esa misma línea, Tribuna Disca – Coordinadora Sindical Clasista (CSC) impulsa la organización independiente de las personas con discapacidad, denunciando el vaciamiento del sistema y promoviendo una respuesta desde las calles.

Porque lo que está en discusión no es un “ordenamiento”: es quién paga la crisis. Y el gobierno pretende que la paguen quienes más necesitan del Estado para vivir.

Frente a esto, desde Tribuna Disca planteamos una salida opuesta: defensa irrestricta de todas las prestaciones, actualización inmediata de aranceles, cumplimiento efectivo del cupo laboral y financiamiento integral del sistema de discapacidad.

La conclusión es clara: el ajuste no pasa sin represión, y los derechos no se sostienen sin lucha. Como ya demostramos, es necesario volver a las calles y profundizar la organización para defender cada uno de estos derechos.

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28/03/2026

Un mes de guerra imperialista-sionista contra Irán

Movilicemos contra los crímenes a los pueblos de Medio Oriente

Los ataques contra Irán dejaron casi 2 mil muertos

A un mes del comienzo de la guerra contra Irán, Estados Unidos e Israel se han topado con una resistencia mayor a la esperada. Pese a la descomunal maquinaria de guerra y al sofisticado aparato de inteligencia del imperialismo y del sionismo, que logró el descabezamiento de parte de la cúpula iraní (incluyendo al ayatollah Ali Khamenei), el régimen persa no sucumbió. Al mismo tiempo, Teherán logró erosionar el domo antimisiles de Israel y golpear bases yanquis en la región (e incluso en el Indico, como mostró el ataque contra la isla Diego García).

Con todo, la llave del conflicto resultó ser el cierre del Estrecho de Ormuz por parte de Irán, que condujo a un salto en los precios del petróleo y obligó a Trump –para calmar a los mercados financieros- a pausar por algunos días los ataques a instalaciones energéticas y explorar negociaciones con el régimen.

El programa de quince puntos que el gobierno yanqui presentó a Irán, sin embargo, no se baja, esencialmente, de los planteos con los que la Casa Blanca ingresó en la guerra: desmantelamiento (o fuerte limitación) del programa nuclear, entrega de las reservas de uranio enriquecido, fin del programa de misiles balísticos y cese del apoyo a Hezbollah y otros grupos regionales. Un sometimiento total. Por eso mismo, Irán lo rechazó.

Debido al carácter estratégico del Estrecho de Ormuz, por el que transita un quinto del petróleo mundial, Trump amenazó con reabrirlo por la fuerza. Miles de tropas adicionales estadounidenses fueron desplazadas a la región ante esa eventualidad, que implicaría un nuevo salto en el conflicto. Trump intentó sumar a Estados europeos, a Japón y Corea del Sur a una coalición para normalizar la vía marítima, pero no obtuvo, hasta el momento, respuestas satisfactorias. El Reino Unido y la Unión Europea temen quedar pegados a la guerra incierta del magnate. Sin embargo, por cuenta propia, reforzaron su presencia militar en Medio Oriente y condenaron a Irán con los mismos argumentos que la Casa Blanca. Londres, inclusive, prestó sus bases para la ofensiva.

Mientras el Estrecho de Ormuz concentra las miradas de la prensa internacional, los hutíes yemenitas lanzaron su primer misil contra Israel y dejaron abierta (según versiones de la prensa iraní, recogidas por agencias occidentales) la posibilidad de retomar su boicot naval en el Estrecho de Bab-el-Mandeb, que conecta el Mar Rojo con el Golfo de Adén, otra arteria clave para el comercio internacional. Ya lo hicieron a fines de 2023, en apoyo al pueblo palestino.  

Buenas noches, Beirut

Hasta aquí, la agresión imperialista y sionista contra Irán dejó casi 2 mil muertos, incluyendo las 160 niñas de la escuela de Minab, en el sur del país. Estados Unidos e Israel atacaron zonas residenciales, instalaciones nucleares, universidades, empresas siderúrgicas y hasta una planta desalinizadora.

En el caso del Líbano, el otro frente de esta guerra, la situación no es menos dramática en términos humanitarios. Hay más de 1.000 muertos (incluyendo 120 niños y 40 trabajadores de la salud, de acuerdo al Ministerio de Salud libanés) y un millón de desplazados, lo que equivale a casi un quinto de la población total. El ministro de Finanzas de Israel, Bezalel Smotrich, amenazó con convertir los suburbios de Beirut en una nueva Khan Yunis, en referencia a una de las regiones de Gaza pulverizadas por los bombardeos sionistas. Al mismo tiempo, el gobierno israelí anunció una ampliación de la ocupación en el sur del Líbano hasta el río Litani, ubicado a 30 kilómetros de la frontera.

Esta invasión, que se presenta de manera oficial como una defensa de la población del norte de Israel, forma parte, en verdad, de una ofensiva generalizada en la región (Cisjordania, Gaza, Siria, etc.) que apunta a la conformación de un Gran Israel. En paralelo a los ataques criminales en Líbano, el primer ministro israelí, Benjamin Netanyahu, afirmó que la agresión contra Irán está "en pleno apogeo".

Israel exige al gobierno del Líbano, encabezado por el presidente Joseph Aoun (un cristiano maronita), que desarme a Hezbollah, que reemprendió sus lanzamientos contra Israel tras el asesinato del ayatollah Ali Khamenei. El gobierno libanés, en lugar de enfrentar al invasor, busca congraciarse con él: acaba de declarar "persona no grata" al embajador que Irán designó el mes pasado para Beirut, por lo que este deberá abandonar el país. Además, prohibió el aterrizaje de los vuelos desde Irán, aduciendo que ese Estado auxilia a la milicia chiíta que combate con Israel.

Por la derrota de Estados Unidos e Israel

En Argentina, la lucha contra esta guerra del imperialismo y el sionismo asume un carácter especial, ya que el gobierno de Milei es uno de los que expresaron su apoyo a Estados Unidos e Israel de manera más ferviente. En la Universidad Yeshiva, Nueva York, el presidente dijo que “vamos a ganar la guerra” y se autoproclamó como “el presidente más sionista del mundo”.

El Comité Argentino de Solidaridad con el Pueblo Palestino está impulsando una movilización a Plaza de Mayo para el 11 de abril contra el genocidio en Gaza, la agresión a Irán y al Líbano, y contra el alineamiento de Milei con Estados Unidos e Israel. Preparémonos para volver a ganar las calles.

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27/03/2026

Derecho-UBA: pongamos de pie a la facultad para derrotar el ajuste de Milei y las autoridades

Un balance del inicio de este 2026.

Llamamos a retomar el camino de lucha que en el 2024 nos permitió conquistar la ley de financiamiento universitario

Arrancó un nuevo cuatrimestre en Derecho y las consecuencias del ajuste presupuestario impuesto por el gobierno de Milei van quedando cada vez más expuestas.

En términos concretos, el salario de los docentes y no docentes perdió más de un 50% de su capacidad adquisitiva en los últimos dos años, lo que generó una gran deserción docente hacia el sector privado, lo que a su vez derivó en el cierre de numerosas comisiones. Por ejemplo, en Derecho Laboral únicamente quedaron dos comisiones para cursarla presencialmente a la mañana, mientras que en Derecho Procesal se registró una disminución de al menos 8 comisiones. En el CPO [Ciclo Profesional Orientado] este fenómeno es mucho más visible, porque quedan menos comisiones disponibles en comparación a los años anteriores. 

Esta crisis no es algo exclusivo de la Facultad de Derecho, se trata de una situación generalizada en todas las universidades nacionales, que se profundizó debido a la no implementación de la ley de financiamiento universitaria votada tres veces por el parlamento el año pasado. Frente a este panorama, el centro de estudiantes dirigido por el radicalismo, junto con las autoridades radicales y peronistas, están negociando con Milei una nueva ley de financiamiento universitario que contempla únicamente un 12% de incremento salarial y en cuotas, que pretende consolidar la pulverización del salario de los docentes y no docentes. Mientras tanto, esa misma conducción del centro no solo no convoca a ninguna instancia de organización, sino que se encarga de administrar el ajuste, avalando el "rejunte" de dos o tres comisiones en una misma aula, generando una saturación que dificulta la cursada.

Desde la Causa - UJS, la agrupación del Partido Obrero en la Facultad, denunciamos esta situación, llamamos a retomar el camino de lucha que en el 2024 nos permitió conquistar la ley de financiamiento universitario, exigimos la recomposición salarial, salario para los ad honorem y apoyamos incondicionalmente el paro por tiempo indeterminado convocado por AGD-UBA. En ese sentido, llamamos a los estudiantes a discutir y poner en pie un plan de lucha que tenga como eje rechazar la ley de financiamiento universitario "adecuada al déficit fiscal" y lograr la implementación de la ley que fue votada cuatro veces en el Congreso.

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27/03/2026
CHUBUT

Otra vez contra lxs trabajadores: cierre del Casino en la ciudad de Esquel

50 familias directamente afectadas por el cierre

Esta semana en la ciudad de Esquel lxs trabajadorxs del Casino de la Ciudad, perteneciente a Trewelyn Sociedad Anónima, se anoticiaron del cierre por tiempo indeterminado de su fuente laboral.

50 familias de la ciudad y de Trevelin quedan sin el salario que les permite cubrir sus necesidades básicas, por decisión de quienes, sin previo aviso, de forma unilateral y violenta decidieron, aún sin notificación de lxs empleadxs el cierre del local, habiendo cerrado anteriormente la sucursal Trevelin, reubicando a sus trabajadorxs en Esquel.

Lxs trabajadores en lucha han participado de una audiencia en la Secretaría de Trabajo a cargo del señor Martín Piva -en la que también estuvo el intendente municipal- a fin de ser informadxs y asesoradxs en cuanto a sus condiciones y posibilidades en el marco de la institucionalidad vigente. Se les informó del dictado de la conciliación obligatoria, pero no hay certidumbre alguna de que la patronal respete la misma (ya hemos visto cómo actúan lxs empresarixs frente al respeto/violencia de estas normativas). Por su lado, la patronal informó que ya fueron enviados los telegramas de despido el día 25 -los que aún no han sido recibidos por lxs empleadxs.

Es fundamental tener en cuenta que se trata de una empresa privada bajo los controles del Estado provincial. Si bien el señor Ramiro Ibarra, presidente de Lotería del Chubut, dependiente del Instituto de Acción Social de la Provincia, se expresa en diferentes medios asegurando que la empresa debe garantizar las indemnizaciones al 100%, la realidad es que la información que recibieron lxs  trabajadorxs de parte de la patronal es que “al no contar con la licencia para la continuidad del funcionamiento de la sala serían despedidxs con el 50% de la indemnización”. Si bien Ibarra y otros funcionarios dicen intentar garantizar a lxs trabajadores la posibilidad de continuar, dado que la empresa aún tiene la licencia para funcionar (lo que contradice los dichos empresariales), también refieren a la posibilidad de una nueva concesión, por lo cual no se garantiza la continuidad, así como el cambio de firma, ni el acatamiento de la conciliación obligatoria vigente por parte de la patronal. Lo único cierto es la incertidumbre que viven las 50 familias.

Lamentablemente no extraña esta situación en cuanto a la falta de garantías en materia laboral, a partir de la reforma laboral esclavista impuesta y negociada por el gobierno de Milei y sus aliados. Es tiempo de que lxs trabajadorxs nos organicemos y nos solidaricemos en defensa de los puestos de trabajo.

Una  vez más, amparados en la reforma laboral vigente, la patronal de esta empresa así como de otras, ante una supuesta crisis financiera deciden arremeter contra las fuentes laborales de manera impune. Es imprescindible que la empresa realice la apertura de los libros porque la realidad es que la especulación financiera de estos grandes grupos expone  ante todxs un movimiento en perjuicio solo de lxs trabajadorxs. La empresa es responsable y debe hacerse cargo.

En la comunidad se han generado diferentes reacciones respecto del cierre de esta institución privada. Sin embargo, no podemos dejar de ver que lxs trabajadorxs son eso: TRABAJADORXS que han cumplido con sus tareas, funciones según lo acordado con la patronal.

Indigna una vez más que, ante una situación especulativa  financiera de parte de la patronal,  y no respetando la conciliación obligatoria impuesta por los organismos correspondientes,  arremetan contra trabajadores y familias que quedarán en situación de desocupación sumándose a las más de 20.000 empresas que en nuestro país han bajado las persianas,  donde los únicos beneficiados son los grandes capitales, y el perjuicio sobre lxs trabajadores y la clase obrera es cada vez más profundo. 

Sin dudas esta patronal siempre ha sido parte de los grupos beneficiados por todos los gobiernos de nuestro país y de nuestra provincia. Por lo que para ellos la situación actual es un mero acto financiero,  pero que deja en la calle a lxs trabajadores, sin tener en cuenta los grandes beneficios que siempre han tenido, enriqueciéndose y sacando provecho tanto de nuestra ciudad como de otras ciudades de la provincia.

La actividad vinculada al juego genera controversias en las comunidades. Sin embargo, es fundamental unirnos y acompañar a lxs trabajadorxs en la lucha por su fuente laboral, por lo que significa para cada una de sus familias, para la comunidad en general, dejando la responsabilidad de lo que implica el juego en la sociedad en donde corresponde.

Asimismo es fundamental reconocer que este cierre no solo afectará a las 50 familias, sino que también tendrá un impacto para quienes de manera indirecta se desempeñan en torno al Casino como pueden ser quienes se ocupan de la seguridad, trabajadores del servicio de taxi y proveedores en general.

Que la lucha de Fate pueda ser la guía para lxs trabajadores y sus familias, y para la comunidad. Resistir los embates financieros de las empresas y el gobierno que desampara directamente a trabajadorxs cuando los números no son los que esperan, requiere de acompañamiento de la comunidad y de todos lxs trabajadores en general.

¡¡Unidad de lxs trabajadores!! ¡¡No al cierre de puestos laborales!!

Daniel Suárez, de Fate: “La lucha de mi hermano en la dictadura es la misma que hoy damos nosotros”
Trabajador y secretario tesorero de la seccional San Fernando del Sutna, en diálogo con Prensa Obrera. -
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En esta nota

27/03/2026

Luchemos en América Latina por la derrota imperialista-sionista en Irán y en apoyo al pueblo palestino

Aporte del Partido Obrero a la conferencia de Masar Badil en Brasil

Denunciamos el reaccionario “plan Trump” para Gaza y su protectorado colonial

Del 28 al 31 de marzo se llevará a cabo en San Pablo, Brasil, una nueva conferencia de la organización Masar Badil (Movimiento Ruta Revolucionaria Alternativa Palestina), que congregará a grupos y activistas que apoyan la causa palestina. Vanina Biasi, legisladora porteña del Partido Obrero-Frente de Izquierda, participará del evento. A continuación, compartimos un texto del PO a la conferencia.

El Partido Obrero saluda esta conferencia de Masar Badil y su contribución a la lucha por una Palestina libre en momentos convulsivos en Medio Oriente, tanto por el genocidio en la Franja de Gaza como por la agresión imperialista y sionista contra Irán.

Frente a la agresión lanzada por Estados Unidos e Israel, que desencadenó una guerra regional, no somos neutrales. Defendemos el derecho de Irán a defenderse y llamamos a la movilización de los trabajadores del mundo por la derrota del imperialismo y el sionismo, que abrirá mejores perspectivas para todos los pueblos del mundo.

La guerra contra Irán marca una profundización de las tendencias a una nueva guerra mundial, que ya se pueden ver en la guerra de Ucrania y en las tensiones en el Pacífico. La crisis capitalista global intensifica los choques entre las potencias y las guerras de sometimiento colonial, frente a las cuales los trabajadores del mundo deberán levantar la bandera del choque de clases y del triunfo de la clase trabajadora por sobre los intereses del capital extractivista y de los trillonarios. Estas no son más que las banderas del socialismo, del fin de la propiedad privada y de la puesta al servicio de las mayorías populares de los avances tecnológicos que, bajo esta etapa imperialista, terminan al servicio de las guerras y de los negocios de un puñado de empresarios multimillonarios.

Nuestro planteo antiimperialista parte de la base de que el capitalismo es el gran motor de esta deriva de guerras, genocidios y sometimiento económico. Son esas relaciones capitalistas y esos intereses los que llevaron a que experiencias políticas que se postularon como alternativa al imperialismo hayan desaparecido prácticamente, o estén siendo objeto de la manipulación explícita del imperialismo. Esa es la marca de lo que fuera la experiencia bolivariana en América Latina con gobiernos que se proclamaron desde “populares” a “socialistas”, pero que terminaron  totalmente condicionados por los intereses capitalistas que controlan las reservas de petróleo, gas y otras riquezas naturales de la región. 

No compartimos ni apoyamos experiencias políticas como la del gobierno iraní ni a ningún capitalista, ni sus instrumentos de disciplinamiento social mediante los cuales se oprime a la clase obrera y a las mujeres, y se reprimen sus manifestaciones de lucha bajo el manto de que cualquiera que protesta es proimperialista. Sin embargo, ningún movimiento proimperialista o sionista que intente instrumentar el descontento popular contiene el germen de la superación del estadío actual, sino que, por el contrario, frustrará el desarrollo de un verdadero movimiento de liberación. Los aliados de regímenes opresivos y oscurantistas como el de Arabia Saudita (base militar del imperialismo yanqui), o aquellos que están involucrados en las oscuras redes criminales de Epstein, no pueden parir un verdadero movimiento popular. Por eso mismo, rechazamos el planteo de la fracción kurda que se postuló para avanzar por tierra contra Irán, en el marco de la agresión imperialista.

Las conductas de los países árabes de la región, a lo largo de la historia de instalación y desarrollo del Estado tapón del imperialismo que es Israel, estuvieron guiadas por el interés capitalista de las burguesías árabes y no por el interés de los pueblos árabes, que son totalmente solidarios con sus hermanos palestinos. Otra vez, la lucha es anticapitalista y socialista.

Si el pueblo iraní derrota la agresión imperialista y sionista, quedará mejor posicionado para enfrentar a su propio régimen político.

América Latina

En América Latina, los gobiernos se han dividido en dos grandes bandos frente a la ofensiva imperialista.

Por un lado, los gobiernos de Argentina, Chile, Bolivia, Paraguay, Ecuador, Panamá, Costa Rica, Honduras y El Salvador, entre otros, son tributarios de la Casa Blanca. Uno de los ejemplos más bochornosos  es el de la Argentina, cuyo presidente, Javier Milei, dijo en un discurso en Nueva York que “vamos a ganar la guerra” y se proclamó como “el presidente más sionista del mundo”. El Frente de Izquierda se movilizó a la Cancillería para repudiar este involucramiento en la guerra.

Por otro lado, están los llamados gobiernos “progresistas” o “nacionales y populares” (Brasil, Uruguay, Colombia y México), que promueven una negociación en los marcos de la ONU. Estos gobiernos, igual que el peronismo en la Argentina, buscan una contemporización con el imperialismo y evitan la movilización popular.

Nosotros planteamos otro camino. Ante la ofensiva imperialista en América Latina (invasión de Venezuela, intensificación del bloqueo contra Cuba, amenazas a Colombia, etc.), desde el Partido Obrero formulamos el planteo de un paro continental. Defendemos el mismo método ante el genocidio en Gaza y la guerra en Irán: la movilización de los pueblos del mundo sin que ningún interés capitalista minoritario se anteponga a los intereses populares y de clase. Nuestra búsqueda es la del empoderamiento de la clase trabajadora, las mujeres y la juventud precarizada tras un programa anticapitalista y socialista.

¡Abajo el protectorado colonial en Gaza!

Denunciamos el reaccionario “plan Trump” para Gaza y su protectorado colonial. Denunciamos el apoyo de las monarquías del Golfo, la Autoridad Palestina y el Consejo de Seguridad de la ONU a esa hoja de ruta imperialista y la abstención de China y Rusia, que no ejercieron su derecho a veto y mantienen toda clase de vínculos comerciales con Israel. Reclamamos a los Estados la ruptura de relaciones diplomáticas y comerciales con el Estado sionista.

El sionismo y sus planes de un Gran Israel son incompatibles con la paz en la región y la conducen a la barbarie.

Para cubrir estas masacres, se busca silenciar la movilización en el mundo. Bajo el falaz argumento que equipara antisionismo y antisemitismo, se reprimen manifestaciones, se abren causas judiciales a quienes se pronuncian contra el genocidio y se ilegalizan organizaciones, como Palestine Action en el Reino Unido. Decimos: ¡antisionismo no es antisemitismo! ¡No a la persecución de los que luchan!

Defendemos el derecho a la resistencia del pueblo palestino, el derecho al retorno de los desplazados, y la perspectiva de una Palestina única, laica y socialista. No al genocidio en Gaza. No a la anexión de Cisjordania. Por la derrota del imperialismo y el sionismo en Irán y Líbano. Por una federación socialista de pueblos de Medio Oriente.

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Referéndum en Italia: una bofetada para el gobierno de Meloni

Una buena señal, pero las urnas no detendrán el rearme, la economía de guerra ni el Estado policial.

Giorgia Meloni, primera ministra de Italia

En el referéndum celebrado en Italia el 22 y 23 de marzo de 2026, se votó una reforma constitucional impulsada por el gobierno de Giorgia Meloni para modificar el sistema judicial, con la pretensión de poder controlar políticamente al sistema judicial. Incluía, entre otros puntos, separar las carreras de jueces y fiscales, reformar el órgano de gobierno de la magistratura y crear un tribunal disciplinario específico. Aproximadamente un 53–54 % votó por el “No” frente a un 46–47 % por el “Sí”, con una participación cercana al 58–59 %, lo que implicó el rechazo de la reforma y un importante revés político para el oficialismo. (Nota de redacción de Prensa Obrera)

El voto por el NO ganó claramente el referéndum, convocado por la derecha para acelerar la marcha hacia un Estado policial, necesario para imponer una mayor explotación de los trabajadores y sacrificios cada vez mayores en aras del rearme y la economía de guerra.

Es un rotundo NO al gobierno actual, reforzado por la sorprendente participación electoral. Un NO no solo a la "separación de las carreras judiciales" o a la "defensa de la Constitución", sino a las características distintivas del propio gobierno.

El resultado del referéndum estuvo decisivamente influenciado por la percepción, aunque confusa y poco expresada, de que el gobierno de Meloni y las clases dominantes están empujando a la gran mayoría de la población hacia un verdadero salto al vacío. Esta percepción fue particularmente aguda entre los grupos sociales  (jóvenes, mujeres) y las regiones  (el Sur, los barrios obreros) que más sufren la supresión sistemática de sus necesidades básicas.

Los análisis iniciales de la votación muestran un fuerte voto en contra entre los segmentos más jóvenes de la población, aquellos más expuestos —en medio de una proletarización desenfrenada— a la inseguridad laboral ilimitada, la falta de derechos, la falta de perspectivas laborales dignas y la incapacidad de encontrar y pagar un alquiler en ciudades cada vez más transformadas en máquinas de hacer dinero basadas en la explotación de los pobres y el turismo masivo. El voto en contra también fue notablemente frecuente entre las mujeres (más del 55%), quienes experimentan un continuo declive material y la disminución del acceso a servicios que alivien la carga física y psicológica del trabajo doméstico. Los récords de votos en contra en Nápoles y gran parte del sur son muy reveladores, ya que son las áreas más afectadas por las políticas antiobreras del gobierno de derecha, comenzando con la abolición de la renta básica.

Igualmente importante es la percepción de este gobierno como el gobierno de la guerra como efectivamente lo es. El aumento del gasto militar —miles de millones de euros desviados de la sanidad, la educación y los servicios sociales para destinarlos a la producción de armas y la expansión de industrias de la muerte como Leonardo—. El apoyo al genocidio sionista en Gaza y la anexión de Cisjordania. La interminable continuación de la guerra entre la Otan y Rusia en Ucrania. El apoyo a la actual agresión imperialista contra Irán y Líbano. La prisa por impulsar una economía de guerra y el carácter ridículo de las medidas paliativas para el aumento del precio del combustible (¡reducción de los impuestos especiales... durante veinte días!), etc. Aunque intente ocultarlo a toda costa, minimizando el uso de sus bases militares para el reconocimiento necesario para los bombardeos, declarando que su objetivo es simplemente la defensa de sus compatriotas en el extranjero, etc., el gobierno de Meloni está claramente alineado con Estados Unidos e Israel, con la UE [Unión Europea] y la Otan. Una postura que ha derivado en una sucesión de medidas propias de un Estado policial. Y está empezando a pagar las consecuencias de todo esto.

Así pues, sobre todo dentro de la clase trabajadora, el NO fue mucho más político que “técnico” .

Sin embargo, estamos lejos no solo de una lucha consciente contra el gobierno y sus políticas, sino incluso de un simple sentimiento de rechazo airado y decidido. Aun así, este referéndum, sin duda un episodio menor visto desde la perspectiva de sus implicaciones técnicas (¿acaso alguien cree que, una vez que se derogue la reforma de Nordio, desaparecerá la represión?), fue  un signo de un profundo malestar social y político. Debemos trabajar para abordar este malestar y construir una coalición de clase, la única que puede oponerse verdaderamente al ataque actual.

La victoria del "No"  es una bofetada para el gobierno   una pequeña grieta que se infiltra en sus mecanismos de poder y en su intento de construir un consenso masivo contra la deriva reaccionaria que se ha gestado desde mucho antes de que los partidos de derecha llegaran al poder. Es una buena señal, pero se necesitará mucho más que una bofetada para derribarlo y comenzar un proceso capaz de contrarrestar verdaderamente la agresividad de las clases dominantes.

Desde el Partido Demócrata hasta el Movimiento Cinco Estrellas, pasando por AVS (Alleanza Verdi e Sinistra) y otros grupos afines, el llamado amplio bloque  está de celebración, dispuesto a capitalizar la victoria del referéndum proponiendo un cambio de guardia en el gobierno nacional, que se lograría en las próximas elecciones generales de 2027.

Pero la centroizquierda ciertamente no será la que responda verdaderamente a las necesidades sociales negadas y al temor generalizado a un salto hacia lo desconocido que conduzca a una guerra mundial, temor que se manifestó en el voto del referéndum.

¿Podría el Partido Demócrata (PD) hacer algo así, un partido que apoya el rearme con un tono "proeuropeo", un promotor fanático de la guerra contra Rusia, el padre de los CPR (Centros de Permanencia para la Repatriación)  y la ley Turco-Napolitano contra los inmigrantes que los estableció, y el autor de acuerdos con torturadores en la guardia costera libia? ¿El PD islamófobo que siguió apoyando al Estado sionista durante dos años antes de tomar conciencia (durante unos días) del genocidio en curso; y que, inmediatamente después, redactó un proyecto de ley que equiparaba el antisionismo con el antisemitismo, y luego votó a favor, o permitió, que una versión similar redactada por la derecha fuera aprobada por el Parlamento? ¿O podría el Movimiento Cinco Estrellas (M5S), que, bajo el primer gobierno de Conte, en connivencia con la Liga, promulgó los decretos Salvini y otras atrocidades?

¿Qué podemos decir, entonces, sobre la credibilidad de aquellos miembros del Parlamento que, como baluarte contra la creciente represión estatal, ni siquiera recurrieron al obstruccionismo para impedir la conversión en ley del antiguo decreto de seguridad de 1660?

¿Alguien recuerda quién impulsó la nefasta Ley de Empleo? ¿No fue Matteo Renzi, que ahora busca un mitin electoral "contra" la derecha? (Los dos "campeones" del AVS ya se apresuraron a aclarar: no hay veto en su contra...).

¿Qué credibilidad pueden tener las "dudas" planteadas por el Partido Demócrata y la CGIL respecto al ataque frontal al derecho de huelga en logística lanzado hace unos días por la Comisión de Garantías, cuando estos supuestos defensores de la ley y la Constitución han defendido y siguen defendiendo la Ley 146 sobre huelgas en servicios públicos esenciales, que promovieron hace treinta años y que prácticamente ha impedido que los trabajadores del sector público se declaren en huelga de manera efectiva, salvaguardando así el monopolio de la representación sindical de la CGIL, la CISL y la UIL frente al sindicalismo de base?

En el extremo de la centroizquierda, y situados a su izquierda, también existen sectores de movimientos y organizaciones políticas y sindicales para quienes las manifestaciones callejeras son meras herramientas para preparar la "venganza" electoral: el famoso "nombramiento" de 2027. En nuestra opinión, esta perspectiva engaña a los explotados, obstaculiza el desarrollo de una verdadera conciencia y organización de clase, e interpreta la función de la organización política como la mera "representación" de los intereses proletarios más inmediatos en las instituciones democráticas.

Una perspectiva que incluye la renuncia a la lucha en las calles y en los lugares de trabajo para derrocar a los gobiernos en tiempos de guerra y al sistema capitalista que estos representan.  

El gobierno de Meloni debe ser derrotado y derrocado mediante la movilización callejera, a través de la lucha de los proletarios y los movimientos sociales contra la degradación ambiental, por el derecho a la vivienda y contra los grandes proyectos. La represión cada vez más sistemática de las luchas que trascienden la mera representación y buscan socavar los intereses de los empresarios, contrarrestar la tendencia hacia la guerra y la agresión imperialista, comenzando por la nuestra, y relanzar el movimiento de solidaridad con la resistencia palestina, ciertamente no puede detenerse con la victoria del "No" ni con estrategias que dependan de las elecciones. 

Debemos relanzar la lucha por aumentos salariales sustanciales, independientes de las ganancias de productividad; reintroducir la escala salarial móvil para proteger los salarios de la inflación, que pronto resurgirá (durante mucho tiempo) tras la agresión imperialista contra Irán. Debemos movilizarnos para lograr un salario garantizado para los desempleados y una reducción de la jornada laboral por el mismo salario; para combatir el aumento de la explotación y los despidos. Debemos reactivar la demanda de un impuesto del 10% sobre el patrimonio del 10% más rico de la población, de modo que el gasto social se financie a costa de despojar a sus beneficiarios de parte de la riqueza que han acumulado mediante la explotación laboral.

Solo relanzando la movilización contra el rearme, la economía de guerra, la oposición a la militarización de la vida social, el aumento de la represión, los intentos de reintroducir el servicio militar obligatorio y el impulso hacia la regimentación nacionalista de las masas, se podrá sacar provecho del resultado del referéndum en un sentido de clase.

Todo lo demás son tonterías.

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26/03/2026

Escobar: organicemos a la juventud para derrotar a Milei – vamos a la reunión abierta de la UJS

Tras un 24 de Marzo masivo, la juventud se organiza para debatir cómo darle continuidad a la lucha contra el gobierno.

Foto: Fede Imas @ojoobrerofotografia

El último martes 24 se vivió una jornada realmente memorable. Miles y miles de personas se movilizaron en todo el país en memoria de los 30.000 compañeros detenidos-desaparecidos por la última dictadura genocida. Pero la movilización no fue solo una conmemoración del pasado: fue, sobre todo, una intervención en el presente. Expresó un enorme repudio al negacionismo impulsado por el gobierno de Milei y Villarruel, que ese mismo 24 de marzo difundió un provocador video reinstalando la teoría de los dos demonios, presentando los hechos como una “guerra” y negando la cifra de los 30.000.

Esto no tiene sustento alguno. No hubo una guerra, sino un plan sistemático de exterminio contra la clase trabajadora y la juventud, que venían protagonizando un ascenso de luchas como el Cordobazo. La magnitud del terrorismo de Estado se refleja en la existencia de más de 800 centros clandestinos de detención en todo el país, por los que pasaron miles de trabajadores. Por eso, la cifra de 30.000 no solo es una bandera de lucha, sino que se apoya en la dimensión real de la represión desplegada.

La orientación del gobierno no sorprende. Desde el primer momento reivindicó a la dictadura, no solo en el plano ideológico sino también en su política concreta. El golpe militar tuvo como objetivo central quebrar la organización obrera y estudiantil para imponer un régimen de mayor explotación y garantizar los privilegios de clase de las patronales. Hoy, el gobierno de Milei retoma ese programa antiobrero.

La reforma laboral, por ejemplo, apunta en ese sentido: una enorme transferencia de riqueza de los trabajadores a las patronales mediante la flexibilización, el deterioro de las condiciones de trabajo y el ataque a los convenios colectivos y a la organización obrera. A esto se suman el congelamiento salarial y paritarias por debajo de la inflación, el ajuste brutal sobre las jubilaciones, la represión sistemática a los jubilados que se movilizan cada miércoles y el vaciamiento de la salud pública, como se ve en el Hospital Garrahan.

Este rumbo también se expresa con fuerza en Escobar. El deterioro del poder adquisitivo golpea a las familias trabajadoras, mientras crece la precarización laboral, especialmente entre la juventud. Muchos jóvenes se ven obligados a aceptar trabajos en condiciones cada vez más flexibilizadas, sin estabilidad ni derechos.

En el plano educativo, se profundizan los problemas edilicios, la falta de recursos y las dificultades para sostener las cursadas. En la cultura, la situación de la Biblioteca Popular 20 de Diciembre, que enfrenta amenazas de desalojo, muestra cómo se ataca a los espacios organizados y autogestivos. En los barrios, el impacto de los tarifazos y el aumento del costo de vida agravan las condiciones materiales, sin respuestas de fondo por parte del gobierno provincial y municipal.

Sin embargo, este ataque generalizado no pasa sin resistencia. Los trabajadores del Hospital Garrahan vienen de protagonizar una lucha enorme, arrancándole conquistas al gobierno. El movimiento estudiantil fue protagonista en 2024 de una rebelión educativa, con tomas de más de 100 facultades en todo el país. Y hoy, los trabajadores de Fate y el Sutna están dando una lucha ejemplar contra el cierre de la fábrica, defendiendo cada puesto de trabajo mediante la organización desde las bases y con un importante apoyo popular.

Estas luchas muestran el camino, pero también sus límites: la burocracia sindical y los partidos opositores actúan como un factor de contención y colaboración, negándose a impulsar un verdadero plan de lucha y a convocar a una huelga general que unifique todos los reclamos y enfrente de conjunto al gobierno. Por el contrario, desmovilizan y apuestan a canalizar el descontento hacia las elecciones de 2027 como única estrategia política.

Por eso, la tarea es desarrollar una alternativa basada en la independencia política de los trabajadores, que no subordine la lucha a ningún sector patronal ni a las variantes responsables del ajuste. Es necesario fortalecer la organización desde las bases, en cada lugar de trabajo y de estudio, coordinar las luchas en curso y preparar una huelga general que derrote al gobierno de Milei.

El 24 de Marzo dejó una conclusión clave: la juventud no es apática. Por el contrario, hay una nueva generación que salió masivamente a las calles, que rechaza el negacionismo y que está dispuesta a luchar contra este gobierno y sus políticas.

En Escobar, esto se expresó con fuerza. Estudiantes secundarios, terciarios y universitarios fueron protagonistas de la movilización, así como de las acciones previas en el distrito, como pañuelazos y siluetazos. Esta energía tiene que transformarse en organización consciente y sostenida.

Por eso, convocamos a todos a participar de la reunión abierta de la UJS y el Partido Obrero para debatir cómo le damos continuidad a esta gran movilización, cómo impulsamos la organización de la juventud en Escobar y cómo aportamos a desarrollar una salida de los trabajadores frente a la crisis. Al finalizar, realizaremos una stencileada para visibilizar estas luchas.

Este sábado a las 15:30 hs nos encontramos en la Plaza Emilio Mitre de Ingeniero Maschwitz.

Vamos todxs a la reunión abierta de la UJS.

Ley de Glaciares: la audiencia más militarizada y menos “pública” del mundo
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Mendoza se movilizó masivamente por memoria, verdad y justicia

A 50 años del golpe genocida.

Abogado de derechos humanos

Enorme jornada de movilización en Mendoza

Una enorme movilización de más de ocho cuadras -unas 50 mil personas- recorrió el centro mendocino en la tarde del 24 de Marzo. La consigna, que fueron 30 mil los compañeros detenidos y desaparecidos por el golpe genocida, fue central frente el negacionismo impulsado por el gobierno de Milei y parte del gobierno provincial.

En la marcha también se destacaron los compañeros que vienen siendo perseguidos por el gobierno provincial en el marco de la lucha contra la instalación de la minera San Jorge y en defensa del agua pura. La masividad de la movilización no solo se destacó por la cantidad de cuadras sino porque marchó todo el mundo. Las provocaciones del gobierno nacional, al igual que de sectores del provincial -la vicegobernadora Hebe Casado publicó en X que no fueron 30 mil-, fue un catalizador para sectores de jóvenes e independientes que salieron a movilizarse en repudio a esta política. Esto chocó de lleno con la política de los organismos de derechos humanos que insisten en mantener la memoria como una cuestión histórica, sin ser un canalizador para los reclamos populares y contra la política represiva que crece en todo el territorio nacional.

En este marco es que el Frente de Izquierda convocó a todos los sectores en lucha a poner en pie una columna independiente colocando por delante la memoria, sin ignorar las violaciones a los derechos humanos que existen en la actualidad, la avanzada represiva y el conjunto de reclamos populares en un contexto de aumento del desempleo y precariedad laboral.

De esta forma, a 50 años, rendimos homenaje a los caídos, a los presos y desaparecidos, reclamando juicio y castigo a los genocidas y sus socios civiles, y gritando con fuerza que fueron 30 mil. Exigimos la plena vigencia de los derechos democráticos en la actualidad y la satisfacción de todos los reclamos postergados del pueblo trabajador.

Multitudinario 24 de Marzo contra el negacionismo, la represión y el ajuste
A 50 años del golpe genocida, cientos de miles colmaron las calles contra la impunidad y el gobierno antiobrero de Milei. -
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Formosa: movilización a 50 años del golpe genocida

La movilización

El 24 de marzo en Formosa se llevó adelante, como en todo el país, la movilización y el acto por los 50 años del último golpe genocida de Argentina. Una jornada que fue el punto culminante de diversas actividades realizadas durante las semanas previas, desde culturales hasta charlas políticas.

La concentración fue en la Plaza San Martín a las 18hs, desde donde se movilizó hacia las calles 25 de mayo y Moreno, histórico lugar de encuentro para esta fecha desde hace años. En el acto se realizaron intervenciones artísticas, entre ellas poesías y música, artistas que aportaron su grano de arena. Además se leyó el documento final, firmado por organismos de derechos humanos, organizaciones sociales, partidos políticos y gremios, entre otros. En el mismo se plasmó la situación política, económica y social actual, denunciando el grave estado en el que se encuentra el pueblo trabajador, a causa de las políticas ejecutadas por el gobierno de Milei y sus grandes ataques como lo fue el de la reforma laboral, en el cual se evidenció enormemente la complicidad de todo el arco político para sacar adelante el proyecto.

También despertó silbidos la mención del terrible panorama en el que están los beneficiarios del programa Potenciar Trabajo, quienes en abril serán víctimas de la eliminación del mismo, empeorando aún más las condiciones de vida de miles de familias que están en los sectores más vulnerados de la sociedad. En la lista de los afectados por el gobierno libertario están los trabajadores de Fate, presentes en el documento del acto. El documento pronunció el apoyo a la permanencia en la fábrica y las medidas que realizan los obreros a favor de los puestos de trabajo. La lucha de Fate es la lucha de la clase trabajadora.

La otra causa con la que fuertemente se expresó solidaridad es la del pueblo palestino, que padece un genocidio ejecutado por el sionismo, con apoyo del imperialismo. No se dejó pasar la oportunidad para decir que Palestina vencerá.

La particularidad de esta jornada del 24 de marzo es la creciente participación en comparación con la del año pasado. Lo cual no es de sorprender, debido a que la derecha, encabezada por Milei, se ha encargado de despotricar contra toda lucha que se presenta en contra de sus políticas reaccionarias y antipopulares, además de atacar toda conquista lograda por parte de los trabajadores, la juventud y las mujeres, como lo son los derechos laborales, el financiamiento universitario, la educación sexual, las jubilaciones, etc.

Como hace 50 años atrás hubo quienes se plantaron por transformar la realidad, este 24M se presenta no como una efeméride más, sino como parte de la extensa lucha que se viene dando en pos de un paro activo nacional que desemboque en la huelga general que eche a Milei y defienda los intereses de la clase trabajadora.

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25/03/2026

Israel anuncia una ampliación de la ocupación del Líbano

Más de 1.000 muertos y un millón de desplazados por la agresión sionista.

Soldados israelíes en la frontera con Líbano

El gobierno de Israel anunció la ocupación por tiempo indefinido del sur del Líbano hasta el río Litani, a unos 30 kilómetros de la frontera entre ambos países. Los funcionarios sionistas le llaman "zona de seguridad", o "zona de amortiguación", como un eufemismo para disimular la invasión.

Hasta aquí, son más de 1.000 los muertos por los bombardeos masivos y ataques israelíes en Líbano. Según el Ministerio de Salud de este país, 120 de ellos eran niños, 80 mujeres y 40 trabajadores de la salud. Del lado israelí, murieron dos soldados. Además, hay más de un millón de desplazados internos, lo que equivale a casi un quinto de la población total. Las comparaciones que los funcionarios sionistas hacen con la Franja de Gaza son indicativas de los métodos y la naturaleza de las operaciones.

El ministro de Defensa israelí, Israel Katz, informó esta semana que cinco puentes sobre el Litani fueron volados por sus tropas. El pretexto es que eran empleados por Hezbollah, que reanudó sus lanzamientos aéreos hacia Israel tras el asesinato del ayatollah Ali Khamenei en Irán. El resto de los puentes, agregó, quedarán bajo estricto control de las Fuerzas de Defensa Israelíes. Todo esto implica que la población desplazada del sur no podrá volver a sus tierras.

Las tropas israelíes se encuentran presentes en el Líbano desde la invasión de 2024. Un cese al fuego pactado en noviembre de ese año estableció el retiro de los efectivos israelíes y el fin de los ataques, y en el caso de Hezbollah, su repliegue al norte del Litani, pero Tel Aviv incumplió sus compromisos. Con el nuevo anuncio del gobierno israelí, la ocupación se amplía e intensifica.

Esta invasión, que se presenta oficialmente como una defensa de la población del norte de Israel, forma parte, en verdad, de una ofensiva generalizada en la región (Cisjordania, Gaza, Siria, etc.) que apunta a la conformación de un Gran Israel. En paralelo a los ataques criminales en Líbano, el primer ministro israelí, Benjamin Netanyahu, afirmó que que la agresión contra Irán está "en pleno apogeo".

Israel exige al gobierno del Líbano, encabezado por el presidente Joseph Aoun (un cristiano maronita), que desarme a Hezbollah. Y el gobierno libanés busca congraciarse con el sionismo: acaba de declarar "persona no grata" al embajador que Irán designó el mes pasado para Beirut, por lo que deberá abandonar el país. Además, prohibió el aterrizaje de los vuelos desde Irán, aduciendo que ese Estado auxilia a la milicia chiíta que combate con Israel. En lugar de confrontar con el invasor, el gobierno libanés se enfrenta con Hezbollah.

Francia, que es la vieja potencia colonial del Líbano, alienta una negociación entre el gobierno libanés e Israel que aísle a Hezbollah. Mientras tanto, estudia una profundización de su presencia militar en el Mediterráneo Oriental.

El horror repetido en el Líbano muestra la barbarie en la que están hundiendo a la región el imperialismo y el sionismo.

Por la derrota de Estados Unidos e Israel. Fuera las tropas israelíes de Líbano, Siria y Gaza. No a la anexión de Cisjordania. Por una federación socialista de Medio Oriente.

Por la derrota de la agresión de Estados Unidos e Israel contra Irán
Organicemos una movilización y una campaña internacionales. Declaración conjunta -
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Dos actos en el 50 aniversario del golpe del 24 en Bahía Blanca, dos perspectivas diferentes

En lucha contra el negacionismo y el ajuste de Milei

En el marco de las grandes movilizaciones que se realizaron en distintas ciudades de nuestro país, se llevó adelante un acto y movilización por parte de las distintas expresiones del peronismo local, que además tiene la intendencia de la ciudad. HIJOS Bahía Blanca reunió a un grupo que se movilizó hasta el Teatro Municipal. "Nunca más" y "Son 30.000", eran los carteles que se podían ver. La marcha salió de Plaza Rivadavia y recorrió varias calles del centro.

El intendente Susbielles participó de ese acto. El mandatario ha acompañado las distintas manifestaciones de Milei y recíprocamente se han elogiado en momentos de las situaciones de crisis por las tragedias ambientales que hemos pasado. En este acto estuvo ausente toda crítica a la trágica situación social que vive el conjunto del pueblo trabajador.

El otro acto

Una hora después, convocados por la CTA, Suteba, Aduns, el conjunto de la izquierda local, el PO, el Polo Obrero y Tribuna Docente, recordamos a los 30.000 compañeros desaparecidos y “repudiamos las políticas que ponen al Estado al servicio de las corporaciones privadas y al país como lacayo del imperio yanky!! Subordinado a los Estados Unidos y a Israel, alineado a las ultraderechas globales, el gobierno aplaude las acciones terroristas que cometen: el genocidio palestino, el secuestro del presidente Maduro, el bloqueo inhumano contra el pueblo y la revolución cubana, las amenazas a Colombia y el ataque a Irán. La derrota de los planes de Trump y Netanyahu serían el triunfo de los pueblos del mundo. ¡Abajo la guerra imperialista! ¡Palestina libre!

Cincuenta años después, aquellos grupos que inspiraron el golpe y sostuvieron la dictadura para beneficio de sus propios intereses, siguen gobernando el país. Crecieron durante la democracia amparados por gobiernos que no quisieron enfrentarlos poniendo límites a su voracidad. Su poder económico les permitió hacerse del poder político comprando conciencias de legisladores, gobernadores, funcionarios judiciales, burócratas sindicales traidores y empresarios de medios hegemónicos… Hoy vemos el avance de las patronales con los despidos y persecución en Lustramax, el ataque a los delegados y activistas en el Garrahan, y el intento de cierre de Fate, que busca dejar en la calle casi mil familias, lucha emblemática que encuentra a sus trabajadores resistiendo y ocupando la planta. Esta lucha abre una nueva situación en la resistencia de los trabajadores contra el paquete antiobrero, represivo, entreguista y antieducativo de Milei y los gobernadores que replican el ajuste en todas las provincias…”

Tenemos la fuerza de la historia de nuestro pueblo para enfrentar el negacionismo y la apología del genocidio por parte de la vicepresidenta Victoria Villarruel y Milei. ¡30.000 compañerxs detenidxs desaparecidxs, presentes! ¡Ahora, y siempre!

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A 50 años del golpe genocida, cientos de miles colmaron las calles contra la impunidad y el gobierno antiobrero de Milei.

Dron Prensa Obrera.

A 50 años del golpe genocida, cientos de miles de personas ganaron las calles en Buenos Aires y en todo el país, en una de las jornadas de movilización más masivas de los últimos tiempos. El repudio al genocidio, al negacionismo y el reclamo por justicia por los 30 mil desaparecidos sigue siendo una causa sentida del pueblo argentino y atraviesa a todas sus generaciones. La Plaza de Mayo desbordó durante todo el día, en una enorme manifestación contra el gobierno represor y antiobrero de Milei.

En horas de la tarde, se leyó en Plaza de Mayo un documento consensuado por organizaciones del Encuentro Memoria Verdad y Justicia rescató la lucha de décadas contra la impunidad de los crímenes del genocidio, y también de los operativos de exterminio y de la Triple A bajo el gobierno peronista. Apuntó contra las políticas impunidad de los gobiernos democráticos (Obediencia Debida, Punto Final, indultos, juicios a cuenta gotas, 2x1), y exigió la apertura de los archivos de inteligencias y las fuerzas represivas para quebrar el encubrimiento.

El documento trazó una orientación política independiente. No se limitó a denunciar al gobierno de Milei, sino también la complicidad del PJ, los gobernadores y la burocracia sindical, que le han permitido avanzar en su agenda antiobrera y represiva. Menciona algunas de las grandes luchas del momento, como la de los trabajadores de Fate y el Hospital Garrahan, que estuvieron presentes en la movilización. Asimismo, el texto denuncia el alineamiento de Milei con Estados Unidos e Israel, el genocidio en Palestina y se pronuncia contra el ataque imperialista-sionista a Irán.

La presencia de sindicatos y agrupaciones sindicales combativas tuvieron una fuerte presencia, con carteles en homenaje a luchadores obreros desaparecidos y denuncias a las patronales que colaboraron con los crímenes a la vanguardia obrera. La clase capitalista que instigó y se benefició con el golpe de 1976 es la misma que hoy se favorece con las políticas de Milei.

Se movilizaron también las organizaciones de jubilados y el movimiento piquetero, dos de los sectores más atacados por el ajuste de Milei. Se destacaron agrupaciones estudiantiles y juveniles, y numerosas expresiones artísticas.

El Partido Obrero concentró desde las 14:00 en el Obelisco, donde se realizó un show en que participaron importantes artistas como Las Manos de Filippi, Julieta Laso y Valentina Cooke.

El Comité Argentino de Solidaridad con el Pueblo Palestino montó a lo largo de toda la jornada un gazebo en Avenida de Mayo y Chacabuco, frente a la embajada de Israel, en las inmediaciones de Plaza de Mayo, donde repartió un volante contra el genocidio perpetrado por la dictadura argentina y el que comete actualmente el Estado israelí contra los palestinos.

La jornada estuvo precedida por debates importantes al interior del Encuentro y de la izquierda con respecto a la postura a asumir frente a la movilización del 24. El PO defendió la elaboración y lectura de un documento propio del Encuentro, como ya es tradición del espacio, denunciando la impunidad de ayer y de hoy, y a los gobiernos del ajuste y la represión.

A 50 años, la lucha continúa. Abajo el plan de Milei, Villarruel, Bullrich, los gobernadores y el FMI. Paro general activo y plan de lucha hasta derrotar el ajuste. 30 mil desaparecidos, ¡presentes!

A 50 años del golpe genocida
Editorial de Gabriel Solano en 14 Toneladas T3E7. -
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A 50 años del golpe genocida

Documento de organizaciones miembros del Encuentro Memoria, Verdad y Justicia leído en Plaza de Mayo.

Foto: Fede Imas @ojoobrerofotografia

A 50 años del golpe de 1976, desde el Encuentro Memoria, Verdad y Justicia, espacio unitario e independiente de todo gobierno y del Estado, volvemos a gritar en esta Plaza: son 30.000 detenidas, detenidos, desaparecidas y desaparecidos; fue y es genocidio.

Lo decimos frente a un gobierno ultraderechista, negacionista y apologista. Lo decimos frente a Milei, Villarruel y La Libertad Avanza, que reivindican a la dictadura. No olvidamos, no perdonamos, no nos reconciliamos.

Pero también lo decimos en un mundo atravesado por la barbarie imperialista. Hoy el Estado de Israel, con el respaldo de Estados Unidos, descarga muerte y destrucción sobre el pueblo palestino, sobre Irán y sobre el Líbano.

Y el gobierno de Milei se alinea incondicionalmente con Trump y Netanyahu, arrastrando al pueblo argentino detrás de sus guerras. Desde esta Plaza decimos con fuerza: basta de guerra imperialista. Abajo la agresión contra Irán y el Líbano. No al genocidio en Gaza. No al bloqueo a Cuba. Fuera yanquis de América Latina.

Como los 30.000, levantamos una tradición internacionalista. Ellas y ellos repudiaban las bombas sobre Vietnam, enfrentaban los golpes en América Latina y abrazaban cada lucha antiimperialista. En esa misma tradición estamos hoy acá.

A 50 años del golpe, los dueños del país vuelven a festejar. Los mismos intereses que impulsaron la dictadura junto al imperialismo, los militares y la jerarquía de la Iglesia, hoy ven cumplido con Milei parte del sueño de Martínez de Hoz con la aprobación de la nefasta reforma laboral esclavista, conseguida gracias a los votos de los diputados y senadores peronistas y con la inestimable colaboración de las conducciones de la CGT y las CTA que la negociaron abiertamente, traicionando al pueblo trabajador. Sin embargo, la van a tener que aplicar fábrica por fábrica, establecimiento por establecimiento, escuela por escuela ¡y ya se están encontrando con una dura resistencia!

Pero hay que decir toda la verdad: el terrorismo del Estado no empezó el 24 de marzo de 1976. Antes del golpe actuaron la Triple A, la CNU y otras bandas fascistas amparadas por el gobierno de Isabel Perón y López Rega. Desde 1974 secuestraron, persiguieron y asesinaron a cientos de luchadoras y luchadores.Después de décadas de lucha conseguimos que algunos personeros de estos grupos estén en estos momentos enjuiciados en La Plata, incluyendo a ex asesor del intendente justicialista de La Plata, Julio Alak, como José “Pipi” Pomares. ¡Basta de impunidad!

El gobierno de Isabel declaró el estado de sitio en 1974 y desde 1975, implementó el llamado Operativo Independencia en Tucumán y la represión en Villa Constitución y Córdoba. Ese fue el prólogo del genocidio. Después vino la dictadura cívico-militar, empresarial y eclesiástica. Secuestró, torturó, desapareció y asesinó. Robó bebés. Montó centros clandestinos, grupos de tareas, vuelos de la muerte y fosas comunes. Intervino sindicatos, prohibió partidos, disolvió centros de estudiantes, persiguió a la cultura, a la ciencia, a la prensa, toda organización popular. Quiso aplastar a una generación entera que peleaba por cambiar la sociedad. Y lo hizo para imponer un plan económico de hambre, dependencia y mayor explotación. La dictadura vino a derrotar la lucha obrera y popular para beneficiar a los grandes grupos económicos, a las multinacionales, al imperialismo y al FMI. Multiplicó la deuda externa, estatizó la deuda privada de los grandes pulpos y dejó montado un país más injusto, más dependiente y más sometido.

Por eso, cuando hablamos de dictadura, hablamos también de intereses de clase. Hablamos de quiénes ganaron con el genocidio. Hablamos de los empresarios que se enriquecieron, de la Iglesia que bendijo, de los burócratas sindicales que entregaron, de los partidos patronales que garantizaron continuidad e impunidad.

La impunidad no cayó sola. La enfrentó el pueblo en las calles. La enfrentaron las Madres y las Abuelas. La enfrentó la lucha popular durante décadas. Peleamos contra la autoamnistía de los milicos. Peleamos contra el Punto Final y la Obediencia Debida de la UCR. Peleamos contra los indultos de Menem. Logramos reabrir los juicios y derrotamos el 2x1 a los genocidas.

Pero seguimos exigiendo: apertura completa de los archivos de 1974 a 1983. Juicio y castigo a todos los responsables. Cárcel común, perpetua y efectiva. Restitución de la identidad a cada nieta y nieto apropiado. Basta de domiciliarias. No a nuevo indultos a los genocidas.

Porque cada paso en Memoria, Verdad y Justicia se arrancó con lucha. Y cada paso que falta también se va a arrancar luchando.

Hoy, a 50 años del golpe, enfrentamos a un gobierno que quiere ir a fondo contra todas las conquistas populares. Milei quiere imponer un régimen más autoritario para rediseñar el país a la voluntad del imperialismo, las multinacionales extractivistas y la timba financiera. Quiere hambre, despidos, reforma laboral,entrega, destrucción de la salud y la educación públicas, persecución a quienes luchan y represión en las calles.

Hoy queremos reivindicar, a cada jubilada y jubilado, muchos sobrevivientes y militantes desde los años de la última dictadura genocida que, con su lucha persistente, nos marcan el camino para enfrentar el ajuste y la represión del gobierno. Pese a la abierta traición de las dirigencias sindicales el pueblo trabajador se pronunció masivamente contra la reforma laboral esclavista a través del gran paro general del 19 de febrero. Unas semanas después se realizó un gran paro dela docencia en 19 provincias.

La lucha obrera de FATE contra el cierre y los despidos conmueve al país. Millonesde trabajadoras y trabajadores se ven reflejados en su lucha contra los cierres ydespidos, y de la pelea contra el gobierno nacional. La permanencia en la fábrica en defensa de los puestos de trabajo puede abrir una perspectiva para todo el movimiento obrero contra el gobierno de Milei. Desde esta Plaza, decimos: ¡Abajo los despidos!. Reapertura de la planta. ¡Si gana FATE ganamos todos!

Apoyamos esta lucha junto a todas las que se vienen dando contra los despidos: Lustramax, Morvillo, Georgalos, IBF, Ilva, Ruiz, y de decenas y decenas de dependencias estatales. Reivindicamos todas las grandes luchas contra Milei, como el gran paro nacional del 19 de febrero, la de los jubilados, de los trabajadores del Garrahan y de varios hospitales de todo el país, de la Universidad y la educación, en defensa de la asistencia a la discapacidad cuyos reclamos siguen vigentes. Denunciamos los sumarios para despedir y sancionar que el gobierno pretende imponer en el Garrahan, contra quienes encabezaron la gran lucha que arrancó el 62% de aumento salarial.

El objetivo de la dictadura fue derrotar la lucha obrera y popular para instaurar un modelo de mayor explotación, entrega y dependencia. Multiplicaron por siete la deuda externa y estatizaron la deuda privada de los mismos pulpos que siguieron dominando al país: Techint, Ledesma, Molinos, Mercedes Benz, Ford, Clarín, Fate y Acindar y otros, además de instaurar la nefasta ley de entidades financieras. Hoy,enfrentamos los ataques de esta misma clase social.

Repudiamos la represión a jubiladas y jubilados, a trabajadoras y trabajadores, a estudiantes, a organizaciones sociales, a quienes salen a defender sus derechos. Abrazamos a Pablo Grillo, a Matías Aufieri, a Jonathan Navarro y a cada víctima de la represión estatal. Exigimos castigo a los responsables, cierre de todas las causas, la libertad de los presos por luchar y abajo toda la legislación represiva.

Ayer como hoy, ajuste y represión van juntos. A 50 años del golpe genocida los trabajadores y el pueblo en general están recibiendo ataques brutales a sus condiciones de vida y derechos. Solo en los primeros meses de este año el Congreso aprobó una reforma laboral esclavista, se aprobó una nueva baja a la edad de punibilidad que coloca a la juventud en estado de indefensión a merced de la arbitrariedad de un Estado entrelazado con el narcotráfico, las redes de trata y la corrupción. Y el Senado dio media sanción a la reforma de la ley de glaciares de acuerdo a los intereses de los pulpos mineros y sus acuerdos con los gobernadores.

Estos avances contra los trabajadores, los bienes comunes naturales y las libertades se producen mientras crecen los despidos y cierres de fuentes de trabajo, crece la pobreza, los salarios se hunden y el gobierno ajusta recortando la asistencia en salud, educación, a la discapacidad y a la asistencia social.

Reivindicamos a quienes con su lucha hacen frente al ajuste y la represión del gobierno. Apoyamos las luchas por el salario que llevan adelante los docentes de todo el país, en una situación de enorme ataque del gobierno de Milei y los gobernadores contra la educación pública. Nos pronunciamos por el triunfo de la huelga docente universitaria y de todas las luchas docentes provinciales. Desde aquí saludamos las enormes movilizaciones docentes en Catamarca contra el ajuste de Jalil, en Río Negro, contra Weretilnek, en Córdoba contra el ajuste de Llaryora, en Santa Fe contra Pullaro, en Santa Cruz contra Vidal o en provincia de Buenos Aires contra el ajuste salarial de Kicillof. Hoy en esta Plaza volvemos a decir: abajo la legislación represiva: ley antiterrorista, protocolo anti protestas, las leyes anti-mafia, de reiterancia, reincidencia que, con quórum y votos garantizados por Unión por la Patria -las dos últimas por unanimidad-, son utilizadas contra los detenidos del 12 de marzo. Que se cierren todas las causas, se anulen esas leyes y el decreto habilitante de las fuerzas armadas en inteligencia y seguridad interior.

Después de eliminar la asistencia a los comedores populares, ahora pretende eliminar el programa Volver al Trabajo que reciben más de 900.000 trabajadores. Denunciamos esta política de ajuste así como los allanamientos y causas armadas contra el Polo Obrero, el MTR, la Cuba, el MST Teresa Vive, la CCC, UTEP, Barrios de Pie, el FOL y demás organizaciones piqueteras y decimos: Basta de represión y criminalización de la protesta. Abajo el protocolo de Bullrich. Anular las condenas a César Arakaki, Daniel Ruiz y Sebastián Romero. Libertad a Milton Telomeo, David Guillén, Matías Santana, Milagro Sala y demás presas y presos políticos.

Milei aplaude el genocidio de Netanyahu y del Estado de Israel, mientras acá promueven causas contra Vanina Biasi, Alejandro Bodart, Norman Briski y el docente Federico Puy por denunciar la matanza sionista. Es infame igualar al antisionismo con el antisemitismo. Denunciar un genocidio no es delito. Seguimos exigiendo que Argentina rompa relaciones con el Estado terrorista de Israel, condenado internacionalmente.

Milei no gobierna solo. Milei no pasa sin cómplices. Y esos cómplices están en el Congreso, en las gobernaciones, en el Poder Judicial y también en las conducciones de la CGT y las CTA, que dejan pasar el ajuste, negocian por arriba son enemigos de organizar un verdadero plan de lucha nacional.

Hay que decirlo con todas las letras: la burocracia sindical le viene dando una tregua criminal a este gobierno. Mientras avanzan los despidos, la reforma laboral, la pobreza y la represión, las conducciones sindicales frenan, dilatan, negocian y desvían. Por eso hace falta un paro general activo y un verdadero plan de lucha nacional hasta derrotar todo el plan de Milei con la huelga general.

Y también hay que señalar la responsabilidad política de los que se dicen opositores. No sólo por el papel del gobierno de Isabel antes del golpe. También porque en estos años gobernaron ajustando, pagando la deuda, precarizando, reprimiendo y frustrando las expectativas de millones. Hablaron de derechos humanos, pero sostuvieron políticas que fortalecieron a la derecha. Así prepararon el terreno para que creciera Milei.

Por eso sostenemos una posición irrenunciable: no hay lucha consecuente por las libertades democráticas sin independencia política de todos los gobiernos y del Estado.Hoy el pueblo trabajador sufre ataques brutales. Se hunden los salarios, las jubilaciones y los ingresos populares. Avanzan los despidos, los cierres de fábricas, el vaciamiento de hospitales, escuelas y universidades. Quieren destruir la salud pública, la educación pública, la cultura, la ciencia, los derechos de las mujeres y diversidades, los derechos de la juventud, de los pueblos originarios y de las personas con discapacidad. Quieren una sociedad disciplinada por el miedo, el hambre y la represión.

Pero también hay resistencia. Y desde esta Plaza reivindicamos la lucha de las y los jubilados. La de docentes de todo el país. La de las y los trabajadores del Garrahan, del Posadas, del Bonaparte y de tantos hospitales. La de la universidad pública, la cultura, la discapacidad, las organizaciones sociales y piqueteras. Y saludamos de manera especial la lucha de FATE y de todas las peleas contra los despidos y cierres de fábricas. Porque cada lucha que resiste muestra el camino. Porque cada conflicto que enfrenta de verdad al gobierno y a las patronales fortalece al conjunto del pueblo trabajador.

Multitudinario 24 de Marzo contra el negacionismo, la represión y el ajuste
A 50 años del golpe genocida, cientos de miles colmaron las calles contra la impunidad y el gobierno antiobrero de Milei. -
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A 50 años del golpe, la pelea por Memoria, Verdad y Justicia no es un acto de homenaje vacío. Es una lucha viva contra este presente de ajuste, entrega represión. Porque los que ayer se beneficiaron con la dictadura son los mismos intereses sociales que hoy sostienen a Milei. Porque el genocidio tuvo responsables económicos, políticos y eclesiásticos. Porque la represión de hoy no está separada de aquella historia. Porque el mejor homenaje a las y los 30.000 es pelear contra los explotadores de ayer y de hoy.

Somos organismos de derechos humanos, parte del sindicalismo y las organizaciones piqueteras combativas, estudiantes, organizaciones piqueteras, partidos de izquierda, activistas de la cultura, del ambientalismo, del feminismo y de la diversidad. Somos parte del pueblo que lucha. No somos las fuerzas del cielo. Somos las fuerzas de la calle. Por eso, desde esta Plaza de Mayo, a 50 años del golpe genocida, decimos:

Abajo el plan de Milei, Villarruel, Bullrich, los gobernadores y el FMI.

Basta de colaboracionismo del peronismo y de la burocracia sindical.

Paro general activo y plan de lucha nacional hasta derrotar todo el ajuste.

No al genocidio. No a la impunidad. No a la guerra imperialista.

Por las y los 30.000.

Por Julio López, Santiago Maldonado, Rafael Nahuel, Luciano Arruga, Mariano Ferreyra y todas las víctimas de la represión estatal.

Por Memoria, Verdad y Justicia.

Por la derrota de este gobierno ultraderechista.

Por un gobierno de las y los trabajadores.30.000 compañeras y compañeros detenidos-desaparecidos, presentes.¡Ahora y siempre!

Encuentro Memoria, Verdad y Justicia

Consignas

A 50 años del golpe de 1976, frente al gobierno ultraderechista, negacionista yapologista de Milei, Villarruel y La Libertad Avanza, desde el Encuentro Memoria,Verdad y Justicia, espacio unitario e independiente de todo gobierno y del Estado,decimos:

● Son 30.000; fue y es genocidio

● Basta de impunidad Contra la impunidad de ayer y de hoy

● Apertura completa de los archivos de 1974 a 1983

● Juicio y castigo a todos los genocidas

● Cárcel común, perpetua y efectiva

● Restitución de la identidad a les niñes apropiades

● Esclarecimiento y justicia por la desaparición de Jorge Julio López

● Por la derrota del gobierno de Milei, los gobernadores y el FMI

● Anulación de la reforma laboral esclavista. Apoyo a la lucha de FATE y todas las luchas contra la reforma, por el salario y contra los despidos.

● No al pago de la deuda. Fuera el FMI

● Abajo el protocolo y las leyes represivas. Castigo a los responsables de todos los heridos por las represiones de Patricia Bullrich y Monteoliva

● Libertad a todos los presos políticos por luchar. Desprocesamiento de todoslos luchadores

● Abajo la Ley Bases, antimafia, de reiterancia y reincidencia

● No a la baja de edad de punibilidad

● No a la reforma de la Ley de Glaciares

● Abajo la criminalización de la protesta social.

● Basta de colaboracionismo de la burocracia sindical. Paro y plan de lucha dela CGT y las CTA para preparar la huelga general

● Por la derrota de Estados Unidos y el Estado de Israel en Irán

● No al genocidio en Gaza. Viva Palestina Libre.

A 50 años del golpe genocida
Editorial de Gabriel Solano en 14 Toneladas T3E7. -
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21/03/2026

Cosecha en San Juan: sueldos de miseria y explotación de menores

Los trabajadores aseguran que reciben pagos que no alcanzan ni para cubrir las necesidades básicas

En la provincia de San Juan, la temporada de cosecha se ha convertido en una verdadera osadía para miles de trabajadores rurales, quienes denuncian condiciones laborales indignas que ponen de manifiesto la enorme brecha entre los intereses de los patrones y los derechos de quienes con su esfuerzo hacen posible la producción.

Los trabajadores aseguran que reciben pagos que no alcanzan ni para cubrir las necesidades básicas: apenas $400 pesos la gamela (recipiente de aluminio o cajón de madera ancho y poco profundo), para adquirir $12.000 por jornada laboral que ronda las 10 horas diarias. En muchos casos, ese monto debe ser dividido entre dos personas, lo que reduce aún más la ya insuficiente remuneración y condena a las familias a la pobreza estructural.

Durante el plenario precongresal del Partido Obrero, una compañera delegada del Polo Obrero de la provincia expuso la gravedad de la situación, destacando que la explotación no se limita solo a los salarios de miseria, sino que además hay muchos menores de edad que están siendo incorporados al trabajo en las cosechas, abandonando sus estudios para ayudar económicamente a sus familias ante la crisis económica que azota al país. Esta práctica no solo viola los derechos fundamentales de los jóvenes, sino que condena a nuevas generaciones a la falta de oportunidades y a la reproducción de la explotación laboral.

La situación en San Juan es un claro ejemplo de cómo los sectores empresariales buscan maximizar sus ganancias a costa de la salud, el bienestar y el futuro de los trabajadores y sus familias.

Es imprescindible que la organización obrera se fortalezca en la región para exigir salarios dignos, condiciones laborales seguras y el cumplimiento estricto de la ley que prohíbe el trabajo infantil. Además, es necesario que se tomen medidas contundentes para sancionar a las patronales que se dedican a esta explotación laboral contra trabajadores rurales e infantiles.

Conflicto en Moño Azul: lxs trabajadorxs defienden el trabajo, la patronal aplica suspensiones
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21/03/2026
DOCENTES UNIVERSITARIOS

Adulp: una nueva asamblea numerosa y combativa que la conducción llevó a marcar el paso

Ahora hay que masificar el paro del 30 al 1 de abril e impulsar una nueva marcha por la ciudad. ¡Que se concrete la Marcha Federal a Plaza de Mayo!

El viernes 20 se realizó la segunda asamblea de la Asociación de Docentes Universitarios de La Plata

El viernes 20 se realizó la segunda asamblea de ADULP (Asociación de Docentes Universitarios de La Plata) del año. Nuevamente fue numerosa. La asamblea sesionó al finalizar una semana de paro docente en todo el país que en la UNLP tuvo fuerte acatamiento, y luego de una gran Marcha de Antorchas.

La marcha fue un éxito a pesar de la política de las conducciones de los tres gremios del Frente Sindical: ADULP, ATULP (nodocentes) y FULP (estudiantes), que se limitaron a una conferencia de prensa el día anterior. En el caso de ADULP no reunió siquiera a lxs delegadxs para organizarla. Pero la bronca crece y se manifiesta en cuanto se abre un canal.

La asamblea sesionó con los hechos consumados de la resolución de un Congreso previo de Conadu que estableció un cronograma de paros que deja todo el mes de abril sin medidas de fuerza. Los congresales de ADULP violaron el mandato de la asamblea anterior y no votaron el paro por tiempo indeterminado en dicho Congreso.

Justo cuando el gobierno acelera para derogar la Ley de Financiamiento, que lo obliga a un ajuste salarial superior al 50% y retroactivo al momento de la sanción de la norma, las federaciones docentes hacen un paréntesis que le da oxígeno para avanzar.

Esta política no es nueva, pero es más grave ahora porque es evidente que el gobierno está cayendo en la consideración popular rodeado de escándalos de corrupción, con el presidente como partícipe necesario de una estafa del alance internacional (Libra), y con un “plan” que sólo consiste en saqueo y especulación financiera. Los salarios caen en picada al igual que el consumo y siguen los cierres de empresas.

La corriente más enfática en argumentar a favor del esquema de la Conadu fue nuevamente el PCR, que llegó a plantear que deberíamos convocar multisectoriales que nos apoyen incluyendo a las empresas, mientras éstas cierran dejando en la calle a miles de trabajadores.

La nota de la reunión la dio Octavio Miloni (secretario general de ADULP) que consideró un “chantaje’ la moción de que él lleve a la Asamblea Universitaria -el órgano máximo de conducción de la Universidad que se reúne el 11 de abril para elegir al nuevo presidente- la propuesta de que dicha asamblea se pronuncie por la implementación inmediata de la Ley de Financiamiento Universitario. Cabe aclarar que el actual presidente de la UNLP (Martín López Armengol) no abre la boca sobre el tema. Miloni tiene voz en dicha reunión como Secretario General de ADULP, no a título personal o en función de la posición política del peronismo-kicillofismo  al que responde.  Una vez más la conducción de ADULP considera que el gremio que construimos y sostenemos todxs le pertenece. Lo más grave sería que esta negativa implique que la conducción gremial avala la política de los rectores de negociar con Milei un cambio en la Ley que en primer lugar elimina el ajuste salarial que manda el texto vigente y que el gobierno no cumple.

¿O será que quieren manifestarse a favor de la elección del radical y privatista Fernando Tauber como futuro presidente de la UNLP sin “hacer ruido” con planteos “incómodos”? El 11 de abril tenemos que estar presentes en la Asamblea Universitaria, e impulsar una campaña previa para exigir que ese órgano se pronuncie taxativamente por la aplicación de la Ley ya. Por otra parte, lxs trabajadorxs no tenemos en Tauber un candidato que nos represente y lo que corresponde es promover el voto en blanco. ADULP no tiene mandato para pronunciarse por la elección de Tauber.

En la asamblea gremial chocaron nuevamente dos orientaciones: la de la conducción que quiere subordinarnos a los rectores y a la burocracia del Frente Sindical con el cuento de la unidad, y la de la oposición que plantea ir a fondo apoyando toda la acción en asambleas y congresos con mandato de base, verdadero sustento de la unidad docente-nodocente-estudiantil.

Se impuso por mayoría la moción de refrendar el esquema de Conadu, pero hubo una buena cantidad de votos a favor de adelantar el paro de fines de abril e incluso por el paro indeterminado.

También se aprobó la moción de un paro por tiempo indeterminado si comienza el debate del proyecto del gobierno en el Congreso.

Habrá una nueva asamblea a comienzos de abril, luego del paro de los tres días hábiles de semana santa. No está dicha la última palabra. La base docente aún no se ha expresado en su plenitud. Hay que desbordar las asambleas hasta imponer el paro por tiempo indeterminado hasta que se cumpla la Ley.

Las tareas inmediatas que proponemos son:

  1. Marchar masivamente 23 y 24 de marzo a 50 años del golpe genocida, contra el gobierno que reivindica la dictadura, y que es aliado incondicional del imperialismo yanqui, impulsor y sostén del golpe genocida
  2. Masificar y llenar de acciones los tres días de paro de semana santa
  3. Usar el paréntesis de los paros impuesto por la conducción para hacer clases públicas, recorrer cursadas, impulsar asambleas docentes en facultades y colegios e interclaustros en las facultades y colegios secundarios.
  4. Exigir que se cumpla la convocatoria a una nueva asamblea y masificarla
  5. Exigir se ponga fecha sin más demora a la Marcha Federal para reventar Plaza de Mayo.

Como se popularizó como consigna central de esta lucha: MILEI, CUMPLI LA LEY.

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21/03/2026

Cómo nos preparamos desde la UJS de La Matanza para el 24M

Desde la UJS luchamos por transformar el 24 en un día de memoria activa y de lucha

Desde la UJS de La Matanza estamos impulsando distintas iniciativas para que el 24 de marzo sea una jornada de organización y lucha, ligada a los problemas concretos que atravesamos en nuestros institutos y en el distrito. Nuestra intervención se desarrolla en los lugares donde militamos y choca directamente con las direcciones burocráticas que buscan limitar la organización independiente de les estudiantes.

En el ISFDyT Nº 88, donde conducimos el centro de estudiantes, estamos organizando una intervención en el acto institucional y desarrollando charlas políticas para debatir el significado del 24 de marzo. Sin embargo, las autoridades intentaron bloquear estas iniciativas diciendo que justo ese día hay acto y utilizando esa excusa para impedir que realicemos la actividad en la fecha prevista. En el ISFD Nº 82, donde integramos la minoría en el CAI (consejo académico), la situación es aún más clara: la dirección directamente se negó a dar permiso para la charla “A 50 años del golpe militar: ni olvido ni perdón”, que de todas formas vamos a realizar.

Estos hechos no son aislados. Expresan el rol de las direcciones burocráticas que, en línea con el peronismo, buscan vaciar el contenido político del 24 de marzo y regimentar la participación estudiantil, incluso bloqueando la organización de actividades independientes y la posibilidad de movilizarse de manera autónoma.

Frente a esto, desde la UJS desarrollamos una campaña activa en el distrito: mesas de agitación en el 88, en la UNLaM (Universidad Nacional de La Matanza), donde presentamos la lista del Frente de Izquierda para disputar el centro de estudiantes a la burocracia de la Liga Federal, y en la Escuela de Arte Leopoldo Marechal, donde integramos la minoría en el CAI. A esto se suma la organización en los barrios, donde junto con la JPO (Juventud del Polo Obrero) estamos impulsando una charla en el km 35 para debatir con la juventud trabajadora. Todas estas iniciativas apuntan a lo mismo: organizar a la juventud de La Matanza, enfrentar las trabas de las burocracias y preparar una intervención independiente este 24 de marzo. La UJS-PO convoca a las 14:00 en el Obelisco para movilizarse.

Lejos de “dar vuelta la página”, como plantea el peronismo, desde la UJS luchamos por transformar el 24 en un día de memoria activa y de lucha, retomando las banderas de los compañeros que enfrentaron al régimen que hizo posible la dictadura.

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El martes 24/3 seamos miles y miles en Plaza de Mayo

En horas de la tarde noche del pasado martes 18 de marzo, desde el Polo Obrero y Partido Obrero se efectuó una jornada en memoria de los/as militantes secuestrados/as por la dictadura cívico militar, como así también asesinados por la Triple A de Juan Domingo Perón.

En pleno centro barrial, a dos cuadras del paseo Caminito, sobre la calle Brandsen, entre Del Valle Iberlucea y Juan de Dios Filiberto, frente a los murales pintados por Quinquela Martín, en los paredones de la Bombonera, se instaló un ráster con la imagen de Alberto Hojman, Pablo Rieznik, Cristobal Russo, Gustavo Grassi, Jorge Fischer, Laura Dabas, Claudio Zorrilla, Marcelo Arias, Miguel Buffano, Susana Huarte y Fernando Sánchez.

A la par, y a sus alrededores, se pegaron afiches contra la persecución a los luchadores y las luchadoras del Hospital Garrahan, como también la invitación a la olla popular, que se realizará el miércoles 1/4 a las 18hs en Almirante Brown y Villafañe, contra la baja de un millón de planes sociales y la represión. Entendiendo que el mejor homenaje que se les puede dar a los caídos es sosteniendo sus banderas obreras y socialistas. Presentes en las luchas de los explotados.

Más que nunca hoy, en tiempos de gobierno mileísta, ultraderechista, anti derechos, negacionista y afín a nuevos indultos a los genocidas, la necesidad de estar en la calle se transforma en fundamental.

El martes 24/3 seamos miles y miles en Plaza de Mayo.

Son 30 mil. Fue genocidio.

¡Fuera Milei!  

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21/03/2026

El Estado italiano ataca el derecho a huelga declarando la esencialidad de la logística

Tendencia Internacionalista Revolucionaria de Italia/SI Cobas de Turín

Al igual que Milei en Argentina, Meloni ataca el derecho a huelga en Italia

Al igual que el Gobierno de Milei ha atacado el derecho a la huelga con la reforma laboral, al incluir miles de sectores entre los servicios públicos esenciales, también en Italia el Estado está restringiendo la libertad de huelga en el sector que ha mostrado mayor combatividad en los últimos años: la logística.

Esto no se ha hecho mediante una ley del Parlamento ni un decreto del Gobierno, sino mediante una resolución de la Comisión de Garantía, un órgano institucional “técnico” creado en los años noventa con la ley de servicios públicos esenciales, que con el paso de los años se ha convertido cada vez más en un generador de nuevas normas que restringen las libertades de los trabajadores, con el fin de neutralizar el arma de la huelga.

El 11 de marzo, la Comisión de Garantía de Huelgas —o quizá deberíamos rebautizarla como Comisión de Garantía de la Explotación— dictaminó que las acciones de huelga en el sector de la logística, tanto en el transporte como en los almacenes, deben respetar los plazos de preaviso y los procedimientos de mediación y “enfriamiento” previstos en la ley sobre servicios públicos esenciales. Esto permite, por tanto, a las empresas ganar todo el tiempo necesario para reorganizar el trabajo ante una huelga, desplazando el trabajo lejos de los lugares de lucha, sin el efecto sorpresa que resulta estratégico para las luchas en el sector de la logística.

Esta gravísima medida de limitación del derecho a la huelga y de represión de las luchas obreras pasa desapercibida, sin ningún debate político ni en el Parlamento, ni en el Gobierno, ni en ningún otro lugar. La resolución contra el derecho a la huelga en el sector logístico representa el sueño que llevan años persiguiendo los patrones de las multinacionales de mensajería, la gran distribución y el transporte, así como las miles de empresas cooperativas, mafiosas y esclavistas que son sus supuestos “proveedores” (de mano de obra). Intenta encorsetar la energía de lucha que en los últimos quince años ha frenado la superexplotación en el sector, sobre todo a través de las luchas de los trabajadores de SI Cobas. Luchas que han logrado conseguir aumentos salariales significativos, duplicando los sueldos, garantizando normas de seguridad y respetando la libertad sindical, mientras que en el resto de Italia los salarios reales están, de hecho, en constante descenso.

La resolución se inscribe plenamente en el contexto de los decretos de seguridad adoptados por el gobierno de Giorgia Meloni —nada menos que siete desde su llegada al poder—, destinados a reprimir cualquier tipo de lucha que pueda poner en tela de juicio la economía de guerra y las tendencias belicistas promovidas por el Gobierno en el marco de la creciente competencia entre potencias capitalistas. De hecho, justo en el momento en que vuelve a aumentar el coste de la vida debido a la enésima guerra de agresión llevada a cabo en Oriente Medio por EEUU e Israel con el apoyo logístico europeo (e italiano), el Estado se apresura a restringir aún más el derecho a la huelga, tratando de frenar por todos los medios la posible reactivación de una combatividad más amplia de la clase trabajadora.

Y lo hace precisamente afectando en primer lugar a los trabajadores y trabajadoras, y en particular a los del sector logístico. Las huelgas generales contra el genocidio en Palestina ya han demostrado, a pequeña escala, la importancia de este sector y el gran potencial de estos trabajadores para convertirse en un referente incluso para sectores más amplios de la población en un momento de resurgimiento de la lucha, mostrando cómo obstaculizar eficazmente el sistema que sustenta la explotación y la guerra.

La represión avanza ahora con una sincronía casi perfecta. Es más urgente que nunca unir las luchas de los trabajadores y las trabajadoras a escala internacional para hacer frente a la represión cada vez más dura de la economía de guerra, que ya hoy supone un empeoramiento significativo de las condiciones salariales, de precariedad, de seguridad y de chantaje para millones de trabajadores, así como la tendencia hacia una tercera guerra mundial. ¡Solo unidos se gana!

Por la derrota de la agresión de Estados Unidos e Israel contra Irán
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21/03/2026

Salud en CABA: el Área Programática del Penna se organiza contra la fragmentación de la carrera y el ajuste de Macri y Quirós

Hospital Penna

El pasado 17 de marzo, el CeSAC 10 (centro de salud comunitaria) fue sede de una importante reunión de trabajadores del Área Programática del Hospital Penna que marca un camino de organización frente a la ofensiva del Gobierno de la Ciudad. Con la presencia de Vanina Biasi, legisladora por el PO-FITU, se congregaron enfermeras, trabajadoras sociales, representantes de la Asociación de Profesionales de Servicio Social, nutricionistas, médiques generalistas, pediatras y promotoras de salud, además de otros profesionales que sostienen cotidianamente el sistema público en los barrios más golpeados por la crisis. La reivindicación del primer nivel de atención por parte del gobierno no tiene su correlato en una mejora del sistema sino que lo que se evidencia es un plan de vaciamiento en sintonía con el ajuste nacional.

Uno de los ejes centrales de la asamblea fue la sobrecarga laboral que asfixia al conjunto del personal. Les trabajadores señalaron la imposición de turnos a través del sistema 147 y la pérdida del control de las agendas de usuaries y su seguimiento, al tiempo que se restringe el trabajo territorial y las reuniones interdisciplinarias fundamentales para el abordaje integral de la salud. La intención de atender usuaries cada 15 minutos tiene el fin de equiparar el sistema público con el privado, mostrando una forma productivista en la atención que abre las puertas a futuras privatizaciones. Esta política de regimentación no solo afecta las condiciones de trabajo, sino que destruye la calidad de la atención en una zona crítica en términos económicos y sociales. El Área Programática del Penna abarca barrios donde el avance de enfermedades como la tuberculosis está directamente ligado a las condiciones de hacinamiento y a la actividad textil en las villas, un sector que hoy sobrevive en la precariedad absoluta y la falta de trabajo por el plan económico en marcha.

Vanina Biasi informó a la asamblea el escenario de la Legislatura porteña. Promediando el mes de marzo, el oficialismo aún no ha conformado las comisiones de trabajo ni se conoce su composición definitiva. Esta parálisis refleja la profunda crisis del gobierno de Jorge Macri, que cuenta con apenas 12 legisladores propios de los 60 totales. En su afán por no ser absorbido por La Libertad Avanza (LLA), el oficialismo se debate entre tejer alianzas con el peronismo o negociar con el radicalismo, el larretismo y LLA para avanzar en su agenda reaccionaria. En este cuadro de componendas a espaldas de la población, no se descarta que un proyecto de fragmentación de la carrera de salud ingrese de la mano del oficialismo o incluso a través del peronismo. Esto fue mencionado también por Vanina y reconocido por toda la asamblea. La incorporación de Claudia Negri a la Legislatura, por parte de la lista que encabezaba Leandro Santoro en las últimas elecciones, implicaba sumar a una figura de Carlos Rojo al recinto, quien desde la Asociación de Médicos Municipales mantiene vínculos con todos los bloques patronales e impulsa una carrera médica propia a expensas del resto de los profesionales de la salud.

También se mencionó que la lucha contra la fragmentación de la Ley 6035, y por la incorporación definitiva de enfermería, bioimágenes e instrumentación quirúrgica a la carrera profesional, es indisociable de la pelea por el salario. El derrumbe del poder adquisitivo es el mecanismo que utiliza el gobierno para empujar el pluriempleo y el vaciamiento de los hospitales. En este sentido, la experiencia de lucha de los trabajadores del Hospital Garrahan, quienes mediante el método de la asamblea y el plan de lucha lograron conquistar un aumento del 61% es un elemento a tener en cuenta. Ese es el espejo en el que debe mirarse la salud de la ciudad para quebrar la tregua de las burocracias sindicales y arrancarle al gobierno todas las reivindicaciones.

La reunión concluyó con el compromiso de masificar la campaña, preparar la próxima asamblea en el Hospital Penna, seguir difundiendo la pelea contra la fragmentación mediante las redes, afiches, juntadas de firmas y todos los medios a disposición e impulsar estas asambleas en las áreas programáticas de otros hospitales. La unidad de todos los sectores de salud es la única garantía para frenar la reforma de la carrera y garantizar un presupuesto de salud que responda a las necesidades de les trabajadores y usuaries.

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"La vida recién comienza": una historia de vida, del interior bonaerense a la gran ciudad

Primera novela del docente Gabriel Lubo.

El autor nació en 25 de Mayo y reside actualmente en Buenos Aires

Gabriel Lubo es docente, militante gremial y del Partido Obrero y colaborador de Prensa Obrera. Publicado por Clara Better Ediciones, apareció "La vida recién comienza", una obra con componentes autobiográficos cuyas reflexiones resultarán familiares a todos aquellos que -como el autor- pasaron sus primeros años de vida en el interior para arribar más tarde a la gran ciudad.

Toda autobiografía implica un ajuste de cuentas con el pasado y una forma de romper el silencio. El protagonista de La vida recién comienza (a quien, por falta de imaginación, llamaremos Gabriel) vive en un pueblo pampeano olvidado por el progreso trunco de un país que se soñó potencia y se terminó revelando semi colonia dependiente, cuando el capitalismo pujante de la belle époque llegó a su fin. Allí vinieron a parar un grupo de inmigrantes gallegos como cualquier otro, escapando de la Guerra Civil y la persecución del fascismo. Pero los fantasmas cruzaron el océano con ellos, y como por una maligna herencia genética, pasaron a la generación siguiente: “No se puede huir de uno mismo. Uno se lleva fatalmente a sí mismo adonde vaya. Mis abuelos salieron de España escapando de la guerra, el fascismo y la pobreza, y recalaron en este pueblo con sus dos hijas pequeñas a cuestas. Los fantasmas del pasado convivieron con ellos hasta el final de sus días. La partida los salvó de una realidad abismal pero no de las huellas que esa realidad dejó en sus almas. Mis hermanos lograron irse del mismo pueblo al que habían migrado mis abuelos (…) La huida más sofisticada era la de mi madre, hundida en los fantasmas que mis abuelos habían traído de España, o en sus ramificaciones".

La vida recién comienza habla sobre la decadencia de un proyecto de país soñado por los marqueses sin título de la pampa húmeda y por inmigrantes de toda lengua y color que soñaron heredar parte de esa tierra y su libertad, y el resultado fueron un par de generaciones sin futuro que huyen o enloquecen (o huyen de la locura) hacia una nueva promesa, menos pretenciosa, en la gran ciudad. Para la última generación (la nuestra, la de Gabriel) es a la vez la historia de otro fracaso mucho más cercano, y con consecuencias aún más dramáticas para las ciudades pequeñas del interior: el vertiginoso ascenso y desplome de la Argentina neoliberal de Carlos Menem y sus cómplices, elevados a la categoría de próceres por la banda que actualmente los releva.

Pero también es una novela sobre el amor, la amistad y el arte (a saber, la música) como lugares de refugio y de búsqueda. Gabriel podría ser cualquier adolescente que, de tan inmerso en la violencia y la injusticia cotidiana, a duras penas las percibe, y busca en los otros, en los amigos, en amores, en las melodías de nuestra rica música popular, algún tipo de sentido para seguir existiendo, para salir adelante.

El autor renuncia a cualquier forma de romanticismo en las formas y el contenido. La escritura es cruda: oraciones cortas, contundentes, sin paliativos. Lubo aborda de frente y sin rodeos problemáticas tan brutales como la miseria, la soledad o la locura: “Parecía haber ciertos iluminados que pronunciaban grandes discursos sobre la locura, asociando alienación con libertad, y no sabían nada de una cosa ni de otra. 'Del Vieytes nos saludan', recitaba la cantante haciéndose la loca. 'Que vaya a saludar a mi vieja si tiene ganas de saber qué es la locura', pensaba yo”.

Y no es a pesar de eso, sino precisamente por eso, que su lectura toca fibras en el alma de cualquiera que haya sufrido en silencio y que conozca el trance cotidiano de luchar, rendirse y luchar de nuevo, como si todo dependiera de uno mismo, descubriendo frustración tras frustración que uno se encuentra inmerso en algo mucho más grande. Para que el lector haga sus propios ajustes de cuentas. Para que la empatía no deje jamás de dolerle en lo más profundo. Para seguir migrando colectivamente a una vida que merezca ser vivida, a pesar de las derrotas y los fantasmas a cuestas.

Una lectura de "Cometierra" de Dolores Reyes
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prensaobrera.com

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